sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Prometida a um vampiro - Cap. 13



#MaratonaParte3/10



– Ei, Ro. – Mel sorriu quando chegamos. Ficou vermelha.
 – Oi, Arthur.
– Melaine, que bom ver você – disse Arthur, pondo nossas bandejas sobre a mesa. – Você está estonteante hoje. Minha melhor amiga ficou ruborizada de prazer.
 – Bom, obrigada. Deve ser a blusa nova. É Abercrombie, do outlet. – Ela apontou para a calça preta e justa de Arthur. – E, por falar em roupa, essa calça é show. Todo mundo em Roma se veste como você? Ou só os caras da família real?
– Romênia – corrigi. – Não é Roma.
 – Ah, é tudo na Europa. – Mel fez pouco caso do que falei, ainda olhando para Arthur com uma expressão que só poderia ser descrita como embasbacada. – De qualquer jeito, essa calça é maneiríssima. Arthur sorriu.
– Vou dizer ao meu alfaiate que a obra dele é “show” e “maneiríssima”. Tenho certeza de que ele ficará agradecido em saber que pode competir com a Gap. Ele fez menção de puxar uma cadeira para mim, mas foi minha vez de segurar sua mão.
 – Eu puxo.
 – Como quiser – respondeu ele, recuando.
 – Ah, eu gostaria de morar na Romênia – suspirou Mel, apoiando o queixo nas mãos gorduchas. – Seus modos são tão...
– Impecáveis. – Arthur forneceu a palavra a ela.
– Ah, que ótimo – murmurei, examinando minha bandeja. – Esqueci de pegar uma colher.
 – Já volto – ofereceu Arthur, levantando-se.
 – Não, eu pego – insisti, levantando-me também. Arthur passou por trás de mim, apertou meus ombros com aquelas mãos poderosas e me guiou de modo delicado porém firme de volta para a cadeira. Ele se inclinou por cima de mim, falando baixinho, ainda me segurando. Seu hálito frio roçou minha orelha e mais uma vez tive aquela sensação traidora, de frio na barriga. – Roberta, pelo amor de Deus – disse ele. – Permita que eu faça ao menos uma gentileza comum por você. Apesar do que prega o feminismo, o cavalheirismo não sugere que as mulheres sejam impotentes. Ao contrário: ele é uma admissão da superioridade das mulheres. Um reconhecimento do poder que vocês têm sobre nós. Essa é a única forma de servidão que um Vladescu se permite e eu faço isso com prazer por você. Sua obrigação é aceitar com graciosidade. Arthur soltou meus ombros e saiu andando antes que eu pudesse responder.
 – Não faço ideia do que ele quis dizer, mas foi, tipo, a coisa mais excitante que alguém já falou. – Mel seguiu Arthur com o olhar. – Como você é sortuda! Por que meus pais não recebem estudantes de intercâmbio?
 – Eu gostaria que ele fosse problema seu – respondi. Ah, como gostaria! Se ao menos Mel soubesse como Arthur Vladescu era maluco! Se soubesse o que ele dizia ser... – Por que ele precisa agir assim? Só quero que me deixe em paz. Mel enfiou um canudinho em sua caixinha de achocolatado.
– Não entendo você, Ro. Quando a gente tinha 5 anos, você só queria se vestir de princesa. Agora um príncipe encantado de verdade fica de quatro por sua causa e você reclama!
– Ah, Mel, só não fique encorajando o cara, beleza?
 – Está vidrada demais no Jake Zinn para ver que a realeza europeia está dando em cima de você, Ro. Vai perder seu tempo com um cara que se diverte tirando leite de vaca?
– A família do Jake nem tem vacas – protestei. – Eles mexem com agricultura. Ei, achei que você gostasse do Jake. Ficou babando pelos músculos dele outro dia!

– Ah, ei, Arthur – disfarçou Mel, me chutando por baixo da mesa. – Você voltou depressa. 

Continua...

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