sábado, 5 de setembro de 2015

Casamento por conveniência



Cap.40



— Não se empolgue tanto com isso — ele murmurou, fazendo-a sorrir, apesar de tudo.


— Desculpe, eu não quis parecer desagradável. É que estou cansada.


— Você parece cansada — ele disse. — Tem certeza de que está bem?


— Sim. Deve ser só uma virose. Vou melhorar em alguns dias. Nada preocupante — ela respondeu.


— Eu realmente espero que sim. Não quero que fique doente.


— Isso não é mais da sua conta — ela falou, levantando o queixo de forma determinada.


Arthur sentiu-se retesado, com os olhos em brasa.


— Você ainda é minha esposa — ele respondeu de forma sarcásti­ca — e, como tal, sob minha proteção.


— Ah, não seja tão antiquado — replicou Lua, surpresa com a reação dele.


— Antiquado? — Arthur deu um passo à frente. — Pode até ser. Mas deixe-me lembrá-la de que sou seu marido e, portanto tenho o direito de estar informado sobre seu bem-estar.

Ele estava de pé perto dela agora, fitando seu rosto, com o olhar duro e resplandecente, sua boca desenhando uma linha determinada que não deixava espaço para discussão. E Lua não conseguia des­viar o olhar dos olhos dele, ou afastar-se do olhar hipnótico que a lixava no lugar.


Antes que pudesse reagir, as mãos dele tocaram o queixo dela. E foram até seus lábios. E então, de repente, ela estava nos braços dele e a boca dele veio ao encontro da sua, pressionando-a, forçando-a a abrir os lábios, exigindo que ela se dobrasse ao seu desejo.



Por um momento Lua resistiu, apertando os pulsos contra o peito dele e tentando escapar de seu abraço. Então, de repente a língua dele tocou um local muito sensível, tão macio e vulnerável que tudo que ela podia fazer era permitir que ele a apertasse, sentir a rigidez de seu corpo e seu desejo e sucumbir, deixar que as mãos dele percorressem suas costas, tocassem seu pescoço e possessivamente acarinhassem as curvas de suas nádegas.

Continua...

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