-
Eu posso dizer o que é. - ele murmurou.
-
É o feitiço, não?
Ele
meneou a cabeça, estendendo a mão para traçar suavemente o contorno de sua face
com o indicador. Lua fechou os olhos ao se sentir percorrida por uma onda de
desejo selvagem, e se esforçou para não virar a cabeça e tomar-lhe o dedo entre
os lábios.
Arthur
aproximou-se e roçou sua face na dela.
-
É o fato de eu conseguir apreciá-la em um nível que os homens da sua época não
conseguem.
-
É o fato de ter os glúteos mais firmes que eu já vi. - disse Sophia,
interrompendo-os. - Sem mencionar a voz e o sotaque maravilhosos. Eu realmente
gostaria que alguém me dissesse onde consigo um desse.
Lua
gargalhou ao ouvir os comentários inesperados. Parecendo aborrecido, Arthur
virou-se para encarar Sophia.
-
Olhe para ele. - Sophia gesticulou na direção de Arthur, com o lápis na mão
coberta de carvão. Ela também tinha sujeira de carvão na bochecha direita. -
Quando foi à última vez em que você encontrou um homem com um corpo tão bem
definido que é possível ver o sangue pulsando nas veias? Seu namorado é... Bem...
Espetacular. Mesmo. - Com uma expressão séria, ela acrescentou: - Céus! Ele é
incrível! - Sophia virou o caderno de esboços, mostrando a Lua o desenho que
fizera de Arthur. - Vê o modo como a luz destaca a cor dourada da pele? É quase
como se ele fosse beijado pelo sol.
Lua
franziu o cenho. Era verdade.
Arthur
inclinou-se para ela, e os olhos verdes a aqueceram.
-
Venha para casa comigo, Lua. - ele sussurrou em seu ouvido. - Agora. Deixe-me
tomá-la nos braços, tirar suas roupas e mostrar-lhe como os deuses queriam que
uma mulher conhecesse um homem. Juro que vai se lembrar disso para o resto da
eternidade.
Ela
fechou os olhos ao sentir o aroma de sândalo. O hálito dele tocou seu pescoço,
e a bela face estava tão perto da sua que ela jurou poder sentir as costeletas
dele roçando-a.
Cada
parte sua queria render-se a ele. Sim, por favor, sim. Seu olhar recaiu sobre o
ombro forte e deslizou pelos músculos firmes e esculpidos até a base do
pescoço.
Oh,
como ela desejava correr a língua sobre aquela pele dourada. Descobrir se o
restante do corpo tinha um sabor tão bom quanto à boca. Ele seria magnífico na
cama. Não havia dúvida.
Mas
ela não significava nada para ele. Nada.
-
Não posso. - ela murmurou, afastando-se.
O
olhar dele revelou desapontamento antes de tornar-se duro e determinado.
-
Você poderá. - assegurou-lhe.
Em
seu íntimo, Lua sabia que ele, provavelmente, falava a verdade.
Por
quanto tempo uma mulher podia rejeitar um homem como ele?
Livrando-se
desse pensamento, ela olhou para o Jackson Brewery, o shopping center que
ficava no edifício da antiga cervejaria, do outro lado da rua.
-
Precisamos comprar algumas roupas que sirvam em você.
-
Tenho culpa se ele é mais alto que Chay e tem o dobro da largura? - Mel
perguntou. - Foi uma brilhante ideia sua que eu o trouxesse comigo.
Lua
fez uma careta para a amiga.
-
Certo. Estaremos no Jackson Brewery, se precisar de nós.
-
Tudo bem, mas tome cuidado.
-
Cuidado? - Lua estranhou.
Mel
indicou Arthur com o polegar.
-
Se as mulheres começarem a avançar escute o meu conselho e saia do caminho. Eu
ainda não estou sentindo o meu pé direito depois do último grupo.
Rindo,
Lua dirigiu-se à rua, sabendo que Arthur a seguiria.
Na
verdade, ela o sentia logo atrás. Com uma presença marcante, ele tinha um modo
terrível de invadir todos os seus pensamentos e sentidos.
Nenhum
dos dois disse uma palavra enquanto atravessavam a rua movimentada e entravam
na primeira loja que encontraram. Lua olhou ao redor na loja de departamentos,
procurando a seção de roupas masculinas.
Identificando-a,
foi até lá.
Continua...

maiss linda vc sumiu
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