sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Prometida a um vampiro - Cap. 20




#MaratonaParte10/10

– Bem-vinda – disse Arthur, abrindo a porta do seu quarto e recuando para que eu entrasse. – Você é minha primeira visita.
 – Grande coisa. Arthur fechou a porta atrás de nós.
– Ora, essa é uma reação muito agradável. Digna de uma dama.
Fiquei boquiaberta.
– O que você fez com esse lugar? – Enquanto meus olhos se acostumavam à luz fraca, fui notando mais e mais detalhes no cômodo. – Uau!

 O quarto, que já fora decorado com lixo de brechó, tinha sido reformado ao estilo do que presumi ser um castelo romeno. Uma colcha de veludo vermelho-sangue decorava a cama, um tapete persa elegantemente desgastado cobria parte do carpete bege remanescente e as paredes tinham sido pintadas de um cinza-azulado fechado. Cor de pedra. Meu olhar parou de repente num suporte na parede com o que pareciam ser armas antigas. Coisas afiadas. Coisas pontudas.
 – O que aconteceu com a coleção internacional de bonecos indígenas da mamãe? – Eles foram repatriados. Pela expressão irônica e satisfeita no rosto de Arthur, tive a sensação de que o exílio dos bonecos era permanente. – Mamãe e papai vão matar você quando virem isso.
– Impossível. – Ele riu. – Além do mais, é tudo superficial. Pode ser revertido. Mas por que alguém preferiria badulaques vagabundos a isso... – Ele fez um gesto indicando o quarto ao redor. – E você, Roberta? Gosta do que fiz?
– É... interessante – respondi, evasiva. – Quando você arrumou tempo para fazer isso e sem que ninguém percebesse?
– Pode-se dizer que sou uma pessoa de hábitos noturnos. À medida que minha perplexidade foi se esvaindo, a raiva contra Arthur voltou à superfície. – Por falar em suas atividades noturnas, não gostei do livro – avisei. – Nem de como você o entregou. Arthur deu de ombros.
– Talvez, com o tempo, você o considere útil.
– Claro. Vou deixá-lo na minha estante, bem ao lado do Guia para o idiota sobre como se tornar uma criatura que não existe. Arthur gargalhou.
– Muito engraçado. Eu não sabia que você fazia piadas.
– Sou uma pessoa engraçada – me defendi. – E, a propósito, eu não ronco.
 – Ronca, sim. E murmura também. Meu sangue congelou. O sonho... – O quê? O que você ouviu?

Continua...

4 comentários:

  1. Faz outra maratona por favor pois estou curiosa e tô amando a web
    Bjss da sua leitora n°1 bjssss

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    1. Oii, é muito bom ver que tem gente gostando... Bem vou fazer mais uma maratona só que não posso prometer pra amanhã... Bjsss

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    2. Oii, é muito bom ver que tem gente gostando... Bem vou fazer mais uma maratona só que não posso prometer pra amanhã... Bjsss

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Prometida a um Vampiro - Cap.71