Ela pegou um pouco de molho com a colher. Pondo a mão sob o talher,
soprou para esfriar e levou até Arthur.
- Me diga o que você acha.
Ele se inclinou e abriu a boca. Lua levou a colher à boca de Arthur e
observou o modo como ele saboreava a comida.
- Está delicioso.
- Não está salgado?
- Está perfeito.
Ela sorriu.
- Aqui. - disse Arthur, estendendo um pedaço de queijo para ela.
Lua abriu a boca, mas ele não lhe deu o queijo. Em vez disso,
aproveitou-se da boca entreaberta para dar-lhe um beijo inebriante.
Deus! Ele movia a língua de uma forma incrível. E aqueles lábios... Hum,
ela não queria nem pensar naqueles lábios deliciosos e no que eles eram capazes
de fazer.
Ele pôs os dedos na base de suas costas e pressionou-a contra seu corpo.
Misericórdia, o homem era viril!
Estremeceu ao pensar em ser alvo de todo aquele vigor sexual.
Conseguiria sobreviver a isso?
O corpo de Arthur se enrijeceu, e a respiração mudou. Ele estava se
envolvendo, e Lua começou a temer que, se ela não interrompesse o contato,
nenhum dos dois seria capaz de se afastar. Por mais que detestasse deixar o
abraço quente, ela deu um passo para trás.
- Arthur, comporte-se.
Ofegante, ele lutou consigo mesmo, arrastando um olhar faminto pelo
corpo dela.
- Seria muito fácil me comportar, se você não parecesse tão deliciosa.
As palavras a chocaram tanto que ela chegou a rir.
- Sinto muito. - disse ao ver o olhar irritado. - Precisa se lembrar de
que, ao contrário de você, eu não estou acostumada a ouvir esse tipo de coisa.
O maior elogio que já ouvi de um homem foi quando Rick Glysdale veio me pegar
para o baile de formatura. Ele me olhou e disse: Diabos, você se ajeitou melhor
do que eu esperava.
Arthur fez uma carranca.
- Eu me preocupo com os homens da sua época, Lua. Todos parecem ser
grande tolos.
Rindo de novo, ela o beijou de leve no rosto e foi tirar o macarrão do
fogo. Ao colocar a massa no escorredor, lembrou-se do pão.
- Você pode checar os pãezinhos?
Arthur foi até o forno e inclinou-se, presenteando-a com uma deliciosa
visão do traseiro firme. Lua mordeu o lábio inferior, contendo-se para não ir
até lá e acariciá-lo.
- Estão quase queimando.
- Oh, droga! Você pode tirá-los? - ela perguntou, tentando não derrubar
a água fervente.
- Claro.
Arthur pegou o pano de prato no balcão e começou a retirá-los do forno.
De repente, ele soltou uma imprecação. Virando-se, Lua viu que o tecido pegara
fogo.
Continua...

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