sábado, 8 de agosto de 2015

Casamento por conveniência


Cap.21


— É apenas uma mínima fração do que devo a você — ele disse, com a voz baixa. Em seguida, pegando a mão dela, virou-a e beijou seus pulsos, provocando arrepios deliciosos em todo o seu braço e lembrando-a de que a noite ainda não tinha acabado. Ela estava reti­cente com ele desde que haviam chegado em Buenos Aires, com um medo terrível de que Luísa fosse aparecer a qualquer momento. Mas agora ele dissipara a maior parte desses medos. Ali, naquele restau­rante calmo e bem freqüentado, ela de repente sentiu-se muito, muito feliz, contente por estar ali com ele, e não na Inglaterra, onde estaria sozinha e de luto por seu adorado avô.


Eles decidiram voltar para o hotel caminhando pelas largas aveni­das. Lua tinha uma vaga lembrança de ter tomado chá ali com seus pais e avós quando era apenas uma criança.


— Ainda consigo me lembrar de ter vindo aqui com minha mãe — ela disse a Arthur, quando eles pararam no saguão. — Eles ainda têm chá inglês com biscoito? — ela perguntou, com um toque de nostal­gia por sua mãe, a mulher que passara tão brevemente por sua vida.


— Claro. O Alvear jamais perde suas tradições. Posso ver que deve ter sido muito difícil para você crescer sem seus pais — ele acrescen­tou, olhando para ela e segurando seu braço com mais firmeza.


— De certa forma, sim, mas tive meus avós. Eles foram maravi­lhosos para mim.


— Quando sua avó morreu?                                      


— Há quatro anos. Meu avô jamais superou a morte dela. Ele nunca mais foi o mesmo. Eles se amavam muito.


— Mesmo tendo o casamento deles sido arranjado? — ele per­guntou.


— Sim. E o mesmo acontece com seus pais, aparentemente. Eles parecem muito felizes também. E têm sido muito atenciosos comigo.


— E não é para menos. Eles ganharam uma filha.


— É assim mesmo que eles sentem? — ela perguntou, virando para ele. — Ou você está dizendo isso apenas para que eu me sinta bem?


— Não. E verdade. Minha mãe adora você, assim como meu pai. Ela riu, enquanto eles se encaminhavam para a suíte deles.


— Amanhã vamos nos encontrar com os corretores de imóveis — disse Arthur . — Eles têm uma série de casas e apartamentos para nos mostrar. O que você prefere? — ele perguntou.


— O quê? Ah, você quer dizer se uma casa ou um apartamento? — ela perguntou, balançando a cabeça. — Realmente não sei. Veja, eu nunca pensei em ter minha — nossa — própria casa tão cedo. Tudo isso é uma novidade.


— Bom. Vamos nos divertir fazendo a escolha — ele disse, sen­tando no sofá. — Não creio que você queira ver televisão, quer?


— Por que não? Vamos ver o que está passando. — Ela sorriu de forma estonteante e se aninhou ao lado dele no sofá, como se já fizessem isso juntos há anos. Era bom. Era natural. E Lua sentiu um arrepio de medo quando percebeu o quanto estava se acostumando a compartilhar sua vida com este homem que mal conhecia.


Arthur sacudiu o controle remoto.


— Meu Deus, olha só. Estão passando seriados ingleses. Fawlty Towers, com o John Cleese, do Monty Python.


— Ah, por favor, deixe aí! — ela exclamou, tocando no braço dele. — É tão engraçado.


Uma hora depois, os dois estavam morrendo de rir, relaxados e aproveitando cada minuto da noite. Lua tinha tirado os sapatos e Arthu r estava com os pés sobre o sofá, com as pernas cruzadas.


A noite tinha sido perfeita, ela refletiu, olhando para seu pulso e seu dedo. Todos os medos que tinha de ir para Buenos Aires foram derrubados pelo gesto dele e pela forma com que vinha agindo para deixá-la à vontade. Ela estava empolgada agora para escolher a nova casa, e imaginava como ela seria e como faria a decoração. Dona Katia teria que ajudá-la fornecendo todos os endereços de lojas e decoradores de Londres.


— Está bem, dorminhoca — ele disse, fazendo um cafuné e bei­jando a testa dela. — Hora de ir para a cama. Teremos um dia cheio amanhã.


Lua sorriu, bocejou, se espreguiçou e deixou que ele a puxasse do sofá. Então, de repente, houve uma mudança total no clima. Os olhares deles se encontraram e Arthur, em um único movimento, apertou-a contra seu corpo.


— Quero você — ele murmurou, deslizando as mãos nas costas dela e pressionando-a contra ele, para que sentisse sua excitação.


— E eu quero você — ela sussurrou de volta, olhando para ele, sentindo-se totalmente molhada por dentro.


— Então, o que estamos esperando?


Com um rápido gesto, Arthur abriu o zíper do vestido dela. Ele caiu em um círculo aos pés dela. Então, ele abriu o fecho do sutiã e olhou para baixo.


— Minha linda e maravilhosa señora — ele murmurou, apalpando seus seios e roçando os mamilos com os polegares, fazendo com que ela ficasse momentaneamente sem ar enquanto desesperadamente tentava abrir a blusa e o cinto recalcitrantes dele.


Minutos depois, eles estavam deitados nus na imensa cama impe­rial. Arthur  fazia verdadeiras mágicas nela com sua língua. Mas des­sa vez Lua+ queria aventurar-se e, quando ele levantou a cabeça, ela o empurrou de volta para a cama.


Arthur levantou a sobrancelha surpreso, e então, ao ver a expres­são determinada de Lua, cedeu quando ela começou a beijar seu pescoço, seu peito, e cada vez mais para baixo, até que seus lábios o envolveram de forma vacilante.


Ela ouviu o sussurro dele.


— Mi amor — ele murmurou, bastante surpreso.


Foi o bastante para dar coragem a ela. Logo os dois se contorciam juntos, se beijavam, se mordiam. Arthur penetrou-a profundamente, possuindo cada centímetro dela, enquanto Lua também o possuía.


E Lua conheceu uma poderosa satisfação: a de ter realmente dado prazer ao seu homem.

*******

As dez horas o corretor os pegou de carro para visitar alguns ende­reços de sua lista. Os dois primeiros não eram adequados e foram descartados imediatamente; o terceiro era uma casa adorável, porém tinha um jardim que precisava de uma inspeção completa; mas o quarto, uma cobertura de mil metros quadrados em um prédio atraen­te do bairro Palermo, os encantou.


— Que vista magnífica! — exclamou Lua, olhando para a cida­de. — Parece tanto com Paris, não?


— Sim, parece. Você gosta daqui Lua ?


— Sim. Acho maravilhoso. 



Continua...

2 comentários:

  1. Faz uma maratona de 10 capítulos por favor bjss te adoro

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    1. Obg , o pedido de uma leitora, é uma ordem...Mais tarde eu posto....

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Prometida a um Vampiro - Cap.71