quarta-feira, 22 de março de 2017

Amante da fantasia - Cap. 108



- Você tem colecionado livros por um bom tempo. - ele comentou, olhando as prateleiras repletas. Ela anuiu.


- Eles eram meus melhores amigos enquanto eu crescia. Acho que o amor pela leitura é provavelmente o maior presente que meus pais me deram. - Ela ergueu Peter Pan. - Este era do meu pai quando ele era criança. É meu bem mais apreciado. - Colocou-o na prateleira e pegou uma cópia de Beleza Negra. - Este aqui, minha mãe leu várias vezes para mim. - Lua mostrou-lhe rapidamente alguns títulos. - Vidas Sem Rumo - sussurrou com reverência -, era meu livro favorito na escola. Oh, e este, Can You Sue Your Parents for Malpractice?


Arthur riu.


- Vejo o quanto eles significavam para você. Seu rosto inteiro está brilhando.


Algo nos olhos de Arthur a levou a considerar que ele estava pensando em uma forma de fazê-la brilhar também.


Engolindo em seco ante o pensamento, ela se virou e procurou um livro na prateleira à sua direita, onde mantinha os clássicos, enquanto Arthur olhava à esquerda.


- Que tal este aqui? - ele perguntou, estendendo-lhe um dos romances históricos.


Lua riu com nervosismo diante do casal seminu abraçado na capa.


- Oh, acho que não.


Ele olhou para a capa com a sobrancelha arqueada.


- Certo. - ela falou, tomando o livro da mão dele. - Você descobriu meu segredo. Sou uma terrível viciada em romances históricos, mas a última coisa de que você precisa é que eu leia em voz alta uma excitante cena de amor.


Ele fitou seus lábios.


- Eu preferiria criar uma excitante cena de amor. - ele sussurrou, movendo-se até parar diante dela.


Lua tremia. Com as costas junto à prateleira, não podia recuar.


Ele pôs um braço sobre sua cabeça ao pressionar o corpo contra o dela, antes de tomar-lhe os lábios. Fechando os olhos, tudo o que podia sentir ou cheirar era Arthur. Ele a envolvia de uma forma perturbadora.


Desta vez, ele manteve as mãos longe dela, tocando apenas seus lábios com os dele. Não importava, pois, mesmo assim, ficou zonza.


Como a esposa dele podia ter escolhido outro homem no lugar de Arthur? Como qualquer mulher em sã consciência podia não desejar este homem? Ele era o paraíso.


Arthur aprofundou o beijo, explorando sua boca. Ela sentia o coração dele batendo com força conforme os músculos flexionavam-se ao seu redor.


Nunca tivera tamanha consciência de outro ser humano. Ele a levava ao limite, fazendo-a experimentar sensações que não sabia existirem.


Afastando-se um pouco, ele pressionou a face contra a dela. O hálito morno agitava seus cabelos e provocava arrepios por seu corpo.


- Desejo-a tanto, Lua... - ele sussurrou. - Quero sentir suas pernas ao meu redor, seus seios contra o meu peito, escutá-la gemer enquanto eu faço amor lento e doce com você. Quero seu cheiro no meu corpo, sua respiração na minha pele... - Tenso, ele se afastou. - Porém, estou acostumado a desejar o que eu não posso ter.



Continua....

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