Cap.31
Alguns minutos
depois, ele decidiu que o melhor a fazer era avisar sua mãe e dar um jeito de
ir para Londres o mais rápido possível.
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Assim que chegou
em Heathrow, Lua foi para a casa do avô. Os empregados ficaram surpresos, mas
contentes, em vê-la. Depois de cumprimentar a todos, Lua foi para a cama, feliz
por deitar-se ali, de olhos fechados, eliminando um pouco da tensão que trouxera
de Buenos Aires.
Estava exausta.
Não somente por causa da viagem, mas devido à montanha-russa de emoções que
passara nas últimas horas. Não dormira no vôo, pois a cabeça estava muito
atribulada para permitir que relaxasse o bastante a ponto de fechar os olhos.
Mas naquele momento, pelo menos, estava em casa. Realmente em casa. Não no
território dele, mas no dela, onde ela dava as tacadas e
ninguém, muito menos Arthur, podia forçá-la a fazer nada.
No avião, ela
decidira o que fazer. No dia seguinte, quando estivesse mais descansada,
ligaria para os advogados e descobriria como pedir o divórcio. Não ficaria
casada com aquele homem por mais tempo. Ele brincara com os sentimentos dela,
com seu coração e seu orgulho, e isso era o bastante.
Por um momento ela
viu o avô diante dela. Mas manteve a decisão. Era muito tarde para preocupar-se
com a sua palavra, a palavra que dera ao avô. De qualquer forma, ela duvidava
que ele pensasse que Arthur agiria daquela forma tão insensível e descortês. Ela
não devia recuar, abaixar os olhos e aceitar as infidelidades dele, devia?
Lua se mexeu na
cama, muito agitada para dormir, muito cansada para se levantar e fazer
qualquer coisa. Se ao menos eles tivessem tido tempo de se conhecer, nada disso
teria acontecido. Ou talvez ela devesse ter prestado atenção à matéria da
revista, tê-la mostrado para seu avô. Certamente ela deveria ter feito algumas
perguntas antes de entrar naquele casamento miseravelmente arranjado.
Finalmente, depois
de muito virar e revirar, conseguiu cair em um sono turbulento. Mas seus sonhos
estavam repletos de visões de um homem alto, moreno e lindo, cujas mãos
emanavam magia quando a tocavam e por quem, apesar de toda a raiva e ira,
ela ainda sentia desejo.
Continua...

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