Ele tinha a compleição vigorosa e forte de um ginasta. Os músculos eram
firmes, delgados, lindos e bem definidos em lugares que ela nem mesmo sabia que
um homem podia ter músculos.
Nos ombros, bíceps e antebraços. No peito e nas costas. Do pescoço às pernas. Ele emanava puro vigor masculino por todos os poros. Até mesmo aquilo começou a inchar.
Os cabelos negros caíam livremente em ondas ao redor de uma face com a barba bem feita, que parecia ter sido esculpida em pedra.
Extraordinariamente atraente e fascinante, o rosto não tinha um tipo de beleza delicada, mas era definitivamente de tirar o fôlego.
Lábios carnudos e sensuais se curvavam em um sorriso indiferente, revelando covinhas que talhavam profundas luas nas faces bronzeadas. E os olhos... Encantadores!
Eram de um límpido verde esmeralda, com as extremidades das íris destacadas por uma minúscula risca douradas. Chamuscantes em intensidade, os olhos revelavam uma inteligência apurada.
Ela tinha a sensação de que aquele olhar realmente podia matar. Ou, no mínimo, devastar.
E ela, com certeza, estava devastada no momento.
Cativada por um homem perfeito demais para ser real. De forma hesitante, ela estendeu a mão e colocou-a no braço dele. Ficou pasma quando o braço não evaporou, provando que tudo aquilo era apenas uma alucinação provocada pela bebida.
Não, aquele braço era real. Real e sólido e quente. A pele sob sua palma flexionou-se em um músculo poderoso, que fez seu coração se acelerar.
Atordoada, ela não conseguiu fazer outra coisa senão encará-lo.
Arthur arqueou a sobrancelha, confuso.
Nunca uma mulher fugira dele antes. Nem o rejeitara após recitar o cântico de evocação. Todas as outras tinham aguardado, com expectativa, sua encarnação, e depois haviam caído instantaneamente em seus braços, exigindo que ele as satisfizesse.
Mas não aquela... Ela era diferente.
Sentiu vontade de sorrir ao percorrê-la com o olhar. Os cabelos espessos e castanhos alcançavam o meio das costas, e os olhos azuis lembravam o mar antes de uma tempestade.
Olhos azuis, salpicados de minúsculos pontinhos prateados e verdes que brilhavam com inteligência e calor. A pele pálida e macia era revestida por pequenas sardas.
Ela era tão adorável quanto sua voz suave, marcada pelo sotaque.
Não que isso importasse. Independentemente da aparência, ele existia apenas para servi-la sexualmente. Para dedicar-se a provar o corpo dela com o seu, e era isso o que pretendia fazer.
- Venha. - disse ele, pegando-a pelos ombros. - Deixe-me ajudá-la
.
- Você está nu. - sussurrou Lua, olhando-o dos pés à cabeça, com perplexidade enquanto se levantava. - Você está completamente nu.
- Você está nu. - sussurrou Lua, olhando-o dos pés à cabeça, com perplexidade enquanto se levantava. - Você está completamente nu.
Ele ajeitou as pontas dos cabelos escuros atrás das orelhas dela.
- Eu sei.
- Você está nu!
- Já constatamos isso.
- Você está feliz e nu.
Confuso, Arthur franziu o cenho.
- O quê?
Ela olhou para baixo, indicando que ele estava excitado.
- Você está feliz. - ela repetiu, com um olhar eloquente. - E nu.
Continua...

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