quarta-feira, 13 de maio de 2015

Casamento por conveniência


Cap.12


Paciência, ele repetia para si mesmo novamente. Ela é jovem. Dê tempo a ela. Mas estava se tornando cada vez mais difícil.

Naquela noite, Lua não conseguiu dormir. Usava uma de suas lindas camisolas transparentes de alcinha que eram parte do enxoval arrumado por sua assistente. Lua olhou para o que vestia e suspirou. Não demonstrara nenhum interesse pelo enxoval, apenas concordara com as coisas que Maureen mostrou a ela. Agora, meio assustada, se olhava no espelho. Podia ver a sombra de seu corpo insinuando-se através do fino tecido e fechou os olhos. Como era difícil admitir para si mesma que, apesar da decisão de desprezar seu marido, ela pensava constantemente nele, que quando ele se aproximava cada nervo seu vibrava, que um novo e tórrido calor que ela desconhecia tomava conta de seu corpo com uma vibração fora do comum e a deixava umedecida em locais que ficava constrangida só de pensar. Ela pro­curava desesperadamente por respostas, incapaz de precisar essa sede nova e insaciável que a invadia.

Com raiva de si mesma e desesperada por estar vulnerável, ela foi para a grande varanda que circundava o andar de cima da casa. Apoiando as mãos no balaústre e com os cabelos longos caindo sobre os ombros, Lua olhou para o mar Egeu sob a luz das estrelas e ouviu o mar lambendo suavemente a costa. Aquela era sua lua de mel e deveria ter sido o momento mais maravilhoso de sua vida. Mas ali estava ela, amofinando-se por várias razões.

— Você não está com sono? — A voz profunda bem atrás dela fez com que virasse e engasgasse, acometida por mais uma emoção.

Arthur ficou parado diante dela, mais lindo do que nunca na calça do pijama de seda e sem blusa, revelando um amplo peito bronzeado, pela luz dos lampiões ela podia ver um brilho nos olhos castanhos que a observavam, percorrendo cada detalhe de seu corpo de uma forma possessiva e audaciosa, como um dono faz com seu puro-sangue. O tecido transparente da camisola escondia pouca coisa, ela sabia envergonhada, Lua moveu as mãos para trás, apoiando-as no balaústre, sem saber que, ao fazer isso, empinava seus pequenos e deliciosos seios na direção dele como se o convidassem, enquanto seus cabelos caíam pelos ombros e seu pescoço perfeito era realçado pelo luar.

Deus, ela era linda, reconhecia Arthur, ébrio de um desejo incontrolável, enquanto se movia na direção dela, completamente incapaz de resistir. E era a esposa dele. Tinha todo o direito de possuí-la.

— Lua — ele sussurrou. — Deixe-me amá-la. Deixe-me ser seu marido.

— Não posso — ela respondeu com a voz aveludada, extremamente cônscia do cheiro dele, de sua masculinidade, de tudo que sentia, enquanto tentava desesperadamente lembrar a si mesma de todas as razões por que não podia deixar aquilo acontecer.

— Prometo que não a machucarei — ele falou, apoiando cada mão em um dos lados do balaústre, mantendo o rosto bronzeado e os lábios sensuais a apenas alguns centímetros dela.

Foi então que, com um suspiro trêmulo que a enfraqueceu, Lua notou que ele estava prestes a beijá-la.
E não podia fazer nada para impedi-lo. Por mais que tentasse justificar para si mesma, a verdade é que não desejava contê-lo. Ela precisava resistir, não podia mostrar que se importava que apesar de desprezá-lo ansiava por seu toque, por descobrir em seus braços como seria tornar-se uma mulher.

Então, antes que pudessem continuar a pensar, os lábios dele tocaram os dela, e Lua abriu caminho para seu primeiro beijo de verdade. Ela sentiu os lábios dele forçando a abertura dos seus. Por um momento, pensou em recuar e protestar, mas a insistência firme, ainda que gentil, da língua dele desbravando habilidosamente sua boca fez, com que, em vez disso, ela apertasse os rígidos ombros dele, tentando se agarrar a algo firme e confiável, como se a terra fosse faltar sob seus pés.

Arthur tomou-a em seus braços e, pressionando a mão contra as pequenas costas dela, sentiu a deliciosa curva de suas nádegas e seus pequenos e retesados seios pressionados contra seu peito. O que ela faria quando sentisse sua rígida virilidade contra ela, ele se pergun­tou. Ele teve cuidado para não a apressar, enquanto sua língua ansia­va por mais, deixando que ela respondesse suavemente, contendo seu desejo arrebatador de possuí-la até que ela estivesse pronta para mais, ciente de que aquele era apenas o começo de tudo.

Então, ele fez tudo lentamente, sentindo a resistência dissipando-se, sentindo a luta entre o cérebro e o corpo dela, entre seus instintos e sua alma. Em seguida, com suavidade, mas firmeza, ele a puxou para mais perto, até que ela conseguisse sentir a extensão do corpo dele, até que a língua dela começasse a procurar sequiosamente a dele, guiando-a completamente, acariciando as costas dela, a suave curva de suas coxas perfeitas.

Ao mesmo tempo, ele sentiu o aperto dos braços dela, ouviu seu pequeno gemido quando ele deixou sua boca e começou a beijar seu pescoço, sabendo que estava indo bem.

Lua jogou a cabeça para trás e gemeu, entregando-se às carícias dele. Ela soltou outro pequeno suspiro de prazer e surpresa quando os lábios dele atingiram seus seios, circulando seus mamilos eriçados, roçando-os através do tecido suave da camisola, fazendo com que ela tivesse vontade de gritar de prazer e dor, de querer mais, de se libertar do tecido subitamente pesado e desconfortável que se interpunha en­tre eles. Mas ainda assim Arthur prosseguiu metódica, lenta e provo­cantemente
Continua...

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