Maratona...
Cap.22
O quarto é bom e amplo
— murmurou Arthur, quando estava fora da vista do corretor.
— Humm — ela
sussurrou tentando não rir e cutucando-o para que ficasse quieto.
— E tem lugar para
um quarto de bebê — ele acrescentou, abraçando-a enquanto eles caminhavam em
direção à varanda.
— Não planejo ter
filhos tão cedo — Lua afirmou.
— Não, claro que
não. — Ele balançou a cabeça. — Mesmo assim, é bom não precisarmos nos mudar
com freqüência, você não acha?
— Certamente — ela
concordou. — Muito mais prático.
— Devemos ficar
com este, então?
— Sim — ela disse.
Enquanto ele
voltava para a sala para discutir os termos do negócio com o agente, pensava
em como era surpreendente o fato de Lua ter em tão pouco tempo dominado por
completo todo o seu ser. E, para ser totalmente honesto, até mesmo seu coração.
Jamais tivera tanto carinho por uma mulher, essa sensação de entusiasmo, uma
necessidade tão intensa de estar com ela, de voltar para ela quando eles
ficavam separados por apenas algumas horas.
Seria isso então
aquilo que todos chamavam com tanta reverência de casamento?
******************************
Dois dias depois, Arthur
ligou para o celular de Lua.
— Mi amor, tenho que ir até
a fazenda por alguns dias. Aconteceu um problema e devo resolvê-lo
pessoalmente.
— Oh. Devo ir com
você?
— Não. Não creio
que valha a pena. Vou precisar ficar trabalhando o tempo todo. E quero ter
bastante tempo para você na primeira vez em que for lá.
— Está bem. Eu
posso continuar vendo as coisas para o apartamento, então. A esposa de seu
primo Pablo, Elisa, se ofereceu para me levar a alguns lugares que lidam com
decoração.
— Ótimo. Ela é uma
pessoa adorável. Fico contente por você ter feito uma amiga.
— Quando parte seu
avião? — perguntou Lua, sentindo-se só ao pensar que ele a deixaria.
— Amanhã de manhã.
Não se preocupe, cariño, ainda temos a noite de hoje — ele
murmurou, deixando-a corada com as sensações que as palavras dele causavam.
Continua...

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