-
Saudações, agapeemenee. - disse Arthur, erguendo-lhe a mão para beijar os nós
de seus dedos.
Sua
espinha foi percorrida por uma onda de calor. E, antes que pudesse se mover,
ele a abraçou e deu-lhe um beijo ardente e emocionante.
Instintivamente,
ela fechou os olhos e saboreou o calor daquela boca, deliciando-se com os
braços fortes que a seguravam perto do peito. Sua cabeça girava.
Oh,
mas o homem sabia beijar! Arthur tinha um jeito inexplicável com os lábios. E o
corpo... Nunca sentira nada semelhante àqueles músculos firmes flexionando-se
ao seu redor.
Foi
apenas a quase inaudível devassa, sussurrado com zombaria por uma das mulheres,
que rompeu o encanto.
-
Arthur, por favor. - ela murmurou. - As pessoas estão olhando.
-
Você acha que eu me importo?
-
Eu me importo!
Ele
afastou a cabeça com um resmungo baixinho e a ajudou a recuperar o equilíbrio.
Somente nesse instante, ela percebeu que largara todo o seu peso sobre ele, e
que Arthur a amparava sem esforço.
Com
as bochechas ardendo, Lua notou os olhares invejosos das mulheres enquanto se
dispersavam com relutância. Revelando no rosto a intensidade de seu desagrado e
relutância, Arthur soltou-a e deu um passo para trás.
-
Finalmente! - Mel suspirou. - Meus ouvidos estão quase se recuperando. - Ela
meneou a cabeça. - Se eu soubesse que isso funcionaria, eu o teria beijado.
Lua
deu um sorriso torto.
-
Bem, isso é culpa sua.
-
Ah, é? Posso saber por quê? - Mel indagou.
Lua
apontou para as roupas de Arthur.
-
Veja como ele está vestido. Você não traz a público um deus grego usando shorts
e uma camiseta regata dois números menores. Céus, Mel, no que você estava
pensando?
-
Está fazendo 39 graus aqui fora, e a umidade do ar está enorme. Eu não queria
que ele morresse de hipertermia.
-
Moças, por favor. - Arthur colocou-se entre elas. - Está quente demais para
ficarem aqui na rua brigando por algo tão insignificante quanto as minhas
roupas. - Ele deslizou um olhar faminto por Lua, e então deu um sorriso que
derreteria qualquer mulher. - E eu não sou um deus grego. Sou apenas um
semideus.
Lua
não registrou o que ele dizia, pois o som da voz de Arthur a fascinava.
Como
ele fazia isso? Como carregava a voz de erotismo daquela forma? Seria o sotaque
acentuado e melodioso? Não, era mais do que isso.
Porém,
mesmo se esforçando, não conseguia descobrir. Na verdade, tudo o que queria era
encontrar uma cama em algum lugar e deixar que ele fizesse o que desejasse com
ela.
Olhando
para Mel, reparou no modo como a amiga olhava para as pernas e o traseiro de Arthur.
-
Você também sente isso, não é? - Lua indagou. Piscando, Mel levantou o olhar.
-
Sinto o quê?
-
Ele. É como se ele fosse o Flautista Mágico, e nós fôssemos ratos encantados
pela música. - Lua olhou ao redor, notando a forma como as mulheres o
encaravam. Algumas até mesmo estendiam o pescoço para conseguir uma visão
melhor. - O que há a respeito dele que nos atrai contra a nossa vontade?
Arthur
arqueou a sobrancelha de um jeito arrogante.
-
Contra a sua vontade?
-
Bem, honestamente, sim. Eu não gosto de me sentir assim.
-
E como você se sente? - ele indagou.
-
Sexual. – Lua respondeu, antes de conseguir se controlar.
-
Como uma deusa? - ele quis saber, a voz abaixando uma oitava.
-
Sim. - disse ela, enquanto ele se aproximava um passo.
Arthur
não a tocou, mas isso não era necessário. A simples presença masculina a dominava.
Ele
a inebriou ao baixar o olhar magnético para seus lábios e depois para o
pescoço. Lua praticamente sentia o toque da boca sensual em sua pele.
E
o homem nem sequer se movera.
Continua...

MOREEEEEEEEEEEEEE
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