sexta-feira, 25 de março de 2016

Amante da fantasia - Cap. 51



Arthur assentiu severamente.


- Sim.


Mel soltou um suspiro respeitoso.


- Lu, você não tem ideia! Para ter um anel desses, Arthur era alguém muito importante em sua época. Eles não entregavam isso para todo mundo. - Meneou a cabeça. - 
Estou impressionada.


- Não fique. - Arthur falou.


Pela primeira vez na vida, Lua invejou Mel pelo doutorado em história antiga. Mel conhecia muito mais a respeito de Arthur e do mundo dele do que ela jamais esperaria saber.


Porém, não precisava de um título para compreender como havia sido terrível para ele transformar-se de um comandante dos homens em um escravo das mulheres.


- Aposto que você era um general notável. - disse Lua.


Arthur voltou sua atenção para ela, detectando sinceridade na voz de Lua. Por alguma razão imperscrutável, o elogio causou-lhe satisfação.


- Eu me virava bem.


- Aposto que você detonou muita gente. - ela falou.


Ele sorriu. Não pensava em suas vitórias há séculos.


- Eu detonei alguns romanos.


Lua riu ao ouvi-lo usar a mesma gíria que ela.


- Você aprende rápido.


- Ei - Mel interrompeu-os -, posso ver o arco do Cupido?


- Ah, sim, podemos ver? - Lua pediu.


Arthur tirou-o do bolso e colocou-o sobre a mesa.


- Cuidado. - ele avisou Mel, ao vê-la estender a mão para tocá-lo. - A flecha dourada está armada. Uma ferroada e você vai se apaixonar pela próxima pessoa que vir.


Ela afastou a mão. Lua pegou o garfo e usou-o para puxar o arco em sua direção.


- É assim mesmo tão pequeno?


Arthur sorriu.


- Você já ouviu dizer que tamanho não é documento?


Ela revirou os olhos.


- Não quero escutar isso de um homem tão grande quanto você.


- Lu! - Mel exclamou, ofegante. - Nunca escutei você falar assim antes.


- Isso foi extremamente suave, considerando o que vocês dois têm me dito nos últimos dias.


Arthur estendeu a mão e afastou os cabelos de Lua para trás do ombro dela. Desta vez, ela não se encolheu.


Ele estava fazendo progressos.


- Então, como o Cupido usa esta coisa? - Lua quis saber.


Arthur deslizou suavemente os dedos pelos fios sedosos do cabelo dela. Mesmo sob a fraca luz, eles brilhavam. Desejava que cobrissem seu peito nu. Queria enterrar o rosto neles e senti-los acariciar sua face.


Fechando os olhos, imaginou a sensação de ser envolvido por aquele corpo feminino, de escutar o som da respiração de Lua no ouvido.



Continua...

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