— Tolice —
replicou Dona Kátia. — Luísa e ele eram bons companheiros.
Tinham os mesmos amigos e certamente tiveram uma boa vida sexual enquanto
durou. Mas não é disso que estou falando. Estou falando sobre paixão e amor
verdadeiro, aquele sentimento que surge uma vez na vida e nunca acaba.
— Bem, se ele me
ama, por que está indo para Nova York e vai esticar no fim de semana para
aquele maldito passeio de veleiro? Ela murmurou, soluçando.
— Porque você está
mantendo distância, querida. Que homem não salvaria seu orgulho, em um
determinado momento? Especificamente uma criatura arrogante e autoconfiante
como Arthur? Isso provavelmente nunca passou pela cabeça dele antes.
— Creio que não —
respondeu Lua.
— Agora, recomendo
que você vá para casa, relaxe e tire essa semana para pensar no que deseja
fazer. Então, quando ele voltar, você resolve.
— Acho que a
senhora tem razão — falou Lua. — E a senhora não vai contar sobre o bebê, vai?
— ela perguntou, preocupada.
— Claro que não,
querida. Manteremos isso em segredo até o momento em que você achar melhor
revelar. É um direito seu — acrescentou Dona Kátia sorrindo. —
E se precisar de mim, ou mesmo que não precise, estarei por aqui, para saber se
você está bem.
Depois do chá Lua
foi para casa, sentindo-se um pouco mais calma, mas muito cansada. Sentia-se
exaurida pelas emoções do dia e pronta para ir mais cedo para a cama.
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Quando o avião
decolou, Arthur olhou a paisagem abaixo através do chuvisco de verão. Havia
tanto para acertar, e ele tinha a firme intenção de corrigir tudo o quanto
antes. Mesmo assim, uma sensação de inquietação o perturbou quando ponderou
tudo o que ocorrera nas últimas semanas.
Lua parecera tão
indecisa naquela semana, nem parecia ela mesma. Mas não havia por que se
preocupar tanto com isso. Seria melhor estudar os arquivos que trouxera com
ele.
Com um suspiro, Arthur
abriu a pasta e se acomodou para o longo vôo. Pelo menos teria tempo para rever
todas as questões que o preocupavam com relação à Carvajal e que precisavam
ser resolvidas.
Além disso, uma
semana longe de Lua não seria tão ruim assim. Desde que ela estivesse menos
relutante quando ele voltasse...
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Três noites
depois, Lua acordou no meio da madrugada com uma forte dor no abdômen.
Inicialmente, tentou virar de lado e encontrar uma posição melhor na cama. Mas
quando a dor persistiu e até mesmo aumentou, ela realmente começou a se
preocupar.
Ela tentou
sentar-se, mas não conseguia manter-se ereta. Então, quando removeu as cobertas
para tentar pisar no chão, notou que estava sangrando.
— Ah, não —
gritou. O que poderia estar acontecendo? Não podia estar perdendo o bebê!
Ela sentou-se na
beirada da cama, totalmente imóvel, na esperança de que assim fazendo pudesse
interromper a tormenta dentro de seu corpo. Então outra pontada fez com que se
curvasse e ofegasse. Instintivamente, ela pegou o telefone, enquanto caía sobre
os travesseiros.
— Alô.
Ela se contorceu
ao ouvir a voz de Henrique no telefone, desejando que fosse Dona Kátia.
Telefonar no meio da madrugada era muito constrangedor. O que seu sogro
pensaria? Apesar de no momento, francamente, ela não se importar
absolutamente.
— É Lua — ela
respondeu, com a voz trêmula. — Desculpe por incomodar tão tarde — ela disse,
sem ar. —Dona Kátia está?
— É claro que
sim... Mas Lua — ele falou, de repente acordando. — Está acontecendo alguma
coisa?
— Sim... Bem,
posso falar com ela?
— Claro, querida,
agora mesmo. — Ela ouviu quando ele murmurou algo para a esposa, ao passar-lhe o telefone.
— Lua, o que está
acontecendo de errado? — perguntou Dona Kátia.
— Eu... bem,
acordei com uma dor horrorosa e não melhora. Então, quando sentei notei que estava... Sangrando — ela disse.
Continua..?

To amando continua tô mega ansiosa
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