Fosse um acordo comercial.
— Vamos encarar de outra forma, Lu.
Meus pais e seu avô estavam certos. Apesar de essa situação ser intolerável
para os padrões de hoje, eles provaram que estávamos errados. — Ele a levantou
e eles se encararam. — Tudo o que quero é levar você de volta para a cama e ver
se, juntos, podemos fazer logo outro bebê.
— Oh. — Lua engoliu em seco, sentindo
certa dor de pensar no bebê.
— Lua, o aborto aconteceu porque não
era hora. Não tínhamos certeza sobre nosso casamento e, de alguma forma, a
natureza resolveu a situação do modo dela. Mas agora não. Desta vez eu vou
estar aqui, ao seu lado, assegurando que nada aconteça a você novamente.
— E Luísa? — ela perguntou,
precisando esclarecer todas as dúvidas.
— Expliquei a ela naquele dia do
restaurante. Foi por isso que a encontrei. Para dizer a ela que de uma vez por
todas tudo estava acabado, que eu havia encontrado a mulher dos meus sonhos e
que não havia possibilidade de nossa antiga relação passar a partir daquele
momento de simples amizade.
— É mesmo? —Lua olhou para ele, com
uma onda de alívio e entusiasmo percorrendo-a diante do brilho dos olhos dele,
diante do olhar possessivo que ele lhe lançara e da deliciosa sensação das mãos
dele acariciando suas costas.
— Vamos esclarecer uma coisa, Lu —
ele disse, afastando-se um pouco dela e colocando as mãos em seus ombros. —
Nunca mentirei para você. Ou confiamos um no outro ou essa relação não fará
sentido. Você confia em mim?
Ela olhou para ele por um longo
momento, digerindo suas palavras. E finalmente sorriu, olhando diretamente nos
olhos dele.
— Sim, confio.
— Para sempre?
— Até que a morte nos separe — ela
sussurrou.
— Então falta muito pouca coisa a ser
dita — ele murmurou, puxando-a para mais perto —, o que não exclui comunicação
por outros meios.
Tomando-a em seus braços e
abraçando-a por um momento, ele olhou dentro de seus olhos.
— Você é minha — declarou —, toda
minha. E jamais vou deixá-la partir.
— Idem — ela murmurou, deixando que
sua cabeça se apoiasse no forte ombro dele.
Arthur levou-a para a cama.
— Agora, é hora de aumentar nossa
pequena família, señora mia — ele disse, com um sorriso maroto
nos lábios.
— Ficarei muito contente em
obedecê-lo, meu senhor — ela sussurrou, puxando-o para a cama, onde ele caiu
sobre ela.
— Então vamos ao que interessa.
— Espere... nós colocamos o aviso de
"Não perturbe" na porta? — perguntou Lua, de repente.
— Esqueça — ele resmungou. — Eles
entenderão quando não respondermos. Agora, por favor, podemos esquecer-nos de
tudo e nos concentrarmos em nós dois, Lua?
— Como quiser meu amor — ela
respondeu de forma recatada, abafando o burburinho de amor e a gargalhada que a
animavam por dentro. — Como quiser...
Fim.

Ai meu deus PERFEITOOOOOO
ResponderExcluirFaz SEGUNDA TEMPORADA
POR FAVOR