segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Amante da fantasia - Cap. 32



- Saudações, agapeemenee. - disse Arthur, erguendo-lhe a mão para beijar os nós de seus dedos.


Sua espinha foi percorrida por uma onda de calor. E, antes que pudesse se mover, ele a abraçou e deu-lhe um beijo ardente e emocionante.


Instintivamente, ela fechou os olhos e saboreou o calor daquela boca, deliciando-se com os braços fortes que a seguravam perto do peito. Sua cabeça girava.


Oh, mas o homem sabia beijar! Arthur tinha um jeito inexplicável com os lábios. E o corpo... Nunca sentira nada semelhante àqueles músculos firmes flexionando-se ao seu redor.


Foi apenas a quase inaudível devassa, sussurrado com zombaria por uma das mulheres, que rompeu o encanto.


- Arthur, por favor. - ela murmurou. - As pessoas estão olhando.


- Você acha que eu me importo?


- Eu me importo!


Ele afastou a cabeça com um resmungo baixinho e a ajudou a recuperar o equilíbrio. Somente nesse instante, ela percebeu que largara todo o seu peso sobre ele, e que Arthur a amparava sem esforço.


Com as bochechas ardendo, Lua notou os olhares invejosos das mulheres enquanto se dispersavam com relutância. Revelando no rosto a intensidade de seu desagrado e relutância, Arthur soltou-a e deu um passo para trás.


- Finalmente! - Mel suspirou. - Meus ouvidos estão quase se recuperando. - Ela meneou a cabeça. - Se eu soubesse que isso funcionaria, eu o teria beijado.


Lua deu um sorriso torto.


- Bem, isso é culpa sua.


- Ah, é? Posso saber por quê? - Mel indagou.


Lua apontou para as roupas de Arthur.


- Veja como ele está vestido. Você não traz a público um deus grego usando shorts e uma camiseta regata dois números menores. Céus, Mel, no que você estava pensando?


- Está fazendo 39 graus aqui fora, e a umidade do ar está enorme. Eu não queria que ele morresse de hipertermia.


- Moças, por favor. - Arthur colocou-se entre elas. - Está quente demais para ficarem aqui na rua brigando por algo tão insignificante quanto as minhas roupas. - Ele deslizou um olhar faminto por Lua, e então deu um sorriso que derreteria qualquer mulher. - E eu não sou um deus grego. Sou apenas um semideus.


Lua não registrou o que ele dizia, pois o som da voz de Arthur a fascinava.


Como ele fazia isso? Como carregava a voz de erotismo daquela forma? Seria o sotaque acentuado e melodioso? Não, era mais do que isso.


Porém, mesmo se esforçando, não conseguia descobrir. Na verdade, tudo o que queria era encontrar uma cama em algum lugar e deixar que ele fizesse o que desejasse com ela.


Olhando para Mel, reparou no modo como a amiga olhava para as pernas e o traseiro de Arthur.


- Você também sente isso, não é? - Lua indagou. Piscando, Mel levantou o olhar.


- Sinto o quê?


- Ele. É como se ele fosse o Flautista Mágico, e nós fôssemos ratos encantados pela música. - Lua olhou ao redor, notando a forma como as mulheres o encaravam. Algumas até mesmo estendiam o pescoço para conseguir uma visão melhor. - O que há a respeito dele que nos atrai contra a nossa vontade?


Arthur arqueou a sobrancelha de um jeito arrogante.


- Contra a sua vontade?


- Bem, honestamente, sim. Eu não gosto de me sentir assim.


- E como você se sente? - ele indagou.


- Sexual. – Lua respondeu, antes de conseguir se controlar.


- Como uma deusa? - ele quis saber, a voz abaixando uma oitava.


- Sim. - disse ela, enquanto ele se aproximava um passo.


Arthur não a tocou, mas isso não era necessário. A simples presença masculina a dominava.


Ele a inebriou ao baixar o olhar magnético para seus lábios e depois para o pescoço. Lua praticamente sentia o toque da boca sensual em sua pele.


E o homem nem sequer se movera.


Continua...



Um comentário:

Prometida a um Vampiro - Cap.71