terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Amante da fantasia - Cap. 14

Então, era assim chamavam aquilo neste século. Ele precisaria se lembrar disso. 
                   
 
- E isso a deixa desconfortável? - indagou, espantado com o fato de uma mulher se importar com sua nudez, já que isso nunca acontecera. 
 
- Bingo! 
 
- Bem, eu conheço um remédio. - disse Arthur, e sua voz caiu uma oitava enquanto ele fitava os mamilos se enrijecendo sob o fino tecido branco. 


 
Mamilos que ele mal podia esperar para ver. Para saborear. Moveu-se para tocá-la. 
 
Lua deu um passo para trás, sentindo o coração bater com força. 
 
Isso não era real. Não podia ser real. Ela estava apenas bêbada, e era tudo uma ilusão. Ou talvez tivesse batido a cabeça na mesinha de centro e estivesse inconsciente e sangrando até a morte. 
 
Sim, era isso! Isso fazia sentido. Pelo menos, fazia muito mais sentido do que o profundo pulsar que percorria seu corpo. Um pulsar que implorava para ela se atirar naqueles braços fortes. 
 
Quando você tem uma fantasia, garota, você vai fundo mesmo. Deve estar trabalhando demais nos últimos tempos. Está começando a trazer para casa os sonhos dos seus pacientes. 
 
Ele tomou o rosto dela entre as mãos. Lua não conseguia se mexer. Tudo o que pôde fazer foi permitir que ele inclinasse sua cabeça até que ela fitasse aqueles olhos penetrantes, que, com certeza, eram capazes de ler sua alma. 
 
Eles a hipnotizavam, como os de um predador mortal acalmando a presa. Estremeceu naquele abraço. Então, lábios calorosos e exigentes cobriram os seus. 
 
Lua reagiu com um gemido. 
 
Durante toda a sua vida ouvira falar de beijos que enfraqueciam os joelhos das mulheres, mas era a primeira vez que experimentava um. Oh, era bom senti-lo. 
 
Ele cheirava bem e tinha um sabor ainda melhor. Por iniciativa própria, seus braços enlaçaram os ombros largos e firmes dele. O calor do peito forte infiltrou-se nela, atraindo-a com a promessa erótica e sensual do que estava por vir. 
 
E, o tempo todo, ele arrebatava sua boca com habilidade, como um saqueador viking tencionando a devastação total. Cada centímetro do corpo magnífico estava intimamente pressionado ao seu, roçando-a de forma a intensificar a consciência feminina que tinha dele. 
 
E, oh, céus, ela estava consciente dele como nunca estivera de outro homem. 
 
Deslizou a mão pelos músculos esculpidos das costas desnudas e suspirou ao senti-los enrijecer sob sua mão. Naquele instante, 
 
Lua decidiu que, se aquilo era um sonho, ela não queria que o despertador soasse. 
 
Ou que o telefone tocasse. 
 
Ou... As mãos dele desceram por suas costas, e então envolveram suas nádegas pressionando seus quadris contra os dele, enquanto a língua se entrelaçava à sua. 
 
O aroma de sândalo preencheu seus sentidos. 
 
Derretendo-se, Lua explorou os músculos tesos das costas nuas com as palmas, sentindo os longos cabelos oscilarem de leve ao encontrarem o dorso de suas mãos, em uma carícia erótica. 
 
A cabeça de Arthur girava ante o toque quente e a sensação prazerosa provocada pelos braços que o envolviam com força, enquanto explorava a pele macia e sardenta de Lua. 
 
Adorava os sons que ela emitia ao lhe corresponder de forma tão provocante. Mal podia esperar para ouvi-la gritar ao atingir o êxtase, para vê-la inclinar a cabeça para trás ao ser percorrida por espasmos de prazer. 
 
Fazia tanto tempo desde a última vez que sentira um toque feminino... Tanto tempo desde que tivera qualquer contato humano. 
 
Seu corpo estava inflamado de desejo e, se aquela não fosse a primeira vez com Lua, ele a devoraria como a um pedaço saboroso de chocolate. Ele a deitaria e a arrebataria, como um homem faminto em um banquete. 
 
Mas isso teria de esperar até que ela se acostumasse com ele. 
 
Aprendera, séculos atrás, que as mulheres sempre desfaleciam após a primeira união. E ele definitivamente não desejava que aquela desmaiasse. 
 
Ainda não, de qualquer forma. Mesmo assim, não podia esperar outro minuto para possuí-la.


Continua...

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