CARO TIO VASILE,
Continuo aguardando sua resposta
às minhas preocupações relativas ao destino quase certo de Roberta, caso ela
assuma o trono.
Não tem nada a me dizer?
Como devo entender seu silêncio?
Sinceramente, Vasile, é
exaustivo navegar por essa situação com pouca orientação, a milhares de
quilômetros de casa. Estou cansado de competir, sem sucesso, com um camponês.
Estou exaurido pelos ferimentos físicos. Fico impaciente por... por quê? Algo
que nem sei qualificar. Entedio-me de minha própria natureza, meus pensamentos,
meu passado e meu futuro, aqui, deitado. Na ausência de um comentário
construtivo, prosseguirei como meu instinto determina em relação a Lua.
Duvido que concordará com meu
modo de agir, mas me sinto frustrado, irrequieto e imprudentemente
voluntarioso. Luto contra o freio que o senhor pôs na minha boca por tanto
tempo.
Seu sobrinho, Arthur.

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