segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Casamento por Conveniência - Cap. 62 Último Capítulo


Fosse um acordo comercial.


— Vamos encarar de outra forma, Lu. Meus pais e seu avô estavam certos. Apesar de essa situação ser intolerável para os padrõ­es de hoje, eles provaram que estávamos errados. — Ele a levantou e eles se encararam. — Tudo o que quero é levar você de volta para a cama e ver se, juntos, podemos fazer logo outro bebê.


— Oh. — Lua engoliu em seco, sentindo certa dor de pensar no bebê.


— Lua, o aborto aconteceu porque não era hora. Não tínhamos certeza sobre nosso casamento e, de alguma forma, a natureza resol­veu a situação do modo dela. Mas agora não. Desta vez eu vou estar aqui, ao seu lado, assegurando que nada aconteça a você novamente.


— E Luísa? — ela perguntou, precisando esclarecer todas as dúvidas.


— Expliquei a ela naquele dia do restaurante. Foi por isso que a encontrei. Para dizer a ela que de uma vez por todas tudo estava acabado, que eu havia encontrado a mulher dos meus sonhos e que não havia possibilidade de nossa antiga relação passar a partir daque­le momento de simples amizade.


— É mesmo? —Lua olhou para ele, com uma onda de alívio e entusiasmo percorrendo-a diante do brilho dos olhos dele, diante do olhar possessivo que ele lhe lançara e da deliciosa sensação das mãos dele acariciando suas costas.


— Vamos esclarecer uma coisa, Lu — ele disse, afastando-se um pouco dela e colocando as mãos em seus ombros. — Nunca men­tirei para você. Ou confiamos um no outro ou essa relação não fará sentido. Você confia em mim?


Ela olhou para ele por um longo momento, digerindo suas pala­vras. E finalmente sorriu, olhando diretamente nos olhos dele.


— Sim, confio.


— Para sempre?


— Até que a morte nos separe — ela sussurrou.


— Então falta muito pouca coisa a ser dita — ele murmurou, puxando-a para mais perto —, o que não exclui comunicação por outros meios.

Tomando-a em seus braços e abraçando-a por um momento, ele olhou dentro de seus olhos.


— Você é minha — declarou —, toda minha. E jamais vou deixá-la partir.


— Idem — ela murmurou, deixando que sua cabeça se apoiasse no forte ombro dele.


Arthur levou-a para a cama.


— Agora, é hora de aumentar nossa pequena família, señora mia — ele disse, com um sorriso maroto nos lábios.


— Ficarei muito contente em obedecê-lo, meu senhor — ela sus­surrou, puxando-o para a cama, onde ele caiu sobre ela.


— Então vamos ao que interessa.


— Espere... nós colocamos o aviso de "Não perturbe" na porta? — perguntou Lua, de repente.


— Esqueça — ele resmungou. — Eles entenderão quando não respondermos. Agora, por favor, podemos esquecer-nos de tudo e nos concentrarmos em nós dois, Lua?


— Como quiser meu amor — ela respondeu de forma recatada, abafando o burburinho de amor e a gargalhada que a animavam por dentro. — Como quiser...





                                                         Fim. 

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