Ben riu. Até perceber que Arthur não estava brincando.
- É mesmo?
- Nomeado por causa de seu general macedônio, pode-se dizer.
- Seu pai deve ter sido como o meu. Apaixonado por todas as coisas
gregas.
- A fidelidade dele relacionava-se, na verdade, a Esparta.
Ben riu ainda mais e olhou para Mel.
- Por que você não o leva à nossa próxima reunião do Clube Sócrates?
Adoraria que nossos colegas o conhecessem. Não encontro com frequência alguém
que conheça quase tanta história grega quanto eu. - Voltou-se para Arthur. -
Foi um prazer conhecê-lo. Até mais. - disse e acenou para Mel.
- Ora - Mel falou assim que Ben sumiu na multidão -, você, meu amigo,
conseguiu o impossível. Acabou de impressionar um dos maiores estudiosos de
Grécia Antiga do país.
Arthur não pareceu importar-se, mas Lua, sim.
- Mai, você acha que é possível que Arthur seja um professor
universitário, assim que ele romper a maldição? Eu estava pensando que ele...
- Não faça isso, Lua. - ele a interrompeu.
- Não faça o quê? Você vai precisar de algo...
- Não vou ficar aqui.
O olhar frio era o mesmo que ele tinha na noite em que o evocara. E a
magoava.
- O que você quer dizer? - Lua perguntou.
Ele evitou seu olhar.
- Atena me ofereceu um jeito de voltar para casa. Assim que a maldição
for rompida, ela me mandará de volta para a Macedônia.
Lua esforçou-se para respirar.
- Entendo. - ela falou, mesmo que por dentro estivesse morrendo. - Você
vai apenas usar o meu corpo e então partirá. - Sua garganta se apertou. - Pelo
menos eu não vou precisar chamar Mel para me levar para casa depois.
Continua...

AH MEU DEUS!! CONTINUA!!
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