#maratonaparte10/10
Ele a deitou de costas. Mesmo através da calça do pijama, Lua sentiu a
ereção, quente e rígida, contra os quadris, quando ele pegou suas nádegas com
as mãos e ofegou em seu ouvido.
- Você precisa parar. - ela conseguiu dizer, por fim, a voz soando
fraca.
- Parar com o quê? - ele perguntou. - Com isto? - Arthur brincou com a
língua ao redor de sua orelha.
Ela emitiu um ruído de prazer. Arrepios a percorriam, e eram como brasas
queimando cada centímetro de seu corpo. Os seios enrijeceram ainda mais de
encontro ao peito forte.
- Ou isto? - ele inseriu uma das mãos sob sua calcinha, tocando-a no
ponto onde ela mais ansiava por ele.
Lua retesou o corpo, excitada, em resposta à mão entre suas pernas, e
arqueou as costas. Oh, ele era maravilhoso! Ele massageou a pele macia e
pulsante com um dedo, fazendo-a arder por inteiro, antes de finalmente
penetrá-la com dois dedos.
Enquanto fazia movimentos circulares, provocando, acariciando, Arthur
massageava a protuberância sensível com o polegar.
- Ohhhh... - ela gemeu, inclinando a cabeça para trás diante de tamanho
prazer.
Agarrou-se a ele, conforme os dedos e a língua prosseguiam a implacável
investida. Sem controle, esfregou-se ousadamente nele, buscando ainda mais o
calor e o toque masculinos.
Arthur fechou os olhos, deliciando-se com o aroma de Lua, com a sensação
dos braços que o envolviam. Ela lhe pertencia.
Sentia-a estremecendo e vibrando ao redor de sua mão, enquanto o corpo
macio se contraía com suas carícias. A qualquer momento, ela atingiria o
clímax.
Pensando nisso, ergueu a camiseta dela e abaixou a cabeça até um mamilo
teso, sugando gentilmente a aréola e desfrutando a sensação da carne enrijecida
provocando sua língua.
Não se lembrava de uma mulher ter um gosto tão bom. Era um sabor que
ficaria marcado em sua mente, um sabor do qual nunca se esqueceria. E ela
estava pronta para ele.
Quente, úmida, apertada... do jeito que apreciava um corpo feminino.
Rasgou o fino tecido da calcinha, que impedia seu acesso à parte dela que
ansiava explorar completamente. E por um bom tempo.
Lua escutou o tecido sendo rasgado, mas não conseguiu detê-lo. Sua
vontade já não lhe pertencia mais. Fora consumida pelas sensações, tão intensas
que tudo o que ela desejava era a satisfação. Precisava atingir o clímax!
Enterrou as mãos nos cabelos negras, não querendo que ele se afastasse
nem por um segundo. Arthur livrou-se das calças e afastou suas pernas. Tomada
pelo calor que fazia seu corpo arder, Lua prendeu o fôlego enquanto ele
acomodava o corpo grande e forte entre suas coxas.
Sentindo a masculinidade pressioná-la, arqueou os quadris e agarrou os
ombros largos, desejando-o dentro de si com um desespero inacreditável.
De repente, o telefone tocou. Lua sobressaltou-se com o som, recuperando
o controle.
- Que barulho é esse? - ele resmungou. Grata pela interrupção, ela saiu
de baixo dele, trêmula, com o corpo ardendo.
- É um telefone. - ela explicou, antes de se inclinar sobre o
criado-mudo e pegar o aparelho. Suas mãos tremiam ao levar o fone ao ouvido.
Arthur praguejou, rolando para o lado.
- Mel, graças a Deus é você! - ela exclamou assim que ouviu a voz da
amiga.
Oh, como estava grata pela habilidade de Mel saber o momento exato de
telefonar!
- O que foi? - perguntou Mel.
- Pare com isso. - Lua repreendeu Arthur ao sentir que ele lambia suas
costas na direção das nádegas. Empurrou-o para trás e afastou-se um pouco.
- Não estou fazendo nada. - disse Mel.
- Não é você, Mel.
Do outro lado da linha, houve um silêncio tumular.
- Escute - Lua falou, com a voz severa -, preciso que pegue algumas
roupas do Nico e traga para cá. Agora.
- Funcionou! - o grito agudo quase estourou o tímpano de Lua. - Oh, meu
Deus, funcionou! Aleluia! Não consigo acreditar! Estou indo!
Lua desligou o telefone, enquanto a língua de Arthur traçava um caminho
de suas nádegas para sua...
- Pare com isso!
Ele se afastou e fitou-a, chocado.
- Você não gosta quando eu faço isso?
- Não foi isso que eu disse. - ela respondeu, antes que pudesse
conter-se. Ele se aproximou de novo... Lua saiu às pressas da cama. - Preciso
me aprontar para o trabalho.
Ele se apoiou em um dos braços e a observou recolher a calça do pijama e
atirá-la em sua direção. Pegou-a com a outra mão, deslizando lentamente o olhar
pelo corpo de Lua.
- Por que você não liga e avisa que está doente?
- Ligar e avisar que estou doente? - ela repetiu. - Como você sabe o que
é isso?
Ele deu de ombros.
- Eu já lhe disse. Posso escutar durante o meu confinamento. É isso que
me permite aprender idiomas e compreender as alterações na sintaxe.
Como uma graciosa pantera erguendo-se, ele empurrou o cobertor e saiu da
cama. Sem a calça. Com o corpo ainda totalmente ereto. Fascinada, ela não
conseguiu se mover.
- Nós não terminamos. - disse ele, em uma voz baixa e profunda,
alcançando-a.
- Ah, nós terminamos, sim!
Ela correu para a segurança do banheiro e trancou a porta.
Frustrado, Arthur cerrou os dentes e teve um impulso súbito de bater a
cabeça na parede. Por que ela estava sendo tão teimosa?
Olhou para o corpo excitado e praguejou:
- E por que você não se comporta por cinco minutos?!
Continua...

Maiss tô mega curiosa
ResponderExcluirBjss