Arthur assentiu severamente.
- Sim.
Mel soltou um suspiro respeitoso.
- Lu, você não tem ideia! Para ter um anel desses, Arthur era alguém
muito importante em sua época. Eles não entregavam isso para todo mundo. -
Meneou a cabeça. -
Estou impressionada.
Estou impressionada.
- Não fique. - Arthur falou.
Pela primeira vez na vida, Lua invejou Mel pelo doutorado em história
antiga. Mel conhecia muito mais a respeito de Arthur e do mundo dele do que ela
jamais esperaria saber.
Porém, não precisava de um título para compreender como havia sido
terrível para ele transformar-se de um comandante dos homens em um escravo das
mulheres.
- Aposto que você era um general notável. - disse Lua.
Arthur voltou sua atenção para ela, detectando sinceridade na voz de Lua.
Por alguma razão imperscrutável, o elogio causou-lhe satisfação.
- Eu me virava bem.
- Aposto que você detonou muita gente. - ela falou.
Ele sorriu. Não pensava em suas vitórias há séculos.
- Eu detonei alguns romanos.
Lua riu ao ouvi-lo usar a mesma gíria que ela.
- Você aprende rápido.
- Ei - Mel interrompeu-os -, posso ver o arco do Cupido?
- Ah, sim, podemos ver? - Lua pediu.
Arthur tirou-o do bolso e colocou-o sobre a mesa.
- Cuidado. - ele avisou Mel, ao vê-la estender a mão para tocá-lo. - A
flecha dourada está armada. Uma ferroada e você vai se apaixonar pela próxima
pessoa que vir.
Ela afastou a mão. Lua pegou o garfo e usou-o para puxar o arco em sua
direção.
- É assim mesmo tão pequeno?
Arthur sorriu.
- Você já ouviu dizer que tamanho não é documento?
Ela revirou os olhos.
- Não quero escutar isso de um homem tão grande quanto você.
- Lu! - Mel exclamou, ofegante. - Nunca escutei você falar assim antes.
- Isso foi extremamente suave, considerando o que vocês dois têm me dito
nos últimos dias.
Arthur estendeu a mão e afastou os cabelos de Lua para trás do ombro
dela. Desta vez, ela não se encolheu.
Ele estava fazendo progressos.
- Então, como o Cupido usa esta coisa? - Lua quis saber.
Arthur deslizou suavemente os dedos pelos fios sedosos do cabelo dela.
Mesmo sob a fraca luz, eles brilhavam. Desejava que cobrissem seu peito nu.
Queria enterrar o rosto neles e senti-los acariciar sua face.
Fechando os olhos, imaginou a sensação de ser envolvido por aquele corpo
feminino, de escutar o som da respiração de Lua no ouvido.
Continua...

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