- Você tem colecionado livros por um bom tempo. - ele comentou, olhando as prateleiras repletas. Ela anuiu.
- Eles eram meus melhores amigos enquanto eu crescia. Acho que o amor
pela leitura é provavelmente o maior presente que meus pais me deram. - Ela
ergueu Peter Pan. - Este era do meu pai quando ele era criança. É meu bem mais
apreciado. - Colocou-o na prateleira e pegou uma cópia de Beleza Negra. - Este
aqui, minha mãe leu várias vezes para mim. - Lua mostrou-lhe rapidamente alguns
títulos. - Vidas Sem Rumo - sussurrou com reverência -, era meu livro favorito
na escola. Oh, e este, Can You Sue Your Parents for Malpractice?
Arthur riu.
- Vejo o quanto eles significavam para você. Seu rosto inteiro está
brilhando.
Algo nos olhos de Arthur a levou a considerar que ele estava pensando em
uma forma de fazê-la brilhar também.
Engolindo em seco ante o pensamento, ela se virou e procurou um livro na
prateleira à sua direita, onde mantinha os clássicos, enquanto Arthur olhava à
esquerda.
- Que tal este aqui? - ele perguntou, estendendo-lhe um dos romances
históricos.
Lua riu com nervosismo diante do casal seminu abraçado na capa.
- Oh, acho que não.
Ele olhou para a capa com a sobrancelha arqueada.
- Certo. - ela falou, tomando o livro da mão dele. - Você descobriu meu
segredo. Sou uma terrível viciada em romances históricos, mas a última coisa de
que você precisa é que eu leia em voz alta uma excitante cena de amor.
Ele fitou seus lábios.
- Eu preferiria criar uma excitante cena de amor. - ele sussurrou,
movendo-se até parar diante dela.
Lua tremia. Com as costas junto à prateleira, não podia recuar.
Ele pôs um braço sobre sua cabeça ao pressionar o corpo contra o dela,
antes de tomar-lhe os lábios. Fechando os olhos, tudo o que podia sentir ou
cheirar era Arthur. Ele a envolvia de uma forma perturbadora.
Desta vez, ele manteve as mãos longe dela, tocando apenas seus lábios
com os dele. Não importava, pois, mesmo assim, ficou zonza.
Como a esposa dele podia ter escolhido outro homem no lugar de Arthur?
Como qualquer mulher em sã consciência podia não desejar este homem? Ele era o
paraíso.
Arthur aprofundou o beijo, explorando sua boca. Ela sentia o coração
dele batendo com força conforme os músculos flexionavam-se ao seu redor.
Nunca tivera tamanha consciência de outro ser humano. Ele a levava ao
limite, fazendo-a experimentar sensações que não sabia existirem.
Afastando-se um pouco, ele pressionou a face contra a dela. O hálito
morno agitava seus cabelos e provocava arrepios por seu corpo.
- Desejo-a tanto, Lua... - ele sussurrou. - Quero sentir suas pernas ao
meu redor, seus seios contra o meu peito, escutá-la gemer enquanto eu faço amor
lento e doce com você. Quero seu cheiro no meu corpo, sua respiração na minha
pele... - Tenso, ele se afastou. - Porém, estou acostumado a desejar o que eu não
posso ter.
Continua....

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