sexta-feira, 22 de abril de 2016

Amante da fantasia - Cap. 67


Ela pegou um pouco de molho com a colher. Pondo a mão sob o talher, soprou para esfriar e levou até Arthur.


- Me diga o que você acha.


Ele se inclinou e abriu a boca. Lua levou a colher à boca de Arthur e observou o modo como ele saboreava a comida.


- Está delicioso.


- Não está salgado?


- Está perfeito.


Ela sorriu.


- Aqui. - disse Arthur, estendendo um pedaço de queijo para ela.


Lua abriu a boca, mas ele não lhe deu o queijo. Em vez disso, aproveitou-se da boca entreaberta para dar-lhe um beijo inebriante.


Deus! Ele movia a língua de uma forma incrível. E aqueles lábios... Hum, ela não queria nem pensar naqueles lábios deliciosos e no que eles eram capazes de fazer.


Ele pôs os dedos na base de suas costas e pressionou-a contra seu corpo. Misericórdia, o homem era viril!


Estremeceu ao pensar em ser alvo de todo aquele vigor sexual. Conseguiria sobreviver a isso?


O corpo de Arthur se enrijeceu, e a respiração mudou. Ele estava se envolvendo, e Lua começou a temer que, se ela não interrompesse o contato, nenhum dos dois seria capaz de se afastar. Por mais que detestasse deixar o abraço quente, ela deu um passo para trás.


- Arthur, comporte-se.


Ofegante, ele lutou consigo mesmo, arrastando um olhar faminto pelo corpo dela.


- Seria muito fácil me comportar, se você não parecesse tão deliciosa.


As palavras a chocaram tanto que ela chegou a rir.


- Sinto muito. - disse ao ver o olhar irritado. - Precisa se lembrar de que, ao contrário de você, eu não estou acostumada a ouvir esse tipo de coisa. O maior elogio que já ouvi de um homem foi quando Rick Glysdale veio me pegar para o baile de formatura. Ele me olhou e disse: Diabos, você se ajeitou melhor do que eu esperava.


Arthur fez uma carranca.


- Eu me preocupo com os homens da sua época, Lua. Todos parecem ser grande tolos.


Rindo de novo, ela o beijou de leve no rosto e foi tirar o macarrão do fogo. Ao colocar a massa no escorredor, lembrou-se do pão.


- Você pode checar os pãezinhos?


Arthur foi até o forno e inclinou-se, presenteando-a com uma deliciosa visão do traseiro firme. Lua mordeu o lábio inferior, contendo-se para não ir até lá e acariciá-lo.


- Estão quase queimando.


- Oh, droga! Você pode tirá-los? - ela perguntou, tentando não derrubar a água fervente.


- Claro.


Arthur pegou o pano de prato no balcão e começou a retirá-los do forno. De repente, ele soltou uma imprecação. Virando-se, Lua viu que o tecido pegara fogo.




Continua...

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