quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Amante da fantasia - Cap. 12



Lua fez o que quase qualquer mulher faria ao se defrontar com um homem em sua sala de estar.


Ela gritou.


E então correu até a porta da frente. Porém, esqueceu-se das almofadas que ainda estavam no chão, onde Mel e ela as tinham empilhado. Tropeçando em duas delas, estatelou-se no chão.


Não! , ela gritou mentalmente ao cair de forma dolorosa. Precisava fazer algo para proteger-se.


Aterrorizada e tremendo, ela se mexeu em meio às almofadas, procurando uma arma. Sentindo algo, ergueu a mão e viu que segurava uma pantufa cor-de-rosa de coelhinho.


Diabos! Com o canto do olho, viu a garrafa de vinho. Rolou na direção do objeto e agarrou-o, antes de se virar para encarar o intruso.


Mais rápido do que ela poderia reagir, ele envolveu seu pulso com a mão cálida, imobilizandoa com delicadeza.


- Está ferida? - indagou ele.


Deus! A grave voz masculina era melodiosa, com um forte e ritmado sotaque que podia apenas ser descrito como musical. Erótico. E delicioso.


Com a razão entorpecida, Lua olhou para cima e... Bem... Honestamente, ela viu apenas uma coisa, e aquilo deixou sua face mais quente do que ensopado cajun.


Afinal, era impossível não ver aquilo, uma vez que estava tão perto. E era um aquilo grande.


No instante seguinte, ele se ajoelhou ao seu lado e afastou os cabelos de seus olhos com gentileza. Passou a mão por sua cabeça, como se estivesse procurando um ferimento.


O olhar dela deleitou-se com o peito dele. Incapaz de se mexer ou de olhar para qualquer outro lugar que não fosse aquela pele fantástica, Lua lutou contra o ímpeto de gemer ante a sensação intensa e pecaminosa provocada pelos dedos masculinos em seus cabelos.


Seu corpo inteiro parecia arder.


- Você bateu a cabeça? - perguntou ele.


De novo, o estranho e glorioso sotaque reverberava pelo corpo de Lua como uma carícia quente e suave.


Ela olhou fixamente para aquela abundância de pele dourada, que parecia atrair sua mão para um toque. Ele praticamente brilhava!


Sentiu-se compelida a ver o rosto dele, a verificar por si mesma se tudo nele era tão maravilhoso quanto o corpo. Ao olhar para cima, para além dos músculos esculpidos dos ombros, ficou boquiaberta.


A garrafa de vinho escorregou de seus dedos dormentes. Era ele!


Não! Não podia ser possível. Isso não podia estar acontecendo com ela, e ele não podia estar nu em sua sala de estar com as mãos em seus cabelos.


Coisas assim não acontecem na vida real. Especialmente com pessoas comuns como ela. E ainda assim...


- Arthur? - ela sussurrou.
 


Continua...

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