segunda-feira, 25 de abril de 2016

Amante da fantasia - Cap. 73


- Porque eles nunca olham certo? Os homens não me olham com cobiça como as mulheres fazem com você. Droga, eu tenho sorte se eles perceberem que sou mulher! - Lua  ele sussurrou, dirigindo-se aos pés da cama.


- Venha aqui.


Quando ela obedeceu, Arthur posicionou-a diante do grande espelho.


- Diga-me o que você vê. - ele pediu.


- Você.


Ele sorriu para o seu reflexo e, inclinando-se, apoiou o queixo no ombro dela.


- O que você vê quando olha para si mesma?


- Alguém que precisa perder de seis a nove quilos e comprar um estoque de creme clareador para as sardas.


Ele não pareceu achar divertido. Estendeu as mãos ao redor de sua cintura até a parte da frente do robe, onde a faixa o mantinha fechado.


- Deixe-me dizer para você o que eu vejo. - ele murmurou em seu ouvido, colocando as mãos sobre a faixa, sem abri-la. - Eu vejo lindos cabelos castanhos que ficam dourados ao sol. Macios e espessos. Você tem o tipo de cabelo que um homem adora sentir cascateando sobre o abdômen nu. Cabelos nos quais um homem deseja enterrar o rosto para poder sentir seu aroma. - Ela estremeceu. - Você tem o rosto em formato de coração de uma menina travessa, com lábios carnudos e sensuais que imploram por beijos. Quanto às suas sardas, são encantadoras. Elas acrescentam um charme juvenil ao seu corpo, que é somente seu e totalmente irresistível.


Não parecia tão ruim quando ele colocava daquela forma. Ele entreabriu o robe e fez uma careta ao avistar a camiseta cor-de-rosa. Depois, abriu-o por completo.


- O que temos aqui? - ele sussurrou, devorando-a com os olhos.


Antes que ela pudesse pensar em protestar, ele retirou o robe e deixou-o cair aos seus pés.


Voltou a apoiar o queixo em seu ombro e a capturar seu olhar pelo espelho. Então, ergueu a bainha da camiseta de dormir.


- Arthur! - exclamou, segurando a mão dele.


Os olhos de ambos se encontraram no espelho. Lua viu-se incapaz de se mover, hipnotizada pelo olhar caloroso e gentil.


- Quero ver você, Lua. - disse ele, em um tom que não admitia recusa.


Sem que ela tivesse tempo para organizar seus pensamentos, ele removeu a camiseta e espalmou as mãos sobre a pele nua de seu ventre.


- Seus seios não são pequenos. - disse baixinho, endireitando o corpo. - Eles são do tamanho perfeito para as mãos de um homem. - Demonstrando o que dizia, envolveu-os com as mãos.


- Arthur - ela praticamente gemeu, com o corpo em chamas -, lembre-se da sua promessa.


- Estou me comportando. - ele respondeu com voz rouca.




Continua...

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