- Arthur! - ela arquejou, e seu corpo involuntariamente agitou-se e
tremeu.
Ele apressou os movimentos, enlouquecendo-a com as carícias eróticas. E,
quando Lua imaginou que não aguentaria mais, atingiu o clímax.
Gritou, lançando a cabeça para trás, sendo percorrida por profundas
ondas de prazer. Ainda assim, ele prosseguiu, prolongando as sensações, até que
ela alcançasse o êxtase de novo.
Na terceira vez, Lua achou que poderia morrer. Esgotada, virou a cabeça
de um lado para o outro no travesseiro.
- Por favor, Arthur, por favor. - ela implorou. - Não aguento mais.
Só então, ele se afastou. Arfante, ela pulsava da cabeça aos pés.
Nunca em sua vida conhecera um prazer tão intenso.
Devagar, ele deixou uma trilha de beijos por seu corpo, até enterrar os
lábios em seu pescoço.
- Diga-me a verdade, Lua. - ele sussurrou. - Você já sentiu isso antes?
- Não. - ela respondeu honestamente, achando que poucas mulheres já
tinham experimentado algo semelhante àquilo. - Eu não tinha ideia.
Com os olhos desejosos, ele a fitou como se ainda quisesse devorá-la.
Sentindo-o próximo ao corpo, Lua notou que ele ainda estava excitado.
Arthur mantivera a palavra, e não atingira o clímax. Queria ajudá-lo a
sentir o mesmo que ela. Ou pelo menos algo próximo.
Com o coração acelerado, fez menção de desabotoar-lhe a calça. Ele a
deteve. Segurando sua mão, levou-a aos lábios e beijou a palma com delicadeza.
- É uma ideia encantadora, mas não se incomode. - Arthur disse em
tom de censura.
- Eu sei que pode ser doloroso para os homens se não...
- Eu não posso. - ele a interrompeu.
Ela franziu a testa.
- Não pode o quê?
- Não posso ter um orgasmo.
Lua ficou boquiaberta. Com certeza, ele não estava falando sério. Certo?
Porém, os olhos revelavam sinceridade.
- Faz parte da maldição. - ele explicou. - Posso lhe dar prazer, mas, se
você me tocar agora, apenas vai me fazer sofrer mais.
Condoída, ela o tocou no rosto.
- Então, por que você fez...
- Porque eu quis.
Ela não acreditou naquilo nem por um instante. Afastando a mão, desviou
o olhar.
- Você quer dizer que precisou. Faz parte da maldição também, não é?
Segurando-a pelo queixo, ele a forçou a fitá-lo.
- Não. Eu estou lutando contra a maldição. Caso contrário, eu estaria
dentro de seu corpo agora.
- Eu não entendo.
- Nem eu. - disse ele, e os olhos dela sondaram os seus, como se tivesse
a resposta. - Apenas se deite comigo. Por favor.
Continua...

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