segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Casamento por conveniência


Cap.31


Alguns minutos depois, ele decidiu que o melhor a fazer era avisar sua mãe e dar um jeito de ir para Londres o mais rápido possível.

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Assim que chegou em Heathrow, Lua foi para a casa do avô. Os empregados ficaram surpresos, mas contentes, em vê-la. Depois de cumprimentar a todos, Lua foi para a cama, feliz por deitar-se ali, de olhos fechados, eliminando um pouco da tensão que trouxera de Bue­nos Aires.


Estava exausta. Não somente por causa da viagem, mas devido à montanha-russa de emoções que passara nas últimas horas. Não dor­mira no vôo, pois a cabeça estava muito atribulada para permitir que relaxasse o bastante a ponto de fechar os olhos. Mas naquele momen­to, pelo menos, estava em casa. Realmente em casa. Não no território dele, mas no dela, onde ela dava as tacadas e ninguém, muito menos Arthur, podia forçá-la a fazer nada.


No avião, ela decidira o que fazer. No dia seguinte, quando esti­vesse mais descansada, ligaria para os advogados e descobriria como pedir o divórcio. Não ficaria casada com aquele homem por mais tempo. Ele brincara com os sentimentos dela, com seu coração e seu orgulho, e isso era o bastante.


Por um momento ela viu o avô diante dela. Mas manteve a decisão. Era muito tarde para preocupar-se com a sua palavra, a palavra que dera ao avô. De qualquer forma, ela duvidava que ele pensasse que Arthur agiria daquela forma tão insensível e descortês. Ela não devia recuar, abaixar os olhos e aceitar as infidelidades dele, devia?


Lua se mexeu na cama, muito agitada para dormir, muito cansa­da para se levantar e fazer qualquer coisa. Se ao menos eles tivessem tido tempo de se conhecer, nada disso teria acontecido. Ou talvez ela devesse ter prestado atenção à matéria da revista, tê-la mostrado para seu avô. Certamente ela deveria ter feito algumas perguntas antes de entrar naquele casamento miseravelmente arranjado.


Finalmente, depois de muito virar e revirar, conseguiu cair em um sono turbulento. Mas seus sonhos estavam repletos de visões de um homem alto, moreno e lindo, cujas mãos emanavam magia quando a tocavam e por quem, apesar de toda a raiva e ira, ela ainda sentia desejo.


Continua...

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