Cap.40
— Não se empolgue tanto com isso —
ele murmurou, fazendo-a sorrir, apesar de tudo.
— Desculpe, eu não quis parecer
desagradável. É que estou cansada.
— Você parece cansada — ele disse. —
Tem certeza de que está bem?
— Sim. Deve ser só uma virose. Vou
melhorar em alguns dias. Nada preocupante — ela respondeu.
— Eu realmente espero que sim. Não
quero que fique doente.
— Isso não é mais da sua conta — ela
falou, levantando o queixo de forma determinada.
Arthur sentiu-se retesado, com os
olhos em brasa.
— Você ainda é minha esposa — ele
respondeu de forma sarcástica — e, como tal, sob minha proteção.
— Ah, não seja tão antiquado —
replicou Lua, surpresa com a reação dele.
— Antiquado? — Arthur deu um passo à
frente. — Pode até ser. Mas deixe-me lembrá-la de que sou seu marido e,
portanto tenho o direito de estar informado sobre seu bem-estar.
Ele estava de pé perto dela agora,
fitando seu rosto, com o olhar duro e resplandecente, sua boca desenhando uma
linha determinada que não deixava espaço para discussão. E Lua não conseguia
desviar o olhar dos olhos dele, ou afastar-se do olhar hipnótico que a lixava
no lugar.
Antes que pudesse reagir, as mãos
dele tocaram o queixo dela. E foram até seus lábios. E então, de repente, ela
estava nos braços dele e a boca dele veio ao encontro da sua, pressionando-a,
forçando-a a abrir os lábios, exigindo que ela se dobrasse ao seu desejo.
Por um momento Lua resistiu,
apertando os pulsos contra o peito dele e tentando escapar de seu abraço.
Então, de repente a língua dele tocou um local muito sensível, tão macio e
vulnerável que tudo que ela podia fazer era permitir que ele a apertasse,
sentir a rigidez de seu corpo e seu desejo e sucumbir, deixar que as mãos dele
percorressem suas costas, tocassem seu pescoço e possessivamente acarinhassem
as curvas de suas nádegas.
Continua...
Continua...

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