(Capítulo Treze – O casamento)
“E o tempo todo eu acreditei que encontraria você
O tempo trouxe o seu coração para mim
Eu amei você por mil anos
Eu vou amar você por mais mil”
O tempo trouxe o seu coração para mim
Eu amei você por mil anos
Eu vou amar você por mais mil”
— Christina Perri
Oito horas da manhã, Karina, Bianca e Barbara estavam no SPA, seria o dia de princesa das madrinhas e o de rainha da noiva, como Lúcia, a cabeleireira mesmo havia falado. Bianca estava eufórica, mas ao mesmo tempo amedrontada, finalmente tinha chegado o dia do seu casamento.
Antes de saírem de casa, o buffet que havia contrato já estava fazendo a arrumação no jardim do sítio, aprontando a comida que seria servida. Tudo bem simples, afinal o casamento seria no final da tarde até a noite, nada de muito glamour.
Mesmo não deixando claro, Karina estava feliz pela irmã. Muito feliz, agora percebia que não era mesmo para que ficasse com Duca quando mais nova, Bianca era perfeito para ele. O casal se completava e a partir dali teriam para sempre, acreditava Karina.
As três mulheres estavam cercadas por maquiagem, esmaltes e varias coisas para arrumar o cabelo. E mesmo tendo mudado um pouquinho, Karina ainda não gostava muito de ficar em meio aquilo tudo. Primeiro as três teriam que tomar um banho, depilar e esfoliar a pele. Depois tratamento facial, fazer as unhas, cabelo, maquiagem e por fim, colocarem os vestidos. Até às cinco da tarde estariam perfeitas.
. . .
Pedro estava ansioso, mas comparado a Duca que estava quase perto de um surto, estava muito calmo. O concunhado andava de um lado para outro, ajeitando a gravata.
— Caras, ela vai desistir. De verdade ela vai dar pra trás e me deixar no altar. — disse Duca.
— Ela não é louca, relaxa que ainda faltam uma hora pra você entrar. — João disse sentado no peitoral da janela — Os convidados estão chegando ainda.
— Duca, se a Ruiva não ficar comigo hoje eu juro que parto pra outra. Da onde surgiu tanta mulher bonita? — Cobra pergunta olhando da janela e João concorda.
— Ainda não sei como você ainda está atrás dela.
— Falou o cara que namora a esquentadinha, levou o quanto de pancada dela até ficarem juntos?
— Muita pancada, cara. Acredite muita.
Os quatros rapazes conseguiram fazer Duca relaxar um pouco, afinal, era o dia do casamento dele. Estaria casando com a mulher da vida dele, não tinha o porquê de estar nervoso.
. . .
Karina estava maravilhada consigo mesma, talvez nunca estivesse tão linda quanto naquele dia. O vestido azul tomara que caia ficara realmente perfeito em seu corpo, o cinto prateado do vestido marcava bem sua cintura. O modelo longo e esvoaçado combinara perfeitamente com ela. A maquiagem marcando bem os olhos estava leve e não chamava tanta atenção. O cabelo trançado também havia combinado muito com a roupa.
— Você está linda, K. — Viu Bianca sorrindo para ela pelo espelho.
— Você também, Bia. Está perfeita. — virou-se para a irmã.
— Queria tanto que a mamãe estivesse aqui com a gente, pra ver me casar, pra ver a mulher linda que você ficou.
— Eu também, desculpa por isso, foi eu que matei a mamãe. — Karina virou com lagrimas nos olhos.
— Nunca mais repita isso, Karina. A mamãe sabia o que estava fazendo, ela decidiu dar a vida dela pela sua. Nunca te culpamos. Eu amo você, irmã.
Karina abraçou Bianca como nunca estiveram abraçadas antes, as duas tentavam segura as lágrimas.
— Sem choro, o Duca está te esperando.
— Sua grossa. Obrigada por tudo.
As duas escutaram a batida na porta e se soltaram, a porta foi aberta e Dandara entrou. A madrasta estava linda em seu vestido verde agua, sorria para as duas.
— Eu sei que não sou a mãe de vocês e nunca que quis tomar o lugar dela, mas como não tive filhas e ganhei vocês duas, preciso repassar isso. — Dandara tirou uma caixinha com dois anéis dentro — o de pedra verde é pra você Bianca, a mais velha, que está casando.
— Obrigada Dandara, quero você junto do meu pai, no altar.
— De nada querida, e o de pedra azul é pra você, Karina. Espero que vocês gostem e que nunca se sintam forçadas a me amarem, ou a me chamarem de mãe.
— Nós sabemos. — Karina sorriu — Obrigada.
— Ok, agora vamos. Tanto Pedro quanto Duca estão ansiosos por vocês.
. . .
— Você está linda. — Pedro diz dando o braço para Karina.
— Obrigada, estou morrendo de medo de pisar nesse vestido e cair.
— Relaxa, vai dar tudo certo. É a nossa vez.
Sim, Bianca tinha feito Karina entrar antes dela, afinal a irmã era mais importante do que a melhor amiga. O jardim havia ficado lindo, as cadeiras e os acessórios em tons de claros, e um lindo arco antes de chegar ao altar.
— Com o pé direito pra dar sorte. — Pedro sorri.
Então pisaram com o pé direito, um passo após o outro. Karina estava feliz, de um lado das cadeiras o pessoal da academia, a loira sorria ao rever os amigos e revira os olhos quando Zé e Marcão piscam para ela, idiotas, sempre seriam.
Do outro lado, a galera da Ribalta, Pedro mandou beijos quando viu o pessoal da sua antiga manda e não deixou de sorrir quando viu sua família sentada, Tomtom tinha os olhos brilhantes ao olhar para o casal.
Finalmente o caminho acabou, estavam no altar. Do lado deles estava Dandara e João, Bianca tinha feito questão que a mãe e o irmão também estivessem ali presente, afinal era uma família completa.
Então a marcha nupcial anunciou a entrada da noiva, Duca finalmente parecia ter se acalmado. Bianca sorria pra ele de braços dados a Gael. A morena estava linda. Gael caminhava com firmeza ajudando a filha, finalmente chegaram até Duca.
— Se fizer a minha filha sofrer, eu te garanto que nem poeira sua sobrevive pra contar história. — ameaçou Gael.
— Pode deixar, mestre. Se eu fizer alguma contra ela eu me mato.
. . .
— Deem espaço que agora é a dança dos noivos e dos padrinhos. — anunciava a cerimonialista. — É a primeira dança desses dois como casal, esperamos tudo de melhor para vocês. Pode soltar a música.
Logo estavam os seis em seus postos, Bianca e Duca no meio, Cobra e Ruiva à esquerda e Karina e Pedro à direita. Logo a música começou.
Heart beats fast
Colors and promises
How to be brave
How can I love when I'm afraid to fall
But watching you stand alone
All of my doubt suddenly goes away somehow
One step closer
Colors and promises
How to be brave
How can I love when I'm afraid to fall
But watching you stand alone
All of my doubt suddenly goes away somehow
One step closer
Pedro e Karina começara m a se mover de um lado para o outro, mantinham o olhar preso um no outro e meditavam na letra da música. Ficava cada vez mais fácil dançar daquele jeito, apenas concentrados um no outro.
I have died every day waiting for you
Darling, don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more
Darling, don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more
As mulheres se soltam do abraço, os rodeiam apoiadas em seus ombros, voltam a ficar de frente e se aproximam, juntando seus narizes.
Time stands still
Beauty in all she is
I will be brave
I will not let anything take away
What's standing in front of me
Every breath
Every hour has come to this
Beauty in all she is
I will be brave
I will not let anything take away
What's standing in front of me
Every breath
Every hour has come to this
Voltavam a repetir os passos e seguiam assim à música. Quando finalmente acabou os convidados aplaudiam, havia sido perfeito a julgar pelo sorriso imenso no rosto de Lucrécia. Karina se sentia leve, olhou para Pedro e não pode evitar o sorriso. O entrelaçou pelo pescoço e o beijou. Sem se importar com nada.

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