- E meus filhos? - ele perguntou, pedindo que sua família lhe
restituísse as únicas duas pessoas que tinham significado algo para ele.
- Você sabe que não podemos desfazer isso.
Ele a amaldiçoou. Os deuses apenas tomavam dele. Nunca lhe tinham dado
nada.
Atena tocou-o de leve no rosto.
- Escolha com sabedoria. - ela sussurrou, e então sumiu.
- Arthur? Com quem você está falando?
Ele piscou quando Lua parou na porta.
- Com ninguém. Apenas comigo mesmo.
- Oh! - Ela aceitou a mentira sem questionar. - Estava pensando em
levá-lo de novo ao bairro francês hoje à tarde. Podemos visitar o aquário. O
que acha?
- Claro. - ele respondeu, saindo do banheiro.
Lua franziu a testa, mas não falou mais nada enquanto se dirigia às
escadas.
Arthur foi ao quarto trocar de roupa. Enquanto punha a calça, avistou as
fotografias de Lua sobre a cômoda.
Ela parecia tão feliz na infância. Tão livre.
Apreciava particularmente a foto em que a mãe passava o braço pelo
pescoço de Lua, enquanto ambas riam.
Naquele momento, soube a verdade.
Não importava o quanto desejasse que fosse diferente, nunca poderia
ficar ali com Lua.
Ela mesma dissera isso na noite em que ele surgira. Ela tinha a própria
vida, que não o incluía.
Não, ela não precisava de alguém como ele.
Alguém que apenas atrairia atenção indesejada dos deuses sobre ela.
Venceria a maldição e aceitaria a oferta de Atena. Não pertencia àquele
lugar. Pertencia à Macedônia antiga.
E sozinho.
Continua...

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