- Porque eles nunca olham certo? Os homens não me olham com cobiça como
as mulheres fazem com você. Droga, eu tenho sorte se eles perceberem que sou
mulher! - Lua ele sussurrou, dirigindo-se aos pés da cama.
- Venha aqui.
Quando ela obedeceu, Arthur posicionou-a diante do grande espelho.
- Diga-me o que você vê. - ele pediu.
- Você.
Ele sorriu para o seu reflexo e, inclinando-se, apoiou o queixo no ombro
dela.
- O que você vê quando olha para si mesma?
- Alguém que precisa perder de seis a nove quilos e comprar um estoque
de creme clareador para as sardas.
Ele não pareceu achar divertido. Estendeu as mãos ao redor de sua
cintura até a parte da frente do robe, onde a faixa o mantinha fechado.
- Deixe-me dizer para você o que eu vejo. - ele murmurou em seu ouvido,
colocando as mãos sobre a faixa, sem abri-la. - Eu vejo lindos cabelos
castanhos que ficam dourados ao sol. Macios e espessos. Você tem o tipo de
cabelo que um homem adora sentir cascateando sobre o abdômen nu. Cabelos nos
quais um homem deseja enterrar o rosto para poder sentir seu aroma. - Ela
estremeceu. - Você tem o rosto em formato de coração de uma menina travessa,
com lábios carnudos e sensuais que imploram por beijos. Quanto às suas sardas,
são encantadoras. Elas acrescentam um charme juvenil ao seu corpo, que é
somente seu e totalmente irresistível.
Não parecia tão ruim quando ele colocava daquela forma. Ele entreabriu o
robe e fez uma careta ao avistar a camiseta cor-de-rosa. Depois, abriu-o por
completo.
- O que temos aqui? - ele sussurrou, devorando-a com os olhos.
Antes que ela pudesse pensar em protestar, ele retirou o robe e deixou-o
cair aos seus pés.
Voltou a apoiar o queixo em seu ombro e a capturar seu olhar pelo
espelho. Então, ergueu a bainha da camiseta de dormir.
- Arthur! - exclamou, segurando a mão dele.
Os olhos de ambos se encontraram no espelho. Lua viu-se incapaz de se
mover, hipnotizada pelo olhar caloroso e gentil.
- Quero ver você, Lua. - disse ele, em um tom que não admitia recusa.
Sem que ela tivesse tempo para organizar seus pensamentos, ele removeu a
camiseta e espalmou as mãos sobre a pele nua de seu ventre.
- Seus seios não são pequenos. - disse baixinho, endireitando o corpo. -
Eles são do tamanho perfeito para as mãos de um homem. - Demonstrando o que
dizia, envolveu-os com as mãos.
- Arthur - ela praticamente gemeu, com o corpo em chamas -, lembre-se da
sua promessa.
- Estou me comportando. - ele respondeu com voz rouca.
Continua...

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