sexta-feira, 22 de abril de 2016

Amante da fantasia - Cap. 68




 - Aqui! - disse, saindo do caminho. - Coloque na pia.


Ele fez isso, mas não antes que parte da forma tocasse na mão dela. Lua emitiu um ruído de dor.


- Eu machuquei você? - ele perguntou.


- Só um pouquinho.


Arthur fez uma careta ao pegar sua mão e examinar a queimadura.


- Desculpe. - Ele pôs a ponta do dedo dela na boca.


Atordoada, ela não conseguiu se mexer enquanto ele passava a língua ao redor da pele sensível de seu dedo. Apesar da sensação de ardor, era bom. Muito bom.


- Você não está ajudando minha queimadura. - ela sussurrou.


Com o dedo de Lua ainda na boca, ele sorriu com malícia e estendeu a mão atrás das costas para abrir a torneira.


Passou a língua mais uma vez pelo dedo, antes de mover a mão dela para baixo da corrente fria. Mantendo-a sob a água, pegou um pedaço de babosa no vasinho que estava no parapeito.


- Como você sabe sobre a planta? - ela perguntou.


- Seus poderes curativos eram conhecidos antes mesmo de eu nascer.


Arrepios percorreram sua espinha enquanto ele esfregava o gel pegajoso em seu dedo.


- Melhor?


Ela assentiu. Com um olhar intenso, ele fitou desejosamente seus lábios, como se pudesse sentir-lhes o gosto.


- Acho que vou deixar você lidar com o forno de agora em diante. - ele falou.


- Provavelmente, será melhor.


Passando por ele, Lua retirou os pães da forma antes que queimassem. Ela preparou dois pratos antes de levar Arthur até a sala de estar para comerem sentados no chão ao lado do sofá enquanto assistiam Matrix.


- Eu adoro esse filme. - ela comentou.


Arthur colocou o prato na mesinha de centro e sentou-se ao lado dela.


- Você sempre come no chão? - ele indagou antes de levar à boca um pedaço de pão.


Fascinada com a harmonia dos movimentos de Arthur, ela observou o modo como à mandíbula se flexionava enquanto ele mastigava.


Havia alguma parte daquele corpo másculo que não fosse apetitosamente linda? Estava começando a compreender por que as outras mulheres que o evocaram o tinham tratado daquela forma.


A ideia de mantê-lo trancado em um quarto por um mês estava começando a atraí-la seriamente. E eles ainda tinham aquelas algemas...


- Bem - ela começou a dizer, forçando-se a desviar os pensamentos da imagem da gloriosa pele dourada nua em seu colchão -, eu tenho uma mesa de jantar, mas como sou apenas eu na maioria das noites, costumo tomar uma sopa no sofá.


Com habilidade, ele girou o garfo na concavidade da colher até enrolar o macarrão.


- Você precisa de alguém para cuidar de você. - disse e levou o talher à boca.




Continua...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Prometida a um Vampiro - Cap.71