As duas mulheres entraram na cozinha. Ao desviar o olhar do melão, ele
se deparou com olhos castanhos tão grandes quanto escudos espartanos.
- Meu Deus! - Mel falou de modo ofegante. Lua cruzou os braços sobre o
peito, com os olhos brilhando, em uma mescla de irritação e divertimento.
- Arthur, esta é Mel.
- Meu Deus! - ela repetiu. - Mel? Lua abanou a mão diante do rosto da
amiga, mas ela nem piscou.
- Meu De...
- Você pode parar com isso? - Lua a repreendeu.
Mel derrubou as roupas que estava segurando e moveu-se pela cozinha, até
conseguir avistar o corpo de Arthur por inteiro. Olhou fixamente para o topo de
sua cabeça e percorreu o corpo até os pés descalços.
Ele mal suprimiu a fúria diante dessa atitude.
- Você gostaria de examinar meus dentes agora, ou prefere que eu tire as
calças para sua inspeção? - ele indagou com mais maldade do que pretendera.
Afinal, tecnicamente, ela estava do seu lado. Se ela apenas fechasse a
boca e parasse de fitá-lo daquela forma. Nunca fora capaz de aguentar uma
atenção tão anormal. De modo hesitante, Mel estendeu a mão para tocá-lo no
braço.
- Bu! - ele exclamou depressa, fazendo-a pular. Lua riu.
Mel franziu o cenho e encarou os dois.
- Muito bem, vocês dois! Já acabaram de zombar de mim?
- Você mereceu. - Lua pegou um pedaço do melão que ele acabara de fatiar
e pôs na boca. - Sem mencionar que você vai ficar com ele hoje.
- O quê? - perguntaram Arthur e Mel, em uníssono. Ela engoliu o pedaço
da fruta.
- Bem, eu não posso levá-lo para o trabalho comigo, posso? - Mel deu um
sorriso malicioso.
- Aposto que Lisa e suas pacientes adorariam.
- Assim como o homem que eu tenho marcado para as oito. No entanto, não
seria produtivo.
- Você não pode cancelar? - perguntou Mel.
Arthur concordava. Ele não tinha a mínima vontade de estar em um lugar
público. A única parte da maldição que ele achava remotamente tolerável era o
fato de que quase todas as mulheres que o evocavam o mantinham escondido em
aposentos privados e jardins.
- Você sabe que não. - respondeu Lua.
- Eu não tenho um marido advogado que me sustenta. Além disso, não acho
que Arthur queira ficar sozinho em casa o dia todo. Tenho certeza de que ele
gostaria de sair e conhecer a cidade.
- Eu prefiro ficar aqui com você. - ele falou.
O que realmente desejava era vê-la estremecendo sob ele outra vez,
sentir o corpo macio deslizando por sua ereção, enquanto ele a fazia gritar em
êxtase.
Os olhos de Lua encontraram os dele, que viu o desejo chamejar nas
profundezas do tom azul. Naquele instante, notou o que ela fazia.
Iria para o trabalho a fim de evitar estar com ele. Bem, mais cedo ou
mais tarde, ela retornaria. E então seria sua.
Assim que ela se rendesse, ele lhe mostraria que tipo de resistência e
paixão um soldado macedônio treinado em Esparta tinha a oferecer.
Continua...

Maisss tô adorando
ResponderExcluirVai abandonar o blog ?
ResponderExcluirEu adoro o seu blog
Oi flor, tudo bem? Pode deixar não vou abandonar o blog não...
Excluir