– Arthur! – ela exclamou.
Afastou-se e, ao notar que ele estava excitado, ficou
vermelha.
– Sinto muito.
– Eu também – ele sussurrou.
Infelizmente, ela ainda precisava mover o banco. Portanto,
ele foi obrigado a resistir àquela posição uma vez mais. Cerrando os entes, Arthur
ergueu um braço e agarrou o apoio para a cabeça, apertando-o com força e
lutando contra o ardente desejo que o dominava.
– Você está bem? – ela indagou, depois que conseguiu
ajeitar o assento e se endireitar.
– Oh, sim – ele respondeu com sarcasmo. – Estou ótimo,
considerando que andei sobre fogueiras que me provocaram um sofrimento menor do
que este que minha virilha está causando no momento.
– Eu disse que sinto muito. Ele apenas a fitou. Lua deu-lhe
um tapinha gentil no braço. – Certo, você consegue alcançar os pedais?
– Eu gostaria de alcançar os seus pedais...
– Arthur! – ela o repreendeu. O homem era realmente
lascivo. – Você pode se concentrar?
– Está bem, estou me concentrando.
– Eu não quis dizer nos meus seios. Ele desviou o olhar
ardente para seu colo. – Aí também não. Para seu espanto, ele brincou fazendo
um beicinho que lembrava o de uma criança contrariada. A expressão incomum
levou-a a rir outra vez. – Certo. O pedal à esquerda é a embreagem, o do meio é
o freio e o da direita é o acelerador. Você se lembra do que eu disse a
respeito deles?
– Sim.
– Ótimo. Agora, a primeira coisa que você faz é pressionar
a embreagem e engatar a marcha. – Ela colocou a mão dele no câmbio e
mostrou-lhe como movê-lo.
– Sabe, Lua, você não deveria acariciar isso na minha
frente. É cruel.
– Arthur! Você pode se comportar? Estou só tentando mostrar
como usar o câmbio.
Ele bufou.
– Eu gostaria que você mexesse no meu câmbio dessa forma.
Continua...

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