terça-feira, 28 de março de 2017

Amante da fantasia - Cap. 115


Após tomarem o café da manhã, Lua decidiu ensiná-lo a dirigir.


- Isso é ridículo. - disse Arthur, enquanto ela entrava com o carro no estacionamento da escola.


- Ora, vamos lá! - ela o provocou. - Você não está curioso?


- Não.


- Não?


Ele suspirou.


- Certo. Um pouco.


- Bem, então imagine as histórias que vai poder contar aos seus homens, quando voltar para a Macedônia, a respeito da grande besta de aço que você dirigiu... dentro de um estacionamento.


Ele lhe lançou um olhar confuso.


- Isso significa que você está lidando bem com a minha partida?


Não, ela queria gritar.


Em vez disso, suspirou.


Em seu coração, sabia que nunca poderia pedir-lhe que desistisse de tudo em seu passado para ficar ao seu lado. Arthur da Macedônia era um herói. Uma lenda.


Nunca seria um homem de modos comedidos do século XXI.


- Sei que não posso ficar com você. Afinal, você não é um filhote perdido que me seguiu até em casa.


Arthur ficou tenso ao ouvi-la.


As palavras refletiam a forma de Lua agir. E era isso o que tornava tão difícil abandoná-la.


Como poderia abrir mão da única pessoa que já o enxergara como um homem? Não sabia por que ela queria ensiná-lo a dirigir, mas compartilhar seu mundo com ele parecia agradá-la. E, por algum motivo no qual não tolerava pensar, ele gostava de fazê-la feliz.


- Certo, então me mostre como domar esta besta.


Lua estacionou o carro e eles trocaram de lugar. Assim que Arthur entrou, ela se encolheu ante a visão de um homem de um metro e setenta de altura espremido em um espaço para acomodar uma mulher de um metro e cinquenta e sete.


- Eu me esqueci de empurrar o banco para trás. Desculpe.


- Não consigo respirar ou me mexer, mas está tudo bem.


Ela riu.


- Há uma alavanca sob o assento. Se puxá-la, vai conseguir empurrar o banco.


Ele tentou, mas estava imobilizado no espaço apertado e não conseguia alcançar a alavanca.


- Espere. - disse Lua. - Eu faço isso.


Arthur inclinou a cabeça para trás enquanto ela se debruçava sobre sua coxa, pressionando os seios em sua perna e estendendo a mão entre seus joelhos. Sentiu o corpo reagir de imediato.


Quando ela apoiou o rosto em sua virilha para se esforçar para empurrar o banco, ele achou que fosse morrer.


- Sabe, você está na posição perfeita para...




Continua...

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