Os dias seguintes foram passados em
uma maravilhosa e preguiçosa incerteza. Pouco falavam, para que nada apagasse
a atmosfera alegre criada na primeira noite, tentando fazer com que durasse o
máximo possível. Juntos, eles percorriam a ilha num velho jipe do exército,
fazendo piqueniques nas pedras que avançavam sobre o mar, ficavam longas horas
deixando o tempo passar, se beijando, se acariciando, incapazes de resistir à
urgência sexual que os acompanhava do amanhecer ao cair da noite.
Lua sabia que estava se iludindo, que
logo teria que acordar. Mas por enquanto não se importava. Estava muito ocupada
absorvendo toda a sedutora presença de Arthur, seu cheiro, sua pele.
Cada vez que eles faziam amor ele a
ensinava algo mais. Algumas vezes Lua sentia um certo choque quando as coisas
ficavam muito experimentais e Arthur a colocava em posições que ela sequer sonhava
que existiam. Mas isso também a excitava, renovava sua confiança. Agora
sentia-se verdadeiramente mulher, batizada para sempre na arte de amar por um
homem tão experiente que seria difícil de substituir.
Numa vez eles saíram para pescar com
os aldeões. Eles eram amigáveis e extrovertidos e ela apreciou muito ver Arthur
ajudar no manejo das pesadas redes. Aquele era um Arthur tão diferente do homem
de negócios sério e bem-vestido de Londres e Buenos Aires. Seu bronzeado
aprofundava-se a cada dia, assim como o dela, o suave sol outonal clareando
seus cabelos e escurecendo sua pele.
Gradualmente, os acontecimentos do
mês anterior, a profunda sensação de perda e fragmentação por que ela passara
iam se dissipando. Ela já podia rir novamente, sempre gargalhando com as piadas
de Arthur, contente por ele ter relaxado tanto desde a chegada deles na ilha. E
secretamente tinha medo do dia da partida. Ela desejava que eles pudessem
ficar por lá, isolados como náufragos de luxo, sem ter que enfrentar as penosas
experiências do dia-a-dia, os negócios que esperavam por ele em Londres ou a
possibilidade de outra mulher aparecer e estragar tudo.
Durante as noites, eles se sentavam
no terraço tomando vinho ou licor, jantando mais tarde uma refeição preparada
por Efi, a cozinheira, deliciando-se com a culinária grega. Ocasionalmente
pegavam a lancha e iam até ilhas próximas para comer lula em uma das tavernas à
beira-mar, onde grandes exemplares daqueles moluscos eram pendurados para
secar como roupa lavada, depois temperados com limão e jogados na chapa.
Algumas vezes ficavam lá por horas e Arthur
jogava gamão com alguns aldeões mais velhos, o sr. Petros ou o sr. Taki, que
passavam o dia todo sentados com as costas na parede quente, fumando seu forte
tabaco turco e bebendo cafedaki, pequenas xícaras de café
preto extremamente espesso, doce e muito forte.
Depois que Lua tomava o seu café,
Maria, a esposa do proprietário da taverna, sentava-se em uma cadeira de
madeira ao seu lado e virava a xícara de Lua de cabeça para baixo, permitindo
que a borra do café fosse se espalhando. Então, alguns minutos depois, ela
virava para Lua com um sorriso e começava a falar de sua sorte, que seu neto de
treze anos, Janis, traduzia em um inglês surpreendentemente fluente.
— Ela diz que você é casada com um
homem bom, mas que não confia nele — ele disse um dia, quando a avó colocou a
xícara sobre o pires e olhou para ela. — Ela disse que é normal. Kirios Arthur
é um homem muito bonito. A xícara dele diz que ele teve várias mulheres. Mas
não as tem mais.
— Certo. Está bem, obrigada — disse Lua,
esperando que as palavras dele tivessem sido abafadas pelo barulho da água e
pela música no rádio.

Continua
ResponderExcluirLinda queria saber se pode continuar a fanfic prometida a um vampiro sei que vc tem talento Sinopse:Casar definitivamente não estava nos planos de Roberta Packwood (obs. Roberta é o nome da Dulce depois q ela foi adotada) . mas um bizarro (e incrivelmente quente) novo estudante de nome Christopher Vladescu aparece, e diz a Roberta que ela é uma princesa da Romenia que esta destinada a casar com ele desde que nasceu. Armada com seu novo livro de "Crescendo com o Morto-Vivo: Um Guia Adoslecente para Encontros, Saúde, e Emoções com Vampiros. Roberta precisa fazer uma dramatica transição de uma adolescente normal amareicana para uma princesa vampira. Mas quando as deliciosas lideres de torcida ganham a atenção de Christopher, Robert se descobre brigando com si mesma para ganhar de volta a atenção dele, parar uma guerra entre os clãs vampiros e salvar a alma de Christopher da destruição eterna. “Apenas se lembrem, garotas: Um jovem vampiro do sexo masculino é um predador por natureza. Alguns garotos podem olhar você não só com um interesse romântico, mas como presa...”
ResponderExcluirOlá florzinha, tudo bem?
ExcluirBem vou dar uma olhadinha no link e ver o que posso fazer, se der vou continua-lá... Ok?
Bjss
Linda aqui esta o Link caso vc queira ler por favor aguardo sua resposta bjss de uma grande fã
ResponderExcluirLink :
http://m.fanfics.com.br/fanfic/4755/pomei-m-mpio
Obrigada bjss
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