domingo, 3 de janeiro de 2016

O Caçador de sonhos - Cap. 3

-Tudo sairá bem, Triantafyllo. - Lua uso o apelido que seu avô lhe tinha dado ao Sophia. - Agora vou tirar um pequeno descanso e ver se posso parar um pouco esta dor de cabeça que esta me matando.
-Okay. Eu estarei com o Scott e Teddy revisando dados, que serão absolutamente inúteis se não pudermos escavar. Mas, o que mais há para fazer? Sou jovem e tenho tempo de sobra para gastar. Você em troca...
Lua fez uma careta. -Não sou muito mais velha que você.
Como se a tivessem golpeado, Sophia se sacudiu, - Sim, uh-huh. Consegue uma bengala, avó.
Lua sacudiu a cabeça pela brincadeira de Sophia, então se encolheu pela dor que atravessou sua fronte e que palpitava detrás de seus olhos.
Chay franziu o cenho quando se uniu a ela na coberta. -Está bem?
-Outra dor de cabeça. Ela estava tendo muitas ultimamente. É obvio com sua sorte, seria um tumor cerebral inoperável e acabaria provavelmente afinal à mercê de Mel, de modo que sua prima poderia finalmente torturá-la sem fim… Lástima de pensamento. -Estarei bem. Só preciso descansar um par de minutos.
-Se necessitar algo, me chame.
Necessito uma permissão. Olá?
Se só pudesse dizê-lo em voz alta e não perder o seu tão necessário financiamento...
-Farei-o. Obrigada. E com isso, Lua se dirigiu para a pequena habitação que compartilhava com a Sophia. Não havia muita privacidade no navio, mas sinceramente isso não incomodava a Lua. Não como quando tinha a idade da Sophia. A diferença entre elas era impressionante.
Enquanto Lua tinha odiado não ter seu próprio espaço, Sophia era ambivalente com isso. Tudo o que à menina importava era sua busca.
Mas apesar de suas diferenças, Lua adorava a sua prima. Sophia era o mais parecido à irmã que nunca teria, e desde que seus pais morreram, antes que a menina cumprisse os seis anos, toda sua família a tinha acolhido e se encarregaram dela como se fosse própria.
Lua sorriu enquanto entrava na habitação, e encontrou a camisola da Sophia e seu desgastado ursinho Teddy atirados sobre sua cama. Sophia não sabia o que era ordem.
-Okay, Mr. Cuddles, você tem que estar em seu lugar. Não atirado sobre minha cama. Tenho tendência a dar chutes enquanto durmo. Lua sentou o ursinho sobre a cama desarrumada de Sophia, então dobrou a camisola rosa antes de pô-la debaixo de Mr. Cuddles.
Um luminoso sorriso brincou na comissura de seus lábios. Ela podia ouvir as vozes amortecidas que provinham da coberta enquanto o navio se balançava brandamente debaixo de seus pés, arrulhando-a, provocando um profundo estupor. Ela realmente precisava descansar. Seu sonho tinha sido muito irregular ultimamente. Provavelmente por ter muitas coisas na cabeça.
Tirando-os sapatos, deitou lentamente para trás e se acomodou na estreita cama.
Ela dormiu quase imediatamente.
Os ruídos do navio se desvaneciam enquanto ela flutuava através de seu escuro sonho coberto de uma branca neblina e uma fria brisa.  Desde que era menina, Lua tinha entrado rapidamente na fase REM do sonho... Normalmente em cinco minutos, algo que era virtualmente impossível. Era uma estranha desordem do sonho que nenhum médico tinha podido explicar.
Seus sonhos fluíram, ela se encontrava de pé em uma escura praia onde as ondas coroadas de neve se chocavam contra a estranha borda. O som ressonou em seus ouvidos enquanto ela encolheu os dedos dos pés sobre a úmida areia, areia negra.
-Lua. A profunda voz masculina era quente e erótica, envolvente, com um acento exótico e estranho, um sussurro que atravessava ao Lua como brandy com chocolate quente. Intenso. Puro.
E lhe intoxicava.
Ela gemeu adormecida enquanto seu misterioso amante aparecia frente a ela. Como sempre, estava impressionantemente bonito, com seu comprido cabelo negro agitado pelo vento e esses olhos azuis que pareciam brilhar, de qualquer ângulo sua cara estava perfeitamente esculpida; e esses hipnotizantes olhos se viam ressaltados por um par de sobrancelhas negras que afiavam seus rasgos. Ele a envolveu com seus bronzeados braços e apertou suas costas contra seu arrebatador peito que se ondulava e curvava com músculos perfeitos.
Ele era magnífico.
Absolutamente sedutor.
E no momento, era todo dela...
Fechando os olhos, ela deixou que seu masculino aroma lhe invadisse os sentidos, uma crua masculinidade que lhe penetrou fundo até deixá-la completamente bêbada de prazer. Ela inclinou levemente a cabeça, enquanto seus quentes lábios roçavam seu pescoço, assim que ele pôde acariciar e lamber carinhosamente sua pele até que seu corpo inteiro ardeu.

Lua não sabia por que estava tendo esses selvagens sonhos eróticos. Por que este homem incrivelmente sexy lhe aparecia. Depois de tudo, Lua Blanco não sabia nada da sensualidade ou a feminilidade. Lua era tão dura como uma pedra. Passou a maior parte de sua vida lutando por suas crenças, lutando para ser ela mesma, e essas batalhas não lhe tinham deixado tempo para praticar os típicos passatempos femininos, como o cabelo, e as argúcias femininas.


Continua...

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