Cap.29
— Hola —
ele disse, colocando a mão no ombro de Elisa e beijando sua mão. Seu olhar
cruzou com o de Lua, no outro lado da mesa. — Lua, eu...
— Olá, Arthur. —
Ela lançou um sorriso amarelo, produto de uma tremenda força de vontade. Queria
poder se levantar dali e golpeá-lo com toda a força. Em vez disso, quietamente
colocou as mãos sobre a mesa. — Que coincidência nos encontrarmos aqui. Pensei
que você fosse voltar mais tarde.
— Eu ia — ele
murmurou. — Quando você volta para o hotel? — perguntou.
— Não tenho idéia
— ela disse. — Veja, é melhor você correr. Sua amiga está esperando na porta.
— Está certo — ele
disse. — Vemo-nos no Alvear, mais tarde.
Lua balançou a
cabeça e sorriu para ele, para o bem de todos, disfarçando o olhar arregalado.
Em toda a sua curta existência, jamais fora tão humilhada e, cheia de raiva
percorrendo seu corpo, decidiu que era o bastante.
— Bravo, Lua —
Elisa sussurrou em polvorosa, quando Arthur partiu. — Você foi simplesmente
maravilhosa. Admiro a forma como se comportou. Luísa deve tê-lo trazido aqui
para provar para as pessoas que eles ainda estão juntos.
— Bem, pelo jeito
ela estava apenas provando a verdade — respondeu Lua, disfarçando com o tom
neutro da voz o turbilhão que sentia internamente. Podia matar aquele homem,
quase estrangulá-lo, pela dor que sentia, pela humilhação e pela angústia de
vê-lo tão intimamente ao lado de uma mulher.
E especificamente
de Luísa.
Ela também poderia
arrancar os olhos de Luísa, se tivesse a oportunidade. Notou que, de repente,
uma nova emoção que reconhecia como ciúme a atingia como uma flecha
incandescente.
Enquanto elas
voltavam para o hotel, a cabeça de Lua dava voltas e voltas. Ela imaginava
quando Arthur apareceria. Se eleja estaria lá quando chegasse ou se viria mais
tarde. Mas o que importava? Não tinha qualquer intenção de ficar.
Continua...

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