Cupido assentiu.
- É, mas se você matá-lo terá que lidar com Zeus, Tisífone e Nêmesis.
- Você acha que me assustam?
- Eu sei que não, mas eu realmente não quero vê-lo morrer daquele jeito.
E se deixasse de ser obstinado por três segundos, perceberia isso. Vamos lá,
você quer mesmo atrair a cólera do grande homem?
Pelo olhar de Arthur, Lua diria que ele realmente não se importava.
- Mas, - Cupido prosseguiu - mamãe lembrou que há uma forma de romper a
maldição.
Lua prendeu o fôlego ao avistar a ponta de esperança que passou pelo
rosto de Arthur. Ambos aguardaram que Cupido explicasse.
Em vez disso, ele olhou ao redor pelo ambiente escuro do restaurante.
- Vocês acreditam que as pessoas comem essa porca...
Arthur estalou os dedos diante do rosto dele.
- Como eu rompo a maldição?
Ele se recostou ao assento.
- Você sabe que tudo no universo é cíclico. Isso deve terminar como
começou. Uma vez que Alexandria provocou a maldição, você deve ser evocado por
outra mulher de Blanco. Uma que também precise de você. Você deve fazer um
sacrifício por ela e...
Cupido começou a rir. Arthur inclinou-se sobre a mesa e agarrou-o pelo
colarinho.
- E?
Ele se livrou da mão de Arthur e controlou-se.
- Bem... - Olhou Lua e Mel. - Vocês nos dariam licença um instante?
- Sou uma terapeuta sexual. - Lua falou. - Nada que você diga vai me
chocar.
- E eu não vou sair daqui até ouvir a notícia interessante! - disse Mel.
- Está bem. - Ele voltou o olhar para Arthur. - Quando a mulher de Blanco
o evocar, você não pode pôr a sua colher no pote de geleia dela até o último
dia de sua encarnação.
Então, os dois devem se unir carnalmente antes da meia-noite, mantendo seus corpos unidos até o nascer do sol. Se sair do corpo dela em qualquer momento, por qualquer motivo, você imediatamente retornará ao livro e a maldição continuará.
Então, os dois devem se unir carnalmente antes da meia-noite, mantendo seus corpos unidos até o nascer do sol. Se sair do corpo dela em qualquer momento, por qualquer motivo, você imediatamente retornará ao livro e a maldição continuará.
Arthur praguejou, desviando o olhar.
- Exatamente. - disse Cupido. - Você sabe como a maldição de Príapo é
forte. De jeito nenhum você vai conseguir ficar trinta dias sem transar com a
mulher que o evocou.
- Esse não é o problema. - Arthur afirmou por entre os dentes. - O
problema é encontrar uma mulher de Blanco para me evocar.
Nervosa e com o coração martelando no peito, Lua inclinou-se para a
frente.
- O que isso significa uma mulher de Blanco?
Cupido encolheu os ombros.
- Bem, ela precisa ter Blanco no nome.
- Como um sobrenome? - ela indagou.
- Sim.
Lua endireitou-se e viu o olhar torturado de Arthur.
- Arthur, meu nome é Lua Blanco.

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