Arfante, Lua apoiou a cabeça no peitoral forte e observou-o retirar as
mãos dos seios e deslizá-las por seu corpo, chegando aos quadris, antes de
inseri-las sob o elástico da calcinha.
- Você tem um corpo lindo, Lua. - disse, afagando-a.
Pela primeira vez na vida, ela acreditou naquilo.
- Arthur. - ela pediu de novo, sabendo que, se não o interrompesse
naquele momento, não conseguiria mais detê-lo.
- Calma... - ele sussurrou, tocando com dedos gentis o centro de seu prazer.
Lua gemeu conforme uma onda de calor a percorria.
Então, Arthur capturou seus lábios e beijou-a profundamente. Por
instinto, ela se virou entre os braços dele para saboreá-lo melhor. Pegando-a
no colo, sem abandonar seus lábios, carregou-a para a cama.
De alguma forma, ele até conseguiu deitá-la no colchão sem interromper o
beijo.O homem era realmente talentoso.
Seu corpo estava quente. Incendiado pelo toque de Arthur, pelo
pecaminoso aroma erótico, pela sensação de tê-lo junto a si. Ela tremia por
inteiro ao senti-lo deitar-se sobre seu corpo.
Sentir o peso de Arthur era maravilhoso. O corpo viril a pressionava, e
ela arqueou os quadris.
- Sim, Lua. - ele sussurrou de encontro aos seus lábios. - Sinta meu
toque. Sinta meu desejo por você, e só por você. Não lute contra isso.
Gemeu de novo quando ele abandonou seus lábios e desenhou uma trilha de
beijos quentes por seu pescoço e seus seios. Delirante de prazer, ela enterrou
as mãos nos cabelos negros.
Arthur tremia por inteiro devido ao enorme esforço que fazia para se
manter vestido. Queria fundir-se àquele corpo feminino com tamanha intensidade
que a sensação lentamente destruía sua sanidade.
Com cada investida dos quadris de encontro aos dela, tinha ímpetos de
gritar de agonia. Era a tortura mais doce que já experimentara.
Estremeceu ao senti-la acariciar suas costas e deslizar as mãos até seus
bolsos traseiros, apertando-os.
- Sim... Oh, sim. - ela murmurou.
Arthur sentia-se zonzo com aquelas sensações. Precisava estar dentro
dela. E, se não podia fazer isso de uma forma, então, por todos os templos de
Atenas, faria de outra!
Afastando-se, ele se abaixou, deslizando os lábios pelo ventre macio
enquanto terminava de despi-la. O corpo de Lua tremia, subjugado pelo vigor
masculino.
- Por favor. - ela murmurou incapaz de aguentar aquilo por mais tempo.
Entreabrindo-lhe as pernas, ele colocou as mãos sob o quadril dela e o
ergueu. Lua arregalou os olhos ao sentir o toque da boca de Arthur.
Enterrando as mãos nos cabelos macios, ela inclinou a cabeça para trás e
emitiu um ruído de prazer, enquanto ele a acariciava intimamente com os lábios.
Nunca sentira algo parecido. Ele a provocava e a atormentava, deixando-a
sem fôlego. Fraca.
Arthur fechou os olhos, rosnando baixinho ao saboreá-la pela primeira
vez. Deliciou-se com a experiência, deleitando-se com os murmúrios de prazer
que ecoavam em seus ouvidos.
Sentia o corpo feminino corresponder intensamente a cada afago cuidadoso
e sensual.
Desejava mostrar a Lua exatamente o que ela estivera perdendo. Quando
ela saísse do quarto aquela noite, nunca mais se encolheria com seu toque.
Escutou-a gemer outra vez quando, com as mãos, intensificou as
sensações.
Continua...

Nenhum comentário:
Postar um comentário