- Qual? -
perguntou Tommy.
Arthur
sorriu ante as perguntas ávidas.
- O
comandante retalhou o estandarte romano e usou o tecido para ajudar o
sobrevivente a estancar o sangramento das feridas. Com um sorriso letal, ele o
fitou e disse: Roma delenda est. Roma deve ser destruída. Então, enviou o
general romano acorrentado para casa, para que transmitisse a mensagem ao
Senado.
- Uau! -
Bobby exclamou, admirado. - Gostaria que você fosse meu professor na escola.
Talvez eu até passasse em história.
Arthur
correu a mão pelos cabelos negros do menino.
- Se isso
faz você se sentir melhor, eu também não me importava com esse assunto na sua
idade. Tudo o que eu queria era fazer travessuras.
- Oi,
Srta. Lua! - Tommy disse ao finalmente avistá-la. - Escutou a história do Sr. Arthur?
Ele disse que os romanos eram maus.
Ao olhar
para cima, Arthur viu Lua parada a alguns metros. Ela sorriu.
- Tenho
certeza de que ele sabe bem disso.
- Você
pode consertar minha boneca? - Katie pediu, entregando-a para Arthur. Soltando
Allison, ele pegou a boneca e recolocou o braço no lugar. - Obrigada. - disse
Katie, abraçando-o pelo pescoço.
A
expressão saudosa de Arthur partiu o coração de Lua. Sabia que era o rosto da
própria filha que ele enxergava ao olhar para Katie.
- O
prazer foi meu, pequenina. - ele falou em voz rouca, afastando-se dela.
- Katie,
Tommy, Bobby, o que vocês estão fazendo aí? - Lua ergueu o olhar, quando Emily
deu a volta na lateral da casa. - Vocês não estão incomodando a Srta. Lua estão?
- Não,
eles não estão me incomodando. - Lua assegurou-lhe. Emily não pareceu escutá-la
ao prosseguir, alvoroçada: - E o que Allison está fazendo aqui? Vocês devem
ficar no quintal.
- Ei,
mamãe. - Bobby gritou, correndo até ela. - O Sr. Arthur nos mostrou um jogo
muito legal.
Lua riu,
observando os cinco retornarem para o jardim dianteiro enquanto a tagarelice
animada de Bobby ecoava ao redor deles.
Arthur
tinha os olhos fechados e parecia estar saboreando o som das vozes infantis.
- Você é
um ótimo contador de histórias. - disse Lua quando ele foi encontrá-la.
- Não é
verdade.
- É, sim.
- ela afirmou enfaticamente. - Sabe, eu fiquei pensando... Bobby tem razão.
Você seria um excelente professor.
Ele lhe
deu um sorriso afetado.
- De
comandante a professor. Por que não me chama logo de Catão, o Antigo, e me
insulta de verdade, uma vez que está tentando?
Ela riu.
- Você
não está tão ofendido quanto finge.
- Como
sabe?
- Pela
expressão em seu rosto e pelo brilho em seu olhar. - Ela o pegou pelo braço,
conduzindo-o de volta ao deque. - Você deveria mesmo pensar nisso. Mel obteve o
doutorado em Tulane e conhece a faculdade. Quem melhor para ensinar civilização
antiga do que alguém que realmente viveu naquela época?
Ele não
respondeu. Lua notou o modo como ele mexia os pés descalços no chão.
- O que
está fazendo? - ela indagou.
- Estou
desfrutando a sensação da grama. - ele sussurrou. - Do jeito que as folhas
fazem cócegas nos meus dedos.
Ela
sorriu da ação pueril.
- Foi por
isso que veio aqui fora?
- Sim.
Adoro sentir a luz do sol no meu rosto.
Continua...

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