quinta-feira, 30 de março de 2017

Amante da fantasia - Cap. 116


– Arthur! – ela exclamou.

Afastou-se e, ao notar que ele estava excitado, ficou vermelha.

– Sinto muito.

– Eu também – ele sussurrou.

Infelizmente, ela ainda precisava mover o banco. Portanto, ele foi obrigado a resistir àquela posição uma vez mais. Cerrando os entes, Arthur ergueu um braço e agarrou o apoio para a cabeça, apertando-o com força e lutando contra o ardente desejo que o dominava.

– Você está bem? – ela indagou, depois que conseguiu ajeitar o assento e se endireitar.

– Oh, sim – ele respondeu com sarcasmo. – Estou ótimo, considerando que andei sobre fogueiras que me provocaram um sofrimento menor do que este que minha virilha está causando no momento.

– Eu disse que sinto muito. Ele apenas a fitou. Lua deu-lhe um tapinha gentil no braço. – Certo, você consegue alcançar os pedais?

– Eu gostaria de alcançar os seus pedais...

– Arthur! – ela o repreendeu. O homem era realmente lascivo. – Você pode se concentrar?

– Está bem, estou me concentrando.

– Eu não quis dizer nos meus seios. Ele desviou o olhar ardente para seu colo. – Aí também não. Para seu espanto, ele brincou fazendo um beicinho que lembrava o de uma criança contrariada. A expressão incomum levou-a a rir outra vez. – Certo. O pedal à esquerda é a embreagem, o do meio é o freio e o da direita é o acelerador. Você se lembra do que eu disse a respeito deles?

– Sim.

– Ótimo. Agora, a primeira coisa que você faz é pressionar a embreagem e engatar a marcha. – Ela colocou a mão dele no câmbio e mostrou-lhe como movê-lo.

– Sabe, Lua, você não deveria acariciar isso na minha frente. É cruel.

– Arthur! Você pode se comportar? Estou só tentando mostrar como usar o câmbio.

Ele bufou.

– Eu gostaria que você mexesse no meu câmbio dessa forma.


Continua...

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