segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Prometida a um vampiro - Cap.32


– Não! – quase gritei. – Arthur não é meu namorado. É só, tipo, um irmão mais velho superprotetor.

– Bom, ele não tentaria me colar num armário se a gente fosse à festa, não é? Porque eu dou conta dele, mas, depois de ver o cara em ação, acho que seria uma briga sinistra – disse Jake, apenas parcialmente brincando.

– Não, Arthur é inofensivo – menti. Se não contarmos o fato de que ele acha que é um príncipe guerreiro representante de uma raça semicanibal de mortos-vivos que viram morcegos.

– Então eu te ligo, beleza? – prometeu Jake.

– Legal – sorri, quase esquecendo que tinha acabado de chorar.

Jake começou a se afastar, depois hesitou.

– Ro?

– O quê?

– Fiquei feliz por ter me convidado.

– Eu também – completei, agradecendo em silêncio a Mel e sua fé na Cosmopolitan e nos horóscopos, enquanto me virava, toda boba.

* * *

Arthur estava me esperando lá fora, sentado num muro baixo de tijolos perto da entrada. Quando me viu, pulou e estendeu a mão para os meus livros, como sempre fazia quando conseguia me acompanhar depois da escola.

– Perdemos o ônibus – observou ele. Não parecia desapontado.

– Podemos andar até o trabalho da mamãe. Ela leva a gente.

A Faculdade Grantley ficava apenas a alguns minutos da escola.

– Excelente ideia.

Caminhamos em direção ao campus no ar fresco da tarde de fim de outono. Depois de alguns instantes de silêncio, Arthur tirou do bolso do sobretudo um lenço engomado de linho com monograma e me entregou. – Seu rosto está manchado de lágrimas.

– Obrigada. – Enxuguei as bochechas e assoei o nariz. – Aqui – falei, devolvendo o lenço.

Arthur levantou a mão, encolhendo-se.
– Fique com ele. Eu imploro. Tenho outros.

– Valeu.

– O prazer é meu, Roberta.

O olhar de Arthur estava distante, o tom de voz, distraído. Cerca de um quarteirão depois ele avançou um pouco à minha frente, voltou e abaixou a cabeça, examinando meu rosto.

– Aquele garoto... aquele Zinn atarracado...

– O que é que tem o Jake?

Foi a minha vez de desviar os olhos, focalizando a rua ladeada de carvalhos.

– Ele... é... Você se sente realmente atraída por ele?

Continua...

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