Obs.: Estamos chagando na reta final...
Tinha que estar. Não suportaria se
não estivesse.
Logo a família estava de pé e em
atividade. Lua podia ouvir a movimentação de Teresa na cozinha, podia sentir o
cheiro do café fresco e do pão assado, e ouvir o baixo murmúrio de vozes.
Então, Teresa deu uma olhadela por
entre a porta.
— Ti kani? — ela
perguntou.
— Melhor, eu acho — respondeu Lua em
inglês.
— Eisai kourasmeni —
disse Teresa, e Lua compreendeu o bastante para perceber que ela estava dizendo
que ela devia estar cansada.
Só então ela notou que seus braços
estavam tensos e suas pernas latejavam ligeiramente. Teresa fez sinal indicando
que ela devia descansar. Mas antes, deu a Lua uma xícara de café quente, que
bebeu, agradecida. Recusara toda a comida oferecida na noite anterior, incapaz
de digerir qualquer coisa. Porém, vendo Arthur pálido, mas melhor, e certa de
que ele estava se recuperando, relaxou um pouco e percebeu que estava com fome.
Teresa indicou o caminho da cozinha e
insistiu para que Lua se unisse à família para o café da manhã. Enquanto comia,
Lua agradecia pelo resgate providencial que os salvara do que poderia ter sido
um acidente fatal.
Então ela voltou para o lado de Arthur,
observando-o com carinho, esperando que ele abrisse logo aqueles maravilhosos
olhos castanhos e sorrisse para ela como só ele sabia fazer.
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— Não acredito que estamos aqui há
três semanas — afirmou Lua em uma das noites em que eles estavam sentados no
terraço. Arthur tinha se recuperado muito rapidamente, mas ainda precisava
repousar.
— Passou tão rápido — concordou Arthur,
apertando os dedos dela. — Obrigado, meu amor, por cuidar de mim. Eu não podia
ter esposa melhor. — Ele sorriu para ela, com o corte do queixo praticamente
cicatrizado.
— Você não é um paciente dos mais
fáceis — ela repreendeu, lembrando dos primeiros dias depois do acidente,
quando Arthur começou a se recuperar e queria se levantar, impaciente por ter
que ficar quieto quando queria estar em atividade. Mas Lua insistiu e, por
alguma razão que ele não podia compreender, Arthur cedera aos desejos dela.
— Outra taça de vinho? — ele
perguntou, olhando para o relógio. — Tenho que fazer algumas ligações em cerca
de vinte minutos, só posso ficar aqui por mais um tempo.
— Está bem. — Lua sorriu. Adorava
aquelas noites no terraço, passando o tempo juntos, momentos que se tornaram
ainda mais preciosos depois do acidente.
O acidente que formara uma ligação
silenciosa entre eles. Não precisaram relembrá-lo, mas cada um sabia o quanto
estivera próximo de perder o outro, e essa idéia deixava os dois perturbados.
— Ah, ali está o telefone — observou Arthur,
levantando da cadeira e entrando.
Lua ouviu fragmentos da voz dele pela
porta de vidro que ficou aberta.
— Sim? Quando você descobriu? Ah,
entendo. Bem, teremos que lidar com isso imediatamente. Eu sabia que era ele.
Temo que sim... Não, isso seria impossível. Certo. Estarei lá amanhã.
Continua...

Posta mais e que pena eu vou sentir falta dessa web bjss
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