sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Casamento por conveniência - Cap. 59


— Eu não acredito que esteja ouvindo isso — ele murmurou, com uma fúria interior disfarçada pela fria fachada.


— Não? Bem, isso é porque você está muito habituado a que as coisas sejam feitas do seu jeito.


— Está bem, então é isso. — A expressão de Arthur era proibitiva agora e Lua engoliu em seco, imaginando se teria ido longe demais. Mas aquilo caíra bem para ele. Ele não tinha o direito de tratá-la como vinha tratando, daquela forma autoritária.


— Garçom. Não vamos mais jantar. Ponha na minha conta. — Ele fez menção de se levantar.


— Mas acabamos de pedir! — exclamou Lua.


— Levante Lua, e venha comigo.


Lua hesitou, quase recusou, mas percebeu que não poderia fazer uma cena no meio do Relais e o acompanhou.


Arthur levou-a para fora do restaurante e de volta para o hotel. Chamou o elevador. Eles o tomaram em gélido silêncio. Lua manti­nha seu ar orgulhoso e fingia não estar se importando com nada, mas não podia evitar lançar alguns olhares furtivos para a furiosa face dele. O que ele planejava fazer? Arrumar as malas e voltar para Lon­dres àquela hora mesmo?


Arthur abriu a porta da suíte e tirou o paletó. Finalmente, ele virou para ela e a fitou, com o olhar severo.


— Estou farto desses jogos.

— Que jogos? Não estou jogando. Se alguém aqui faz isso é você — ela disparou.


— Ah, é? Você acha que eu jogo? Que passo a melhor parte do meu tempo com alguma outra mulher em vez de ficar com você, é isso? — ele perguntou.


Lua respirou fundo, determinada a não se render, quando ele caminhou na direção dela.


— S... Sim. Acho que...


— O que você acha exatamente, Lua? Fale — ele pediu, andando ao redor dela agora, explodindo de raiva.


— Que você está... Bem, que você...


— É? Fale. Continue... Ou você tem medo?


— Claro que não tenho medo — ela balbuciou, forçando-se a encará-lo. — É só que...


— O quê?


— Tudo isso está errado desde o começo — ela murmurou, des­viando o olhar.


— É mesmo? Bem, então me deixe mostrar como eu acho que está errado.


Antes que ela pudesse reagir, os braços dele estavam sobre ela, seu corpo cravado no dela. A mão dele deslizou para a curva do pescoço dela e ele puxou seu cabelo, forçando-a a encará-lo.


— Vou mostrar de uma vez por todas o que está certo e o que está errado, senora mia — ele murmurou com a voz baixa, praticamente atirando-a na cama.


E então ele começou a beijá-la, tirando a roupa dela e deixando-a nua diante dele.


— Não, Arthur — ela sussurrava, sentindo aquele desejo incontrolável que surgia em algum lugar dentro dela e tentava resistir desesperadamente. — Não, por favor... Precisamos ser sensatos.


— Sensatos? Ah! — Com alguns movimentos rápidos, ele tirou suas próprias roupas e voltou para a cama. Sua boca roçava nos seios dela, fazendo-a gemer. Então os lábios dele continuaram a procurar, descendo até encontrar o lugar mais vulnerável, aquela pequena protuberância, atormentando-a, deixando-a gemendo, com um prazer indescritível e mais intenso do que jamais sentira, mesmo nas noites mais ardentes deles em Agapos.


Ele não parou, mas continuou implacavelmente até que ela atin­gisse o clímax várias vezes, incapaz de evitar a excitante onda de prazer e completitude.


Lua não podia fazer nada para interromper a ardente ofensiva, esquecendo-se de todos os pensamentos enquanto seu corpo se rendia ao assédio implacável de Arthur. Quando ele finalmente a penetrou, não gentilmente, mas rígida e rapidamente, apesar de determinado a possuir cada centímetro dela, ela se curvou ao redor dele, aquecida no prazer dele, sem ar, respondendo agora beijo a beijo, se curvando para recebê-lo, esquecendo todas as razões.


Quando eles finalmente terminaram e se deitaram no lençol de linho amarrotado, Arthur de um lado da cama e Lua do outro, ele virou e olhou severamente para ela.


— É isso que você diz que está errado, Lua? Você seria capaz de fazer isso com outro homem?


— Claro que eu não pensaria em fazer amor com outro homem — ela disse, desejando que ele a tomasse em seus braços como sempre fazia, não a deixando sozinha e abandonada do outro lado da cama.


Continua...

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