sábado, 25 de março de 2017

Amante da fantasia - Cap.112



Ele saiu da cama. Movendo-se como um gracioso predador, abriu a gaveta na qual ela guardava a lingerie.


Um estranho tremor a percorreu ao vê-lo mover a mão por suas calcinhas, até encontrar a de seda negra que Mel lhe dera de presente, como uma brincadeira.


Tirando-a da gaveta, ele se ajoelhou diante dela. Ofegante e quente, Lua olhou para o topo da cabeça negra e ergueu o pé, permitindo que ele a vestisse.


Conforme as mãos fortes deslizavam a seda por sua perna, os lábios trilhavam um caminho logo atrás, devastando seus sentidos. E, assim que terminou de vesti-la, acariciou-a de leve nas coxas antes de afastar-se.


Em seguida, ele pegou o sutiã negro do conjunto. Como uma boneca sem vontade própria, Lua permitiu que ele o colocasse. As mãos roçaram seus mamilos ao prenderem o fecho à frente.


Então, ele deslizou os dedos sob o tecido, fazendo uma breve e quente carícia que a arrepiou por inteiro. Arthur beijou-a, percorrido por um desejo que exigia satisfação.


Lua gemeu quando o beijo se aprofundou. Ele a ergueu e a carregou até perto da cama, onde a posicionou diante dele. Por instinto, envolveu-lhe a cintura com as pernas, murmurando de prazer ao sentir o abdômen musculoso pressionar seu corpo.


Arthur acariciou-a nas costas. Tinha a imagem do corpo molhado e despido gravada em sua mente.


Estava a ponto de perder o controle, quando uma luz brilhou no quarto. Com os olhos doendo, afastou-se de Lua.


- Foi você? - ela indagou sem fôlego, fitando-o.


Divertido, ele meneou a cabeça.


- Gostaria de levar o crédito por isso, mas tenho certeza de que teve outra fonte.


Olhando ao redor, viu a cama e piscou.


Não podia ser...


- O que foi? - Lua indagou, virando-se para a cama.


- É meu escudo. - ele murmurou, incapaz de crer em seus olhos.


Não via seu escudo fazia séculos. Atordoado, continuou olhando para o objeto que reluzia no meio do colchão.


Conhecia cada saliência, cada arranhão, e se lembrava dos golpes que tinham provocado cada uma das marcas. Temendo estar sonhando, estendeu a mão para tocar o relevo em bronze de Atena e sua coruja.


- E sua espada também? - Ele agarrou a mão de Lua antes que ela a tocasse.


- Essa é a Espada de Cronos. Nunca a toque. Se alguém que não tem o sangue dele a manuseia, tem a pele queimada para sempre.


Continua...

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