Pov's Lua
Uma semana havia se passado e finalmente Beatriz, Bernardo e eu poderíamos ir pra casa. Arthur queria estar perto o tempo todo e eu não poderia culpá-lo, já que eu o afastei de ver minha gestação. Sendo assim ele ficou responsável de nos pegar no hospital e levar pra casa. Escutei batidinhas na porta e logo Arthur surgiu por ela...
- Oi, pronta? - disse se sentando na minha cama e mexendo nas bolsas ao seu lado - Cadê os meus lindinhos?
- Eu já tô pronta, agora é só esperar a enfermeira trazer eles pra podermos ir embora. - disse e me sentei ao seu lado
- Lu, se importa de passar na minha casa?
- Não, por mim tudo bem... - disse e me recostei no ombro dele e ele entrelaçou os nossos dedos
- Lu eu sinto tanto sua falta... Não só do seu corpo, mas da mulher que você é, da sua amizade, de te ter próxima... - ele disse passando à mão no meu pescoço e lentamente aproximando nossas bocas,roçando os nossos narizes, me dando selinhos leves iguais borboletas e enfim me beijando com paixão, um beijo doce e lento, mas ao mesmo tempo com pegada. De repente a porta se abriu rapidamente e nós nos separamos sem graça e ofegantes, a enfermeira entrou com Beatriz e Bernardo a tira colo.
Graças a Deus a enfermeira fingiu que não viu nada e não fez nenhum comentário inoportuno e sem graça, para variar um pouco dessa vez Bernardo estava calmo e cochichando enquanto a irmã esta se contorcendo no colo da enfermeira, Arthur logo correu pra pegar a menininha birrenta, assim que pegou ela, Beatriz ficou quietinha admirando a pai fascinada, enquanto a enfermeira me dava as últimas instruções Arthur a deixou na cama de eu forma que não cairia e levou as bolsas para o carro, quando volto a enfermeira já tinha terminado e ido embora. Então Arthur pegou Bernardo que continuava dormindo, já que era mais pesado e foi na frente enquanto eu o segui com Beatriz quebrara seguia os passos do irmão e cochichava com um pequeno sorrisinho no rosto.
Vinte minutos depois Arthur estacionava naquela casa que eu conhecia tão bem. Arthur pegou os gêmeos no colo e os levou para dentro com um entusiasmo estranho. Pediu para que eu subisse e fosse pro quarto de hospedes, assim fiz e quando cheguei ao quarto tive uma tremenda surpresa.
Arthur tinha mudado totalmente o quarto transformando ele em um quarto completo para os gêmeos, ele entrou logo depois de mim e depositou os gêmeos, que agora estavam acordados em um dos berços e virou pra falar comigo...
Continua...



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