sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Prometida a um vampiro - Cap. 18




#MaratonParte8/10

– Coma. Fique feliz por ter curvas. Por ter uma presença. Dei um sorrisinho sem graça, mas mesmo assim empurrei sua mão. Pretendia perder uns dois quilos.
– Não, obrigada. Arthur suspirou irritado e enfiou a colher de volta no pote.
 – Lua, aceite quem você é. Uma mulher com o poder que você desfrutará não precisa seguir a moda nem se abalar com a zombaria maliciosa dos inferiores.
– Pode parar com esse papinho de realeza – avisei, batendo com o pano de limpar a pia. Qualquer pequeno sentimento caloroso que eu pudesse ter tido pelo Arthur desapareceu. De repente senti raiva. – E não me chame por esse nome.
– Ah, Roberta. Eu não quis chateá-la – disse ele, pousando o pote na bancada. Sua voz se suavizou. – Eu só tentei...
– Sei o que você tentou. Você tenta todo dia. Nós estávamos parados, olhando um para o outro. Arthur começou a estender a mão para mim e de repente mudou de ideia. – Olha, precisamos ter uma conversa séria – anunciei. – Sobre todo esse negócio de “pacto”. Esse lance de “fazer a corte”. Arthur fez uma pausa, pensativo. E então, para minha surpresa, concordou.
– É. Acho que deveríamos.
– Agora.
– Não – respondeu ele, pegando a imitação de sorvete de novo. – Amanhã à noite. Nos meus aposentos. Tenho algo para lhe mostrar.
 – O quê?
 – Prefiro que seja surpresa. É outro dos grandes prazeres da vida. Na maior parte das vezes. Bom, algumas vezes. Não gostei da ideia. Tinha encarado surpresas o bastante nos últimos tempos. Mas mesmo assim concordei. Não me importava se Arthur me daria de presente a escritura do seu castelo, um rebanho de ovelhas – ou o que quer que usassem como dote na Romênia. Iria convencê-lo de uma vez por todas de que nosso “noivado” estava rompido.
– Então, até amanhã à noite – falei, enxugando a bancada. – E lave a tigela quando terminar.
– Boa noite, Roberta.
 Eu sabia que encontraria aquela tigela na pia no dia seguinte.

Continua...

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