segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Casamento por conveniência


Cap.28


Arthur levantou-se da mesa e se moveu para o lado de Luísa para dar passagem a ela. Novamente, ela se certificou de roçar a coxa na perna dele. Então, se virou e falou algo de forma íntima conforme eles desciam os degraus do mezanino para a parte principal do restau­rante, segurando em seu braço de forma possessiva.


Foi nesse preciso momento que ele viu Lua, sentada a uma mesa bem na passagem.


— Madre de Dios — ele murmurou, sem respiração.


Luísa continuou caminhando, sorrindo para os amigos, parando de vez em quando, assegurando-se de que todos os vissem juntos, o que só fazia aumentar a fúria reprimida de Arthur. Ele poderia estrangulá-la! Mas por que ela, se aceitara tão prontamente a proposta para ir ao Santi`s, um dos restaurantes preferidos de seus amigos? Como se permitira ser manipulado assim? E Lua, sua esposa? Deveria falar com ela ou fingir que não a vira? Pelo tanto que podia notar, ela parecia estar tendo uma conversa animada com Elisa.


Mas não havia como evitar o contato direto com a mesa. Deixando Luísa continuar, sentindo o coração congelando, ele se aproximou das duas mulheres, ciente de que todos os olhos do restaurante esta­vam fixos nele. Conhecia muito bem a todos ali, sabia que esperavam em suspense pelo que ele faria, qual atitude tomaria. Por um breve momento, ele hesitou. Depois, decidiu-se, como era de seu feitio. Que se danasse Luísa e seus fricotes! Sua esposa era mais importante, a convicção tomou-o, admirando-a ainda mais pela forma com que fingia estar distraída, quando com certeza já devia tê-los visto.


Continua...

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