Ele saiu da cama. Movendo-se como um gracioso predador, abriu a gaveta na qual ela guardava a lingerie.
Um estranho tremor a percorreu ao vê-lo mover a mão por suas calcinhas,
até encontrar a de seda negra que Mel lhe dera de presente, como uma brincadeira.
Tirando-a da gaveta, ele se ajoelhou diante dela. Ofegante e quente, Lua
olhou para o topo da cabeça negra e ergueu o pé, permitindo que ele a vestisse.
Conforme as mãos fortes deslizavam a seda por sua perna, os lábios
trilhavam um caminho logo atrás, devastando seus sentidos. E, assim que
terminou de vesti-la, acariciou-a de leve nas coxas antes de afastar-se.
Em seguida, ele pegou o sutiã negro do conjunto. Como uma boneca sem
vontade própria, Lua permitiu que ele o colocasse. As mãos roçaram seus mamilos
ao prenderem o fecho à frente.
Então, ele deslizou os dedos sob o tecido, fazendo uma breve e quente
carícia que a arrepiou por inteiro. Arthur beijou-a, percorrido por um desejo
que exigia satisfação.
Lua gemeu quando o beijo se aprofundou. Ele a ergueu e a carregou até
perto da cama, onde a posicionou diante dele. Por instinto, envolveu-lhe a
cintura com as pernas, murmurando de prazer ao sentir o abdômen musculoso
pressionar seu corpo.
Arthur acariciou-a nas costas. Tinha a imagem do corpo molhado e despido
gravada em sua mente.
Estava a ponto de perder o controle, quando uma luz brilhou no quarto.
Com os olhos doendo, afastou-se de Lua.
- Foi você? - ela indagou sem fôlego, fitando-o.
Divertido, ele meneou a cabeça.
- Gostaria de levar o crédito por isso, mas tenho certeza de que teve
outra fonte.
Olhando ao redor, viu a cama e piscou.
Não podia ser...
- O que foi? - Lua indagou, virando-se para a cama.
- É meu escudo. - ele murmurou, incapaz de crer em seus olhos.
Não via seu escudo fazia séculos. Atordoado, continuou olhando para o
objeto que reluzia no meio do colchão.
Conhecia cada saliência, cada arranhão, e se lembrava dos golpes que
tinham provocado cada uma das marcas. Temendo estar sonhando, estendeu a mão
para tocar o relevo em bronze de Atena e sua coruja.
- E sua espada também? - Ele agarrou a mão de Lua antes que ela a
tocasse.
- Essa é a Espada de Cronos. Nunca a toque. Se alguém que não tem o
sangue dele a manuseia, tem a pele queimada para sempre.

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