E no momento ela dedicava
todo seu tempo a restaurar a reputação de seu pai, tinha tratado de provar a
seus colegas e investidores. Embora se supusesse que ela não podia competir em
um campo dominado por homens, mas assim era a norma.
Mas ela tinha tido um
êxito admirável. Assim, o que importava se ela não era a mais elegante das
mulheres? Tinham-na elogiado muito e, além disso, tinha pegado a ruinosa
companhia de seu pai e a tinha transformado em pouco mais de três anos desde
sua morte. Blanco Salvage era agora uma das principais companhias da Grécia, e
como já tinha reconstruído a companhia de seu pai, também queria transformar em
realidade seu último desejo.
Isso sempre tinha sido
suficiente para ela.
Ou isso pensava até que
uma sufocante noite dois meses atrás Arthur apareceu pela primeira vez em seus
sonhos.
No mesmo instante em que
pôs seus olhos sobre ele tinha ficado apanhada.
Ele a girou em seus
braços para que o enfrentasse. Mordiscando o lábio, Lua procurou seus
abrasadores olhos. Ele levava um par de calças de couro negro e umas botas,
nada mais... A suave brisa agitava seu ondulado cabelo ao redor de seu rosto
brincando com ele, e provocando cócegas em suas bochechas.
-O que te alterou hoje, agamenepee? Perguntou
ele, em um tom que sempre lhe provocava calafrios.
Lua apoiou a cabeça
contra o oco de seu musculoso ombro, assim ela podia respirar sua essência e
conseguir acalmar-se.
Se tão somente fosse
real...
-Eles não querem nos dar
nossas permissões. Sussurrou, riscando a linha de seu mamilo e observando como
se apertava. -E não posso assassiná-los por isso. Sei que encontramos a
Atlântida. Sei. Estou tão perto que posso senti-la e agora... Agora é
impossível.
Ela apertou os dentes com
frustração, agradecida por contar com alguém a quem confiar como se sentia
realmente. Sua equipe esperava que ela mantivesse calma e sossegada o tempo
todo, quando o que ela realmente queria fazer era golpear ao oficial até que
lhe desse o que necessitava.
Malditos sejam por isso.
-Vou falhar, - disse ela
com a voz embargada. -Ao passo que vamos. Sophia tem razão. Seremos muito
velhos até para recordar o que era que estávamos procurando.
Arthur embalou seu rosto
entre suas grandes mãos e ficou olhando com o cenho franzido. -Não entendo por que
isto é tão importante para ti.
-Porque meu pai morreu
como um alcoólatra quebrado. Eu quero que tudo o que riu alguma vez dele tenham
que comer suas palavras. Quero provar ao mundo que meu pai não lutava contra moinhos
de vento. Quero manter a promessa que lhe fiz. Eu devo isso a ele.
Arthur agachou à cabeça e
a olhou aos olhos como se pudesse ver diretamente sua alma. -Encontrar a
Atlântida te faria realmente feliz?
-Mais que tudo.
-Então o fará. Darei a Atlântida
a você.
Ela sorriu ante essa
absurda declaração. Cara, quando seu subconsciente ia ao espaço, realmente ia.
Ainda assim, significava
muito para ela ter ao menos uma pessoa de confiança. Não passava nada se ele
não era real. Necessitava seu hipotético apoio e estava agradecida de tê-lo.
Arthur agachou à cabeça e
capturou seus lábios com os seus. Lua gemeu ao notar o doce sabor dele. Não
havia ninguém na terra que tivesse o mesmo sabor que ele. Ninguém que a fizesse
sentir-se melhor em seus braços, embora fosse provável que por isso estivesse
relegado a seus sonhos.
Mas estava contente de tê-lo
aí, sentir sua cálida pele deslizando-se contra a sua.
Oh, ela poderia comer
vivo este homem.
Suas mãos deslizaram
habilmente o vestido branco, que desceu deslizando de seus ombros, em menos de
um suspiro estava nua diante dele, este mordiscou e saboreou sua boca com seus
lábios e sua língua. Ela se assombrou pela facilidade com que se rendia a ele,
ainda em sonhos. Na vida real, Lua nunca tinha sido o tipo de mulher que
permitia que um homem pusesse sua vida de pernas para o ar. Que permite que a
paixão a domine.
Ela era uma mulher de
gelo, lógica e com as emoções sob controle.
Era por isso que ela
amava tanto seus sonhos. Neles era livre para estar com o Arthur sem
preocupações. Não havia perigo de gravidez ou enfermidade. Não tinha que
preocupar-se em ver seu rosto à manhã seguinte.
Não havia risco de
decepção ou de risada cruel. Ela tinha o controle de seus sonhos e dele. Quando estava com ele se sentia a salvo e
quente, e era o melhor momento do dia.
Ele a deixou com cuidado
no arenoso chão e cobriu seu corpo com o seu. OH…, lhe sentir assim era
incrível. O couro de suas calças acariciava suas pernas enquanto lhe separava
suas coxas com o joelho.
Ele moveu sua boca sobre
ela, fazendo seus inchados seios gritar por seus beijos.
Ofegante e débil, ela se
aferrou a sua cabeça enquanto ele movia sua língua para trás e adiante sobre o
ereto mamilo. Seu fôlego queimava contra sua ruborizada pele.
-Isso-, disse ele
enquanto sua mão descendia com facilidade procurando o lugar dentro dela que
clamava por ele. Seus cálidos dedos acariciaram e pressionaram até que ela
sentiu crescer o orgasmo. - Me dê toda sua paixão, Lua. Deixe-me sentir seu
prazer. Deixe-me prová-lo.
Beijando grosseiramente,
ela empurrou seus quadris contra sua mão, procurando ainda mais prazer dele.
-Quero mais-, demandou ela, alargando a mão para agarrar seu zíper.
Ele sorriu perversamente.
-E eu lhe darei isso.
-LUA!
Continua...

Nenhum comentário:
Postar um comentário