quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Amante da fantasia - Cap. 33


- Eu posso dizer o que é. - ele murmurou.


- É o feitiço, não?


Ele meneou a cabeça, estendendo a mão para traçar suavemente o contorno de sua face com o indicador. Lua fechou os olhos ao se sentir percorrida por uma onda de desejo selvagem, e se esforçou para não virar a cabeça e tomar-lhe o dedo entre os lábios.


Arthur aproximou-se e roçou sua face na dela.


- É o fato de eu conseguir apreciá-la em um nível que os homens da sua época não conseguem.


- É o fato de ter os glúteos mais firmes que eu já vi. - disse Sophia, interrompendo-os. - Sem mencionar a voz e o sotaque maravilhosos. Eu realmente gostaria que alguém me dissesse onde consigo um desse.


Lua gargalhou ao ouvir os comentários inesperados. Parecendo aborrecido, Arthur virou-se para encarar Sophia.


- Olhe para ele. - Sophia gesticulou na direção de Arthur, com o lápis na mão coberta de carvão. Ela também tinha sujeira de carvão na bochecha direita. - Quando foi à última vez em que você encontrou um homem com um corpo tão bem definido que é possível ver o sangue pulsando nas veias? Seu namorado é... Bem... Espetacular. Mesmo. - Com uma expressão séria, ela acrescentou: - Céus! Ele é incrível! - Sophia virou o caderno de esboços, mostrando a Lua o desenho que fizera de Arthur. - Vê o modo como a luz destaca a cor dourada da pele? É quase como se ele fosse beijado pelo sol.


Lua franziu o cenho. Era verdade.


Arthur inclinou-se para ela, e os olhos verdes a aqueceram.


- Venha para casa comigo, Lua. - ele sussurrou em seu ouvido. - Agora. Deixe-me tomá-la nos braços, tirar suas roupas e mostrar-lhe como os deuses queriam que uma mulher conhecesse um homem. Juro que vai se lembrar disso para o resto da eternidade.


Ela fechou os olhos ao sentir o aroma de sândalo. O hálito dele tocou seu pescoço, e a bela face estava tão perto da sua que ela jurou poder sentir as costeletas dele roçando-a.


Cada parte sua queria render-se a ele. Sim, por favor, sim. Seu olhar recaiu sobre o ombro forte e deslizou pelos músculos firmes e esculpidos até a base do pescoço.


Oh, como ela desejava correr a língua sobre aquela pele dourada. Descobrir se o restante do corpo tinha um sabor tão bom quanto à boca. Ele seria magnífico na cama. Não havia dúvida.


Mas ela não significava nada para ele. Nada.


- Não posso. - ela murmurou, afastando-se.


O olhar dele revelou desapontamento antes de tornar-se duro e determinado.


- Você poderá. - assegurou-lhe.


Em seu íntimo, Lua sabia que ele, provavelmente, falava a verdade.


Por quanto tempo uma mulher podia rejeitar um homem como ele?


Livrando-se desse pensamento, ela olhou para o Jackson Brewery, o shopping center que ficava no edifício da antiga cervejaria, do outro lado da rua.


- Precisamos comprar algumas roupas que sirvam em você.


- Tenho culpa se ele é mais alto que Chay e tem o dobro da largura? - Mel perguntou. - Foi uma brilhante ideia sua que eu o trouxesse comigo.


Lua fez uma careta para a amiga.


- Certo. Estaremos no Jackson Brewery, se precisar de nós.


- Tudo bem, mas tome cuidado.


- Cuidado? - Lua estranhou.


Mel indicou Arthur com o polegar.


- Se as mulheres começarem a avançar escute o meu conselho e saia do caminho. Eu ainda não estou sentindo o meu pé direito depois do último grupo.


Rindo, Lua dirigiu-se à rua, sabendo que Arthur a seguiria.


Na verdade, ela o sentia logo atrás. Com uma presença marcante, ele tinha um modo terrível de invadir todos os seus pensamentos e sentidos.


Nenhum dos dois disse uma palavra enquanto atravessavam a rua movimentada e entravam na primeira loja que encontraram. Lua olhou ao redor na loja de departamentos, procurando a seção de roupas masculinas.


Identificando-a, foi até lá.




Continua...

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