sexta-feira, 25 de março de 2016

Amante da fantasia - Cap 52


- Arthur? - ela o chamou, tirando-o de seu devaneio. - Como o Cupido usa isto?


- Ele pode encolher até ficar do tamanho desse arco ou pode aumentar o arco para adaptar-se aos seus propósitos.


- É mesmo? - Mel indagou. - Eu não sabia disso.


A garçonete apressou-se até eles, pegando o bloquinho enquanto olhava para Arthur com cobiça, como se ele fosse o prato do dia. De forma imperceptível, ele deslizou o arco sobre a mesa e colocou-o de volta no bolso.


- Desculpe ter feito você esperar. Se eu soubesse que não tinha sido atendido, eu teria vindo até aqui no minuto em que se sentou.


Lua franziu o cenho para a moça.


Diabos, Arthur não podia ficar cinco segundos sem que alguma mulher se atirasse nele?


Isso inclui você? O pensamento a fez refletir.


Ela era como todas as outras. Admirando o traseiro firme, babando ante o corpo perfeito. Era um milagre que Arthur suportasse permanecer perto dela.


Afundando-se no assento, Lua prometeu a si mesma que não o trataria daquela forma.


Ele não era um pedaço de carne. Era uma pessoa e merecia ser tratado com respeito e dignidade.


Ela fez os pedidos dos três e, quando a garçonete voltou com as bebidas, serviu-lhes uma porção de asinhas de frango fritas.


- Não pedimos isso. - disse Mel.


- Eu sei. - a garota respondeu e sorriu para Arthur. - Estamos muito ocupados na cozinha, e a comida vai demorar alguns minutos a mais para ficar pronta. Achei que podia estar com fome e trouxe isto. Se não gostar, posso pegar outra coisa. Mas não se preocupe, é por conta da casa. Então, você prefere outra coisa?


Oh, o duplo sentido era óbvio e fez Lua querer agarrar os cabelos loiro-avermelhados e arrancá-los pela raiz.


- Está ótimo, obrigado. - Arthur respondeu.


- Oh, meu Deus, você poderia falar algo mais para mim? - a garota pediu, praticamente desfalecendo. - Oh, diga o meu nome! É Mary.


- Obrigado, Mary.


- Oh... - a garota murmurou. - Isso me dá arrepios.


Com um último olhar desejoso para Arthur, ela se afastou.


- Não acredito nisso. - disse Lua. - As mulheres sempre fazem isso com você?


- Sim. - respondeu Arthur, em tom raivoso. - É por isso que odeio ir a lugares públicos.


- Não reclamem. - Mel pegou uma asinha de frango. - Isso é bem conveniente. Na verdade, acho que deveríamos levá-lo para sair com mais frequência.


Lua emitiu um ruído de escárnio.


- Sim, bem, se aquela criatura rabiscar o nome e o telefone na conta antes de entregá-la, eu serei obrigada a machucá-la.


Mel gargalhou.


Antes que Lua pudesse dizer algo, o Cupido entrou no restaurante e se aproximou da mesa.


O lado esquerdo de seu rosto revelava uma clara contusão onde Arthur o acertara. Ele tentava parecer despreocupado, mas Lua sentia a tensão, como se ele estivesse preparado para fugir a qualquer momento.


Ele franziu o cenho ao avistar os cabelos curtos de Arthur, mas, sem dizer nada, sentou-se ao lado de Mel.


- E então? - Arthur indagou.


Cupido suspirou.


- Você quer as notícias más ou as piores?



Continua...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Prometida a um Vampiro - Cap.71