domingo, 31 de janeiro de 2016

Prometida a um vampiro - Cap. 26



#MaratonaParte6/10


Houve um momento de silêncio que se estendeu para sempre, em que acreditei que ele poderia mesmo me machucar. E então, de repente, Arthur realmente segurou meus braços e me puxou, apertando-me contra o peito, como havia feito no sonho. Com firmeza, embora de maneira delicada.

– Lua – murmurou, e sua voz estava suave de novo. Ele alisou meus cachos e permiti que ele me tranquilizasse, aliviada demais para protestar. – Desculpe-me. Foi cruel amedrontar você. Eu não deveria ter feito isso desse jeito. Por favor, perdoe-me.

Hesitante, envolvi o tronco de Arthur com os braços, sem nem saber por que fazia isso, e ele me apertou ainda mais, pousando o queixo na minha cabeça. Sua mão cobria toda a parte inferior das minhas costas, que ele acariciou com suavidade.

Ficamos assim durante cerca de um minuto. Eu podia sentir seu coração batendo contra o meu rosto. Muito baixinho. Muito devagar. Quase imperceptivelmente. O meu estava martelando e eu sabia que ele podia sentir isso. Por fim, recuei e ele me soltou.

– Nunca mais faça esse truque idiota – reagi, surpresa em descobrir que minha voz estava trêmula. – Nunca. Não é engraçado.

Aquela música louca da Croácia ainda tocava, fantasmagórica e penetrante. Arthur segurou meu braço e odiei sentir que uma parte de mim gostou do seu toque outra vez. Odiei a dificuldade que tive para me afastar. Ele é um lunático, Ro.

– Por favor, Roberta. Sente-se. – Arthur indicou a cama. – Você está meio pálida.

Sentar... e depois o que aconteceria?

– Eu... eu preciso ir.

Arthur não tentou me impedir e eu o deixei ali parado, no meio do quarto escuro.

Tropecei ao descer a escada e, quando cheguei ao quintal, corri e só parei só depois de trancar a porta do meu quarto, ofegante, vermelha e incrivelmente confusa. O que senti não foi só medo. Foi algo parecido com o que tinha experimentado no sonho com Arthur. Aversão transformada em medo e depois em desejo... Alquimia. Insanidade. De repente tudo se misturava no meu cérebro. E aquilo estava muito, muito errado.


Continua...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Prometida a um Vampiro - Cap.71