Lua teve alta mais tarde. Ela
sentia-se frágil e sensível, mas também agradecida pela ajuda de Arthur, que
saía junto com ela do hospital. Quando ele estacionou em Eaton Square, ela
olhou pela janela, surpresa.
— Mas eu pensava
que eu fosse para casa — ela disse.
— Aqui é sua casa,
Lua.
— Mas...
— Chega de
"mas" — ele disse, apertando a mão dela. A expressão dele não
deixava o menor traço de dúvida sobre sua determinação de mantê-la por perto. —
Você vai ficar aqui comigo e fim de papo.
— Eu... — Lua ia
protestar, mas como estava muito cansada para discutir, desistiu.
Minutos depois,
ela estava sendo levada para cima e ajeitada na cama com a ajuda de Dona Kátia
e de uma das empregadas.
— Você precisa repousar muito, Lua.
Lembro quando isso aconteceu comigo — disse Dona Kátia,
sentando-se na beira da cama.
— Exige muito de você.
— Espero não estar sendo
inconveniente — murmurou Lua.
— Tolice. Você é parte desta família
agora. É natural que cuidemos de você. — Ela se inclinou para frente e beijou
a testa de Lua.
— Vamos, tente dormir, querida, e não
se preocupe... Muitos outros bebês virão.
Lua engoliu o nó que tinha na
garganta e tentou conter as lágrimas que jamais se mantinham longe da
superfície. Ela balançou a cabeça, concordando com a sogra.
— Chega de preocupações — insistiu Dona Kátia.
— Tudo vai ficar bem.
Continua..?

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