segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O Caçador de sonhos - Cap. 4


E no momento ela dedicava todo seu tempo a restaurar a reputação de seu pai, tinha tratado de provar a seus colegas e investidores. Embora se supusesse que ela não podia competir em um campo dominado por homens, mas assim era a norma.
Mas ela tinha tido um êxito admirável. Assim, o que importava se ela não era a mais elegante das mulheres? Tinham-na elogiado muito e, além disso, tinha pegado a ruinosa companhia de seu pai e a tinha transformado em pouco mais de três anos desde sua morte. Blanco Salvage era agora uma das principais companhias da Grécia, e como já tinha reconstruído a companhia de seu pai, também queria transformar em realidade seu último desejo.
Isso sempre tinha sido suficiente para ela.
Ou isso pensava até que uma sufocante noite dois meses atrás Arthur apareceu pela primeira vez em seus sonhos.
No mesmo instante em que pôs seus olhos sobre ele tinha ficado apanhada.
Ele a girou em seus braços para que o enfrentasse. Mordiscando o lábio, Lua procurou seus abrasadores olhos. Ele levava um par de calças de couro negro e umas botas, nada mais... A suave brisa agitava seu ondulado cabelo ao redor de seu rosto brincando com ele, e provocando cócegas em suas bochechas.
 -O que te alterou hoje, agamenepee? Perguntou ele, em um tom que sempre lhe provocava calafrios.
Lua apoiou a cabeça contra o oco de seu musculoso ombro, assim ela podia respirar sua essência e conseguir acalmar-se.
Se tão somente fosse real...
-Eles não querem nos dar nossas permissões. Sussurrou, riscando a linha de seu mamilo e observando como se apertava. -E não posso assassiná-los por isso. Sei que encontramos a Atlântida. Sei. Estou tão perto que posso senti-la e agora... Agora é impossível.
Ela apertou os dentes com frustração, agradecida por contar com alguém a quem confiar como se sentia realmente. Sua equipe esperava que ela mantivesse calma e sossegada o tempo todo, quando o que ela realmente queria fazer era golpear ao oficial até que lhe desse o que necessitava.
Malditos sejam por isso.
-Vou falhar, - disse ela com a voz embargada. -Ao passo que vamos. Sophia tem razão. Seremos muito velhos até para recordar o que era que estávamos procurando.
Arthur embalou seu rosto entre suas grandes mãos e ficou olhando com o cenho franzido. -Não entendo por que isto é tão importante para ti.
-Porque meu pai morreu como um alcoólatra quebrado. Eu quero que tudo o que riu alguma vez dele tenham que comer suas palavras. Quero provar ao mundo que meu pai não lutava contra moinhos de vento. Quero manter a promessa que lhe fiz. Eu devo isso a ele.
Arthur agachou à cabeça e a olhou aos olhos como se pudesse ver diretamente sua alma. -Encontrar a Atlântida te faria realmente feliz?
-Mais que tudo.
-Então o fará. Darei a Atlântida a você.
Ela sorriu ante essa absurda declaração. Cara, quando seu subconsciente ia ao espaço, realmente ia.
Ainda assim, significava muito para ela ter ao menos uma pessoa de confiança. Não passava nada se ele não era real. Necessitava seu hipotético apoio e estava agradecida de tê-lo.
Arthur agachou à cabeça e capturou seus lábios com os seus. Lua gemeu ao notar o doce sabor dele. Não havia ninguém na terra que tivesse o mesmo sabor que ele. Ninguém que a fizesse sentir-se melhor em seus braços, embora fosse provável que por isso estivesse relegado a seus sonhos.
Mas estava contente de tê-lo aí, sentir sua cálida pele deslizando-se contra a sua.
Oh, ela poderia comer vivo este homem.
Suas mãos deslizaram habilmente o vestido branco, que desceu deslizando de seus ombros, em menos de um suspiro estava nua diante dele, este mordiscou e saboreou sua boca com seus lábios e sua língua. Ela se assombrou pela facilidade com que se rendia a ele, ainda em sonhos. Na vida real, Lua nunca tinha sido o tipo de mulher que permitia que um homem pusesse sua vida de pernas para o ar. Que permite que a paixão a domine.
Ela era uma mulher de gelo, lógica e com as emoções sob controle.
Era por isso que ela amava tanto seus sonhos. Neles era livre para estar com o Arthur sem preocupações. Não havia perigo de gravidez ou enfermidade. Não tinha que preocupar-se em ver seu rosto à manhã seguinte.
Não havia risco de decepção ou de risada cruel. Ela tinha o controle de seus sonhos e dele.  Quando estava com ele se sentia a salvo e quente, e era o melhor momento do dia.
Ele a deixou com cuidado no arenoso chão e cobriu seu corpo com o seu. OH…, lhe sentir assim era incrível. O couro de suas calças acariciava suas pernas enquanto lhe separava suas coxas com o joelho.
Ele moveu sua boca sobre ela, fazendo seus inchados seios gritar por seus beijos.
Ofegante e débil, ela se aferrou a sua cabeça enquanto ele movia sua língua para trás e adiante sobre o ereto mamilo. Seu fôlego queimava contra sua ruborizada pele.
-Isso-, disse ele enquanto sua mão descendia com facilidade procurando o lugar dentro dela que clamava por ele. Seus cálidos dedos acariciaram e pressionaram até que ela sentiu crescer o orgasmo. - Me dê toda sua paixão, Lua. Deixe-me sentir seu prazer. Deixe-me prová-lo.
Beijando grosseiramente, ela empurrou seus quadris contra sua mão, procurando ainda mais prazer dele. -Quero mais-, demandou ela, alargando a mão para agarrar seu zíper.
Ele sorriu perversamente. -E eu lhe darei isso.
-LUA!



Continua...

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