-Tudo sairá bem,
Triantafyllo. - Lua uso o apelido que seu avô lhe tinha dado ao Sophia. - Agora
vou tirar um pequeno descanso e ver se posso parar um pouco esta dor de cabeça
que esta me matando.
-Okay. Eu estarei com o
Scott e Teddy revisando dados, que serão absolutamente inúteis se não pudermos
escavar. Mas, o que mais há para fazer? Sou jovem e tenho tempo de sobra para
gastar. Você em troca...
Lua fez uma careta. -Não
sou muito mais velha que você.
Como se a tivessem
golpeado, Sophia se sacudiu, - Sim, uh-huh. Consegue uma bengala, avó.
Lua sacudiu a cabeça pela
brincadeira de Sophia, então se encolheu pela dor que atravessou sua fronte e
que palpitava detrás de seus olhos.
Chay franziu o cenho
quando se uniu a ela na coberta. -Está bem?
-Outra dor de cabeça. Ela
estava tendo muitas ultimamente. É obvio com sua sorte, seria um tumor cerebral
inoperável e acabaria provavelmente afinal à mercê de Mel, de modo que sua
prima poderia finalmente torturá-la sem fim… Lástima de pensamento. -Estarei
bem. Só preciso descansar um par de minutos.
-Se necessitar algo, me
chame.
Necessito uma permissão.
Olá?
Se só pudesse dizê-lo em
voz alta e não perder o seu tão necessário financiamento...
-Farei-o. Obrigada. E com
isso, Lua se dirigiu para a pequena habitação que compartilhava com a Sophia.
Não havia muita privacidade no navio, mas sinceramente isso não incomodava a Lua.
Não como quando tinha a idade da Sophia. A diferença entre elas era
impressionante.
Enquanto Lua tinha odiado
não ter seu próprio espaço, Sophia era ambivalente com isso. Tudo o que à
menina importava era sua busca.
Mas apesar de suas
diferenças, Lua adorava a sua prima. Sophia era o mais parecido à irmã que
nunca teria, e desde que seus pais morreram, antes que a menina cumprisse os
seis anos, toda sua família a tinha acolhido e se encarregaram dela como se
fosse própria.
Lua sorriu enquanto
entrava na habitação, e encontrou a camisola da Sophia e seu desgastado ursinho
Teddy atirados sobre sua cama. Sophia não sabia o que era ordem.
-Okay, Mr. Cuddles, você
tem que estar em seu lugar. Não atirado sobre minha cama. Tenho tendência a dar
chutes enquanto durmo. Lua sentou o ursinho sobre a cama desarrumada de Sophia,
então dobrou a camisola rosa antes de pô-la debaixo de Mr. Cuddles.
Um luminoso sorriso
brincou na comissura de seus lábios. Ela podia ouvir as vozes amortecidas que
provinham da coberta enquanto o navio se balançava brandamente debaixo de seus
pés, arrulhando-a, provocando um profundo estupor. Ela realmente precisava
descansar. Seu sonho tinha sido muito irregular ultimamente. Provavelmente por
ter muitas coisas na cabeça.
Tirando-os sapatos,
deitou lentamente para trás e se acomodou na estreita cama.
Ela dormiu quase
imediatamente.
Os ruídos do navio se
desvaneciam enquanto ela flutuava através de seu escuro sonho coberto de uma
branca neblina e uma fria brisa. Desde
que era menina, Lua tinha entrado rapidamente na fase REM do sonho... Normalmente
em cinco minutos, algo que era virtualmente impossível. Era uma estranha
desordem do sonho que nenhum médico tinha podido explicar.
Seus sonhos fluíram, ela
se encontrava de pé em uma escura praia onde as ondas coroadas de neve se
chocavam contra a estranha borda. O som ressonou em seus ouvidos enquanto ela
encolheu os dedos dos pés sobre a úmida areia, areia negra.
-Lua. A profunda voz
masculina era quente e erótica, envolvente, com um acento exótico e estranho,
um sussurro que atravessava ao Lua como brandy com chocolate quente. Intenso.
Puro.
E lhe intoxicava.
Ela gemeu adormecida
enquanto seu misterioso amante aparecia frente a ela. Como sempre, estava
impressionantemente bonito, com seu comprido cabelo negro agitado pelo vento e
esses olhos azuis que pareciam brilhar, de qualquer ângulo sua cara estava
perfeitamente esculpida; e esses hipnotizantes olhos se viam ressaltados por um
par de sobrancelhas negras que afiavam seus rasgos. Ele a envolveu com seus
bronzeados braços e apertou suas costas contra seu arrebatador peito que se
ondulava e curvava com músculos perfeitos.
Ele era magnífico.
Absolutamente sedutor.
E no momento, era todo
dela...
Fechando os olhos, ela
deixou que seu masculino aroma lhe invadisse os sentidos, uma crua
masculinidade que lhe penetrou fundo até deixá-la completamente bêbada de
prazer. Ela inclinou levemente a cabeça, enquanto seus quentes lábios roçavam
seu pescoço, assim que ele pôde acariciar e lamber carinhosamente sua pele até
que seu corpo inteiro ardeu.
Lua não sabia por que
estava tendo esses selvagens sonhos eróticos. Por que este homem incrivelmente
sexy lhe aparecia. Depois de tudo, Lua Blanco não sabia nada da sensualidade ou
a feminilidade. Lua era tão dura como uma pedra. Passou a maior parte de sua
vida lutando por suas crenças, lutando para ser ela mesma, e essas batalhas não
lhe tinham deixado tempo para praticar os típicos passatempos femininos, como o
cabelo, e as argúcias femininas.
Continua...

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