sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Casamento por conveniência - Cap.53


Os dias seguintes foram passados em uma maravilhosa e pregui­çosa incerteza. Pouco falavam, para que nada apagasse a atmosfera alegre criada na primeira noite, tentando fazer com que durasse o máximo possível. Juntos, eles percorriam a ilha num velho jipe do exército, fazendo piqueniques nas pedras que avançavam sobre o mar, ficavam longas horas deixando o tempo passar, se beijando, se acariciando, incapazes de resistir à urgência sexual que os acompa­nhava do amanhecer ao cair da noite.


Lua sabia que estava se iludindo, que logo teria que acordar. Mas por enquanto não se importava. Estava muito ocupada absorvendo toda a sedutora presença de Arthur, seu cheiro, sua pele.


Cada vez que eles faziam amor ele a ensinava algo mais. Algumas vezes Lua sentia um certo choque quando as coisas ficavam muito experimentais e Arthur a colocava em posições que ela sequer so­nhava que existiam. Mas isso também a excitava, renovava sua con­fiança. Agora sentia-se verdadeiramente mulher, batizada para sem­pre na arte de amar por um homem tão experiente que seria difícil de substituir.


Numa vez eles saíram para pescar com os aldeões. Eles eram ami­gáveis e extrovertidos e ela apreciou muito ver Arthur ajudar no manejo das pesadas redes. Aquele era um Arthur tão diferente do homem de negócios sério e bem-vestido de Londres e Buenos Aires. Seu bronzeado aprofundava-se a cada dia, assim como o dela, o suave sol outonal clareando seus cabelos e escurecendo sua pele.

Gradualmente, os acontecimentos do mês anterior, a profunda sensação de perda e fragmentação por que ela passara iam se dissi­pando. Ela já podia rir novamente, sempre gargalhando com as pia­das de Arthur, contente por ele ter relaxado tanto desde a chegada deles na ilha. E secretamente tinha medo do dia da partida. Ela dese­java que eles pudessem ficar por lá, isolados como náufragos de luxo, sem ter que enfrentar as penosas experiências do dia-a-dia, os negó­cios que esperavam por ele em Londres ou a possibilidade de outra mulher aparecer e estragar tudo.


Durante as noites, eles se sentavam no terraço tomando vinho ou licor, jantando mais tarde uma refeição preparada por Efi, a cozinhei­ra, deliciando-se com a culinária grega. Ocasionalmente pegavam a lancha e iam até ilhas próximas para comer lula em uma das tavernas à beira-mar, onde grandes exemplares daqueles moluscos eram pen­durados para secar como roupa lavada, depois temperados com limão e jogados na chapa.


Algumas vezes ficavam lá por horas e Arthur jogava gamão com alguns aldeões mais velhos, o sr. Petros ou o sr. Taki, que passavam o dia todo sentados com as costas na parede quente, fumando seu forte tabaco turco e bebendo cafedaki, pequenas xícaras de café preto extremamente espesso, doce e muito forte.


Depois que Lua tomava o seu café, Maria, a esposa do proprietá­rio da taverna, sentava-se em uma cadeira de madeira ao seu lado e virava a xícara de Lua de cabeça para baixo, permitindo que a borra do café fosse se espalhando. Então, alguns minutos depois, ela virava para Lua com um sorriso e começava a falar de sua sorte, que seu neto de treze anos, Janis, traduzia em um inglês surpreendentemente fluente.


— Ela diz que você é casada com um homem bom, mas que não confia nele — ele disse um dia, quando a avó colocou a xícara sobre o pires e olhou para ela. — Ela disse que é normal. Kirios Arthur é um homem muito bonito. A xícara dele diz que ele teve várias mulhe­res. Mas não as tem mais.


— Certo. Está bem, obrigada — disse Lua, esperando que as palavras dele tivessem sido abafadas pelo barulho da água e pela música no rádio.


Continua...

5 comentários:

  1. Linda queria saber se pode continuar a fanfic prometida a um vampiro sei que vc tem talento Sinopse:Casar definitivamente não estava nos planos de Roberta Packwood (obs. Roberta é o nome da Dulce depois q ela foi adotada) . mas um bizarro (e incrivelmente quente) novo estudante de nome Christopher Vladescu aparece, e diz a Roberta que ela é uma princesa da Romenia que esta destinada a casar com ele desde que nasceu. Armada com seu novo livro de "Crescendo com o Morto-Vivo: Um Guia Adoslecente para Encontros, Saúde, e Emoções com Vampiros. Roberta precisa fazer uma dramatica transição de uma adolescente normal amareicana para uma princesa vampira. Mas quando as deliciosas lideres de torcida ganham a atenção de Christopher, Robert se descobre brigando com si mesma para ganhar de volta a atenção dele, parar uma guerra entre os clãs vampiros e salvar a alma de Christopher da destruição eterna. “Apenas se lembrem, garotas: Um jovem vampiro do sexo masculino é um predador por natureza. Alguns garotos podem olhar você não só com um interesse romântico, mas como presa...” 

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    1. Olá florzinha, tudo bem?
      Bem vou dar uma olhadinha no link e ver o que posso fazer, se der vou continua-lá... Ok?
      Bjss

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  2. Linda aqui esta o Link caso vc queira ler por favor aguardo sua resposta bjss de uma grande fã
    Link :
    http://m.fanfics.com.br/fanfic/4755/pomei-m-mpio

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Prometida a um Vampiro - Cap.71