(Capítulo 16 - Sem Você)
Notas : Prometi que iria postar 5 capítulos, porém fui verificar aqui e só tem mai 2 capítulos além desse...Ok ?!
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''Eu faço tanta coisa
Pensando no momento de te
ver
A minha casa sem você é
triste
A espera arde sem me
aquecer
Não diga que você não volta
Eu não vou conseguir
dormir
À noite eu quero descansar
Sair à toa por aí''
_Skank
- É isso mesmo que você quer? Vai voltar pra São Paulo, fugir de novo? K, você sabe que não precisa ser assim. - Dandara falava com a enteada
- Eu só não quero mais viver na sombra da Bianca. Se ela não acreditou em mim, Não posso fazer nada.
- Querida, não é assim. Mas é a sua escolha, não posso mais me meter.
- Obrigada por tudo. Você é a mãe que eu não tive.
- Obrigada você por me permitir isso. Tem certeza que nao quer que eu te leve no aeroporto - a ' boadrasta' perguntou.
- Precisa nao mae, deixa que eu te levo minha maninha favorita - diz Joao entrando na asla com a amala de Karina nas maos - vem ca, tem chumbo aqui dentro?
- Pra de ser fracote. Tchau Dandara.
-Tchau querida, assim que chegar liga pra gente.
-Pode deixar.
Karina e Joao sairam, e mais uma vez a lora dava adeus ao Rio de Janeiro. Assim como na primeira vez, não sabia quando iria voltar. Mas dessa vez não estava sozinha. Joao estava com ela.
...
- Dá um tempo pro Pedro quando voce chegar la em Sao Paulo - Joao coemçou assim que ligaou o carro.
- Sabia que viria com esse assunto pra cima de mim. Ele foi embora poruqe quis
- K, o Pedro ta chateado por causa do Ze.
- Eu nao beijei aquele idiota por que quis. O Pedro sabe disso . Que merda de ciumes.
-Eu sei disso, mas tenho ceretza que se fosse o contrario voce estaria socando todo mundo. - Joao disse sorrindo - Voce mudou um pouco, mas voce continua sando a esquentadinha, so da um tempo.
— João, eu não quero falar disso. Todo mundo me diz a mesma coisa, deixa o Pedro pensar, deixa a Bianca esfriar a cabeça. — a loira soltou um suspiro — Eu queria alguém que tivesse essa preocupação comigo, alguém que entendesse o meu lado. O único que fazia isso era o Pedro, e agora ele não tá mais aqui.
— Hey, eu tô contigo e não abro. Cê é a minha irmãzinha.
Karina apenas sorriu. Era legal a relação que eles criaram depois que os pais se casaram, eles realmente agiam como irmãos. Em certos dias João era o mais velho e responsável e em outros, Karina assumia essa função. Eles haviam construído uma muralha de apoio um ao outro, principalmente pra ajudar João com o seu vicio em games.
Não demoraram muito até chegarem ao Aeroporto Santo Dumont, João conseguiu uma vaga para estacionar e logo desceram do carro. João foi até o porta-malas e pegou os pertences de Karina e entraram no aeroporto.
Deram sorte que um dos maiores aeroportos do Rio de Janeiro não estava tão cheio, ainda mais por ser uma segunda feira. Até que agora tudo estava conspirando a favor de Karina. Não teria nenhum atraso e dali a uns vinte minutos sairia seu voo seria anunciado. Finalmente voltaria para sua casa.
. . .
Karina quando havia ido para o Rio não pensara que o trajeto demorava tanto. Ou isso era pela falta que as conversas bobas e sem noção dele a distraía tão facilmente. Mas enfim, a garota tinha chegado a São Paulo. Tinha chegado a duas quadras do seu prédio.
Será que aquele pequeno caminho de duas esquinas era o suficiente para pensar no que falar quando encontrar com Pedro? É todas as tentativas de primeira conversa fugia da sua mente. A loira se sentia uma completa retardada por isso. Voltava a ser a Karina de dezessete anos que não sabe conversa direito.
Talvez tivesse pensado demais que não se dera conta que já estava quase passando da entrada do seu prédio. Nem tinha percebido que estava sentindo falta de tudo aquilo. Tocou o interfone e espero resposta.
— Pode se identificar, por favor?
— Oi seu João, sou eu, Karina.
— Tudo bem, minha filha? Vou abrir a porta.
A porta foi aberta e a mulher entrou. O senhor, porteiro ali há tantos anos a esperava com um sorriso meigo. Era a pessoa mais dócil que conheceu.
— Querida, quando vi o Pedro e não vi você achei que tivesse um problema. Vocês não se desgrudam.
— É, houve um probleminha sim, lá no Rio. Mas ele tá em casa?
—Infelizmente não, saiu há uma semana. Mas deixou uma carta aqui comigo pra você. Ele disse que ia deixar tudo explicado. — Estendeu a carta em direção a ela.
— Obrigada, seu João.
— De nada, querida. Espero que se resolvam logo.
“Eu também” pensou a loira. Karina pegou o elevador e subiu. Sua cara estava horrível. Olheiras marcavam seus olhos e o rabo de cavalo estava todo desgrenhado. Karina estava pior do que quando passava a tarde toda na academia.
Finalmente havia chegado no seu andar. Karina estava temerosa de entrar em casa. Apesar de que Pedro não estava ali, ainda sim queria que ele estivesse. O queria ver irritado de ciúmes, com raiva, que estivesse ali na casa deles. Karina entrou.
A casa estava do mesmo jeito de sempre. Mentira. Depois desse tempo sendo um casal, o apartamento deles nunca mais seria o mesmo, Karina podia admitir. Estava ainda mais diferente porque faltava algo, faltava à alegria de Pedro, faltavam às piadinhas bobas dele, faltavam às músicas dele. Faltava ele.
Karina largou as malas no chão e se jogou no sofá. Não podia mais esperar para ler a bendita carta que aquele moleque havia escrito. Precisava saber o quanto mais ele iria demorar pra voltar. Karina abriu.
Oi, esquentadinha.
Eu sei que talvez você deva estar muito, desculpa à palavra, puta comigo. E eu sei que mereço isso. Eu não consegui me controlar. Sei que você não tinha culpa alguma se aquele babaca te beijou. Mas me bateu aquele sentimento ruim incontrolável, eu senti raiva e nojo daquele imbecil. Eu senti ciúmes de você. Ciúmes demais. E eu nunca tinha sentido algo assim por ninguém, me senti perdido, meti os pés pelas mãos, fiz a grande burrice de te deixar. Espero que me perdoe. Bom como eu sempre fui um covarde de marca maior, não consegui ficar te esperando em casa quando há mais ou menos uma semana o João já tinha me ligado para dizer que você estava voltando e eu fugi. Bom, só pra você saber, eu estou na casa do nosso amiguinho Lucas aqui do andar de cima e provavelmente devo ter visto você chegar, já que todos os dias olho pra janela te esperando. Espero mesmo que você me desculpe. Aproveita que a carta terminou e vá abrir a porta, talvez eu esteja lá parado.
Com muito amor,
Pedro Covarde que te ama.
Continua...
- Precisa nao mae, deixa que eu te levo minha maninha favorita - diz Joao entrando na asla com a amala de Karina nas maos - vem ca, tem chumbo aqui dentro?
- Pra de ser fracote. Tchau Dandara.
-Tchau querida, assim que chegar liga pra gente.
-Pode deixar.
Karina e Joao sairam, e mais uma vez a lora dava adeus ao Rio de Janeiro. Assim como na primeira vez, não sabia quando iria voltar. Mas dessa vez não estava sozinha. Joao estava com ela.
...
- Dá um tempo pro Pedro quando voce chegar la em Sao Paulo - Joao coemçou assim que ligaou o carro.
- Sabia que viria com esse assunto pra cima de mim. Ele foi embora poruqe quis
- K, o Pedro ta chateado por causa do Ze.
- Eu nao beijei aquele idiota por que quis. O Pedro sabe disso . Que merda de ciumes.
-Eu sei disso, mas tenho ceretza que se fosse o contrario voce estaria socando todo mundo. - Joao disse sorrindo - Voce mudou um pouco, mas voce continua sando a esquentadinha, so da um tempo.
— João, eu não quero falar disso. Todo mundo me diz a mesma coisa, deixa o Pedro pensar, deixa a Bianca esfriar a cabeça. — a loira soltou um suspiro — Eu queria alguém que tivesse essa preocupação comigo, alguém que entendesse o meu lado. O único que fazia isso era o Pedro, e agora ele não tá mais aqui.
— Hey, eu tô contigo e não abro. Cê é a minha irmãzinha.
Karina apenas sorriu. Era legal a relação que eles criaram depois que os pais se casaram, eles realmente agiam como irmãos. Em certos dias João era o mais velho e responsável e em outros, Karina assumia essa função. Eles haviam construído uma muralha de apoio um ao outro, principalmente pra ajudar João com o seu vicio em games.
Não demoraram muito até chegarem ao Aeroporto Santo Dumont, João conseguiu uma vaga para estacionar e logo desceram do carro. João foi até o porta-malas e pegou os pertences de Karina e entraram no aeroporto.
Deram sorte que um dos maiores aeroportos do Rio de Janeiro não estava tão cheio, ainda mais por ser uma segunda feira. Até que agora tudo estava conspirando a favor de Karina. Não teria nenhum atraso e dali a uns vinte minutos sairia seu voo seria anunciado. Finalmente voltaria para sua casa.
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Karina quando havia ido para o Rio não pensara que o trajeto demorava tanto. Ou isso era pela falta que as conversas bobas e sem noção dele a distraía tão facilmente. Mas enfim, a garota tinha chegado a São Paulo. Tinha chegado a duas quadras do seu prédio.
Será que aquele pequeno caminho de duas esquinas era o suficiente para pensar no que falar quando encontrar com Pedro? É todas as tentativas de primeira conversa fugia da sua mente. A loira se sentia uma completa retardada por isso. Voltava a ser a Karina de dezessete anos que não sabe conversa direito.
Talvez tivesse pensado demais que não se dera conta que já estava quase passando da entrada do seu prédio. Nem tinha percebido que estava sentindo falta de tudo aquilo. Tocou o interfone e espero resposta.
— Pode se identificar, por favor?
— Oi seu João, sou eu, Karina.
— Tudo bem, minha filha? Vou abrir a porta.
A porta foi aberta e a mulher entrou. O senhor, porteiro ali há tantos anos a esperava com um sorriso meigo. Era a pessoa mais dócil que conheceu.
— Querida, quando vi o Pedro e não vi você achei que tivesse um problema. Vocês não se desgrudam.
— É, houve um probleminha sim, lá no Rio. Mas ele tá em casa?
—Infelizmente não, saiu há uma semana. Mas deixou uma carta aqui comigo pra você. Ele disse que ia deixar tudo explicado. — Estendeu a carta em direção a ela.
— Obrigada, seu João.
— De nada, querida. Espero que se resolvam logo.
“Eu também” pensou a loira. Karina pegou o elevador e subiu. Sua cara estava horrível. Olheiras marcavam seus olhos e o rabo de cavalo estava todo desgrenhado. Karina estava pior do que quando passava a tarde toda na academia.
Finalmente havia chegado no seu andar. Karina estava temerosa de entrar em casa. Apesar de que Pedro não estava ali, ainda sim queria que ele estivesse. O queria ver irritado de ciúmes, com raiva, que estivesse ali na casa deles. Karina entrou.
A casa estava do mesmo jeito de sempre. Mentira. Depois desse tempo sendo um casal, o apartamento deles nunca mais seria o mesmo, Karina podia admitir. Estava ainda mais diferente porque faltava algo, faltava à alegria de Pedro, faltavam às piadinhas bobas dele, faltavam às músicas dele. Faltava ele.
Karina largou as malas no chão e se jogou no sofá. Não podia mais esperar para ler a bendita carta que aquele moleque havia escrito. Precisava saber o quanto mais ele iria demorar pra voltar. Karina abriu.
Oi, esquentadinha.
Eu sei que talvez você deva estar muito, desculpa à palavra, puta comigo. E eu sei que mereço isso. Eu não consegui me controlar. Sei que você não tinha culpa alguma se aquele babaca te beijou. Mas me bateu aquele sentimento ruim incontrolável, eu senti raiva e nojo daquele imbecil. Eu senti ciúmes de você. Ciúmes demais. E eu nunca tinha sentido algo assim por ninguém, me senti perdido, meti os pés pelas mãos, fiz a grande burrice de te deixar. Espero que me perdoe. Bom como eu sempre fui um covarde de marca maior, não consegui ficar te esperando em casa quando há mais ou menos uma semana o João já tinha me ligado para dizer que você estava voltando e eu fugi. Bom, só pra você saber, eu estou na casa do nosso amiguinho Lucas aqui do andar de cima e provavelmente devo ter visto você chegar, já que todos os dias olho pra janela te esperando. Espero mesmo que você me desculpe. Aproveita que a carta terminou e vá abrir a porta, talvez eu esteja lá parado.
Com muito amor,
Pedro Covarde que te ama.
Continua...

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