Lua rosnou para ele. Com um brilho malicioso no olhar, Arthur
não pareceu nem um pouco arrependido. Então ele engatou a marcha, mas soltou a
embreagem cedo demais, deixando o carro morrer.
– Isso não era para acontecer, certo? – ele perguntou.
– Não, a menos que queira bater o carro.
Ele suspirou e tentou outra vez. Uma hora mais tarde,
quando Arthur ainda não havia conseguido dirigir dentro do estacionamento sem
bater na guia ou fazer o motor morrer, Lua admitiu o fracasso.
– Ainda bem que você era melhor como general do que é como
motorista.
– Ha, ha – riu com sarcasmo. Porém, o brilho em seus olhos
revelava que ele não estava verdadeiramente ofendido. – Tudo o que posso dizer
em minha defesa é que meu primeiro carro era um coche de guerra.
Lua sorriu.
– Bem, não estamos em guerra nessas ruas.
Parecendo cético, ele retrucou:
– Eu não diria isso. Não se esqueça de que eu assisto aos
noticiários da noite. – Ele desligou o motor. – Acho que vou deixá-la dirigir
um pouco.
– É uma atitude sábia. Eu não tenho condições de comprar um
carro novo no momento. Ela saiu para que trocassem de lugar de novo. Ao se
encontrarem atrás do carro, Arthur agarrou-a e deu-lhe um beijo ardente que a
deixou tonta. Pegou suas mãos e pressionou-as de encontro aos quadris delgados
enquanto mordiscava seus lábios. Por Deus! Uma mulher podia acostumar-se com
aquilo. Acostumar-se de verdade. Arthur afastou-se.
– Quer me levar para casa e me deixar mordiscar outras
coisas?
Sim, ela queria, e era por isso que não se atreveria. Na
realidade, estava tão atordoada com aquele beijo que não conseguia nem falar. Arthur
sorriu ao ver o olhar confuso e desejoso nos belos olhos. Ela fitava seus
lábios como se ainda os saboreasse. Naquele momento, ele a desejou ainda mais
do que antes. Acima de tudo, queria desatar o rabo de cavalo e deixar os
cabelos sedosos esparramarem-se sobre seu peito. Como queria que estivessem em
casa, onde poderia despi-la e escutar os doces murmúrios de prazer enquanto
ele...
– O carro – disse Lua, piscando como se estivesse
despertando de um sonho. – Estávamos entrando no carro. Arthur deu-lhe um beijo
leve na bochecha.
Após ambos entrarem e afivelarem os cintos de segurança, Lua
olhou-o de viés.
– Sabe, acho que há duas coisas em Nova Orleans que você
ainda precisa experimentar.
– Primeiro, eu ainda tenho que tomá-la em um...
– Pare com isso!
Ele pigarreou.
– Certo, qual é a sua lista?
Continua...

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