quarta-feira, 13 de maio de 2015

Casamento por conveniência


Cap.13


Tirando uma das mãos de trás dela, ele gentilmente acariciou o outro seio, até Lua pensar que não poderia mais suportar o jorro de calor que a espicaçava em algum lugar lá embaixo, em um local do qual ela nunca tivera muita consciência até então, mas que agora implorava por algum novo tipo de preenchimento e libertação.

Então uma sensação primitiva, forte, apertada, que jamais experi­mentara, cresceu dentro dela, acometendo-a até ela pensar que fosse gritar. E quando não podia mais suportar, quando seus dedos revolve­ram os espessos cabelos negros de Arthur e todas aquelas sensações faziam-na desejar, implorar por misericórdia, pedir que parasse, ocorreu um milagre, e aquilo que vinha se desenvolvendo de forma quente, intensa e sufocante se rompeu, transbordou, expandiu-se, re­laxando todas as fibras de seu ser, flutuando em um passeio extático, perdurando por alguns segundos, deixando-a fraca e sem energia, com os joelhos frágeis, enquanto Arthur a levantava e ela sentia-se extenuada contra ele.

— Mi linda — ele sussurrou, segurando-a nos braços e carregan­do a para seu quarto, com a satisfação máscula e orgulhoso de saber que acabara de conduzi-la à sua primeira experiência sexual.

— O que aconteceu? — ela sussurrou, enquanto ele a deitava no meio de sua cama de bambu de quatro colunas.

— Você acabou de ter seu primeiro orgasmo — ele disse, deitan­do se ao lado dela na cama, com um sorriso tão arrogante quanto possessivo.

— Oh. — Lentamente, Lua recuperou o ar. Então, de repente, ela percebeu que Arthur estava quase retirando a calça do pijama. Exer­citando cada centímetro de sua força de vontade, ela sentou-se e arru­inou os cabelos, ligeiramente consciente da quão tentadora estava na penumbra das luzes dos abajures.

- Arthur, o que você está fazendo?

— Lua, por mais que você seja jovem e virgem — ele disse, com uni toque de humor em seus olhos castanhos cintilantes —, acho que sabe muito bem o que estou fazendo. É hora de você tornar-se real­mente minha esposa.

— Não. Não quero. — Ela se moveu contra os travesseiros e es­condeu as pernas sob a camisola.

— Lua, depois do que acabou de acontecer, essa é uma declara­ção completamente sem sentido — ele disse, com uma risada rouca e em tom baixo que quase fez com que ela fosse novamente tomada por aquele calor que dera início a tudo. — Você me deseja tanto quanto eu a desejo — ele disse suavemente, passeando com seus longos e finos dedos do pescoço dela para os seios, parando justamente acima dos mamilos e olhando para ela. — Diga que você não quer que eu comece tudo — ele falou, com uma segurança calma, embora arro­gante — e eu a deixarei.
Lua tentou pensar, tentou resistir à carícia tentadora que estava embaralhando seu raciocínio.

— Não quero. Não posso...

— Sim, você pode, mi linda, claro que pode. Lembre-se, sou seu marido. Você pode fazer o que quiser comigo, Lua, qualquer coisa mesmo. Vou mostrar a você, vou levá-la a lugares com os quais você jamais sequer sonhou.

Deixando seu juízo cair por água abaixo, Lua jogou a cabeça no travesseiro com um longo suspiro.

— Não — disse Arthur em tom autoritário —, não fuja de mim. Quero você aqui comigo. Quero que você saiba quem está fazendo amor com você e quando. Lua tire sua camisola.

Novamente ela tentou esquivar-se.

— Não, por favor, Arthur, eu...

— Lua, eu preciso lembrá-la de que alguns dias atrás você fez votos de me obedecer? Eu detestaria vê-la descumprindo sua palavra. — Ele tinha os olhos fixos nela agora, não deixando espaço para escapatórias. — Sou seu marido, o homem que tem o direito de vê-la e possuí-la.

Ela notou que aquilo era uma ordem e desejou ter força de vontade para recusá-la. Parte dela o detestava pelo que ele estava fazendo; a outra se submetia a ele com intensa rendição feminina. Afinal, ele estava certo. O voto de obediência fora parte da cerimônia de casa­mento deles, ela pronunciara as palavras. Mas ela não atinara real­mente com seu significado. Agora, vendo-o excitado ao seu lado na cama, com o rosto fechado enquanto a encarava, ela sabia o quanto aquelas palavras eram reais.

Lentamente, muito lentamente, e Lua foi para a beira da cama. — Levante — ele pediu, suavemente.

Lua obedeceu e ficaram de pé, as faces quentes, as mãos agarradas, enquanto ele, de forma suave, mas firme, retirou a camisola pela cabe­ça dela, deixando-a diante dele protegida somente com suas mechas de cabelos castanho-claros sedosos.

Então, Arthur se afastou alguns passos, seus olhos embriagando-se no corpo dela.

— Você é linda, maravilhosa — ele sussurrou, deixando os dedos passearem por ela, de seus seios até sua barriga.

Apesar do constrangimento, Lua teve outro ímpeto de formigamento por seu corpo ao sentir os dedos dele. Ela notou que estava ao mesmo tempo úmida e quente tomado por um desejo tão grande que mal pôde controlar o gemido que escapou quando os dedos dele aca­riciaram seu suave monte dourado, e deslizaram por entre suas pernas, seguindo adiante quando ele a puxou para mais perto com o outro braço.

E de repente ela desejou experimentar a pele dele nela, conhecer o rosto dele, e começou a retirar o laço que amarrava a calça dele.

— Não tão depressa, cariño — ele murmurou no ouvido dela. — Haverá tempo para isso.

— Não - ela balbuciou, respirando de forma entrecortada quan­do ele a tocou profundamente, provocando ondas de dor e prazer, deixando-a cada vez mais frágil e com desejo. — Você me viu. Agora eu quero vê-lo.

Arthur riu baixinho, com satisfação.

— Está bem, querida. — Com isso, ele continuou a acariciá-la rum uma das mãos, enquanto ajudava-a a retirar a irritante roupa com a outra.

Logo os dois estavam nus, de pé, um de frente para o outro. Então Arthur removeu calmamente seus dedos e olhou nos olhos dela.

— Sou seu marido, Lua, não fique envergonhada.

E Lua notou, desconcertada, que o mais surpreendente é que não estava envergonhada. Na realidade, sentia um estranho e novo poder quando ele a olhava e, timidamente a princípio, permitiu-se olhar para o corpo dele, deleitar-se com a sua força, com seus braços musculosos e fortes, com seu torso amplo, embora magro, e então com a parte de baixo.

Arthur deslizou firmemente a mão sobre a mão dela e puxou-a em sua direção.


Continua...

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